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- 01/10/2026
01/10/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos a reinvenção da Nokia após seu reinado com celulares, a Apple querendo buscar um território dominado por Amazon e Google e o Airbnb começando a oferecer aluguel de carros no Brasil.
Antes de começar, a curiosidade do dia: Em 2002, o conglomerado de luxo LVMH assinou um acordo secreto para comprar ações de um herdeiro da família fundadora de uma de suas concorrentes. Anos depois, ele descobriu que sua participação de 6%, hoje avaliada em cerca de US$ 10 bilhões, havia desaparecido. O que aconteceu com os papéis continua sem explicação.
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QUICK TAKES
🔍️ PARA DESCOBRIR: Como o Instagram ranqueia o conteúdo, segundo o próprio chefão da plataforma, Adam Mosseri.
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: 60 ganchos pequenos que prendem a atenção rápido.
✍️ PARA APRENDER: O que o brasileiro e cofundador do Instagram, Mike Krieger, faria diferente se a rede social nascesse hoje, no mundo da AI.
CASE DO DIA
A Nokia que muitos conheceram não existe mais
Qual é a primeira coisa que vem à mente quando surge a palavra Nokia? Para muitos, celulares “indestrutíveis”, como o 3310, carinhosamente apelidado pelos brasileiros de “tijolão”, e, em suas devidas proporções, revolucionários, como o 8110, que ganhou fama mundial após aparecer no filme Matrix (veja abaixo).

Só que a empresa que dominava os telefones no início dos anos 2000 praticamente abandonou esse mercado. Hoje, ela vende a infraestrutura que faz a conectividade funcionar. São redes móveis, banda larga, fibra óptica, serviços de nuvem e até patentes usadas por empresas de tecnologia no mundo inteiro.
Senta que lá vem história 🛋️
Fundada em 1865 como uma fábrica de papel na Finlândia, a Nokia passou por borracha, cabos, eletrônicos, televisores e telecomunicações até encontrar nos celulares seu maior negócio.
No fim dos anos 1990, ultrapassou a Motorola e se tornou líder do segmento;
Em seu auge, chegou a ter cerca de 40% do mercado de celulares e valia mais de US$ 290 bilhões em 2000, tornando-a a mais valiosa da Europa.
Mas o iPhone mudou as regras. A partir de 2007, o celular deixou de ser apenas um aparelho para fazer ligações e passou a ser uma plataforma de software, aplicativos e serviços. A Nokia demorou para acompanhar essa mudança.
A pressão interna também pesou. Segundo relatos sobre o período, executivos e gerentes intermediários apresentavam avaliações excessivamente otimistas sobre a capacidade da empresa de competir na nova era dos smartphones... O que não se provou verdade.

A avaliação de mercado, em bilhões, da Apple e da Nokia a partir de 1º de janeiro de 2007. (Imagem: The New York Times)
A receita de celulares caiu de mais de US$ 36 bilhões em 2007 para pouco mais de US$ 20 bilhões em 2012; no mesmo ano, o valor de mercado da companhia despencou para US$ 18,3 bilhões.
O que veio a seguir foi uma das grandes viradas de chave dos últimos 15 anos no setor de tecnologia
Em 2013, a Nokia surpreendeu a todos ao vender sua divisão de celulares para a Microsoft por US$ 7,2 bilhões. Para os mais céticos, o movimento foi uma demonstração de desespero. Para a Nokia, foi o começo de uma empresa completamente diferente.
Com o dinheiro da venda, a companhia reforçou seu negócio de redes e, em 2016, comprou a Alcatel-Lucent por 15,6 bilhões de euros. A aquisição ampliou sua presença em fibra, redes fixas e infraestrutura óptica.
A nova Nokia passou a vender algo que o consumidor quase nunca vê, mas usa todos os dias: as “engrenagens” por trás da conexão. O resultado dessa visão está nos números.
Em 2025, o negócio de redes da empresa gerou quase US$ 8 bilhões em receita, enquanto a Nokia ampliou sua atuação em redes móveis, banda larga, fibra, data centers, nuvem e infraestrutura para clientes corporativos.
E existe outro ativo importante: propriedade intelectual. A Nokia possui mais de 26 mil famílias de patentes, incluindo milhares consideradas essenciais para padrões de 5G. Licenciar essa tecnologia virou uma fonte relevante de receita de alta margem.
Agora, a empresa quer levar essa infraestrutura para a próxima onda tecnológica. Além do 5G, a companhia investe em redes preparadas para AI e infraestrutura capaz de aproximar processamento e conectividade, além de trabalhar com empresas de chips e tecnologia como Nvidia — o que anima o mercado, visto que as ações da Nokia subiram 109% entre janeiro e abril deste ano.

(Imagem: Reuters)
A ideia é que a próxima era da internet exija muito mais do que smartphones: data centers, redes móveis, fibra e sistemas capazes de transportar e processar volumes cada vez maiores de dados.
✍️ Takeaway. A Nokia é um lembrete de que uma marca pode desaparecer de um mercado sem necessariamente desaparecer como empresa. O celular que colocou a companhia no mapa ficou para trás. Agora, a aposta é estar por trás da próxima geração de conectividade — incluindo a infraestrutura necessária para a AI.
TOGETHER WITH ELEVENLABS
Você teria coragem de fazer o que o CEO da Revolut fez?
Colocar um só funcionário para atender 4 milhões de clientes pode parecer loucura, ainda mais num banco. Mas foi exatamente isso que uma das maiores fintechs do mundo fez.
Precisando atender em escala global, ela colocou este agente de voz na linha de frente: atendendo ao vivo, identificando o idioma na hora e respondendo de forma precisa com os dados reais de cada conta.
O resultado? Os clientes são atendidos 8x mais rápido, com 99,7% das ligações resolvidas.
👉 Quer ter esse agente na sua empresa também? Veja como a ElevenLabs faz isso acontecer.
TOUR DE HEADLINES

Rumores apontam que o novo smart home hub da Apple terá um design semelhante ao do iMac G4. (Arte conceito: Cult of Mac)
🏠 Apple quer conquistar um novo território: a sua casa. A empresa prepara um hub doméstico (smart home hub) com tela de cerca de 6 polegadas, que poderá reconhecer os moradores e mostrar mensagens e outras informações pessoais. O lançamento deve inaugurar uma nova ofensiva da Apple no mercado de casas inteligentes, dominado por Google e Amazon. (The Independent)
🚗 Airbnb quer faturar mais em cada viagem. A companhia começa a oferecer aluguel de carros em mais de 300 cidades brasileiras, por meio de locadoras parceiras. O movimento amplia a relação com o viajante para além da hospedagem e abre uma nova fonte de receita em um mercado que movimentou R$ 61,7 bilhões no Brasil em 2025. (Exame)
🏭 A indústria brasileira de máquinas está vendendo menos. A receita do setor caiu 15,5% em agosto, para R$ 22,9 bilhões, e acumula queda de 13,2% no ano. A Abimaq atribui o desempenho ao enfraquecimento da demanda doméstica em meio às condições financeiras restritivas. (Forbes)
TOGETHER WITH NIELSENIQ
Podemos mapear as oportunidades da Black Friday para a sua marca?
Bom, a gente não sabe fazer isso 😅 — mas conhecemos quem já fez.
Com cerca de 70% das categorias em retração de volume, o desafio para a Black Friday 2026 será crescer em valor e volume ao mesmo tempo. Por isso, a NielsenIQ, que faz a mensuração mais completa do varejo e do consumidor, desenvolveu um relatório gratuito com:
📊 As categorias com maior potencial em FMCG.
💰 Os principais gatilhos de compra, além do preço.
💡 As maiores tendência para a Black Friday.
DICA DO DIA
![]() | A imagem ao lado é a capa de O Poder dos Momentos, de Chip Heath e Dan Heath, e um dos livros favoritos de Melanie Perkins, cofundadora e CEO do Canva. Os autores exploram por que certas experiências breves podem nos impactar, nos elevar e nos transformar, e como podemos aprender a criar momentos tão extraordinários em nossa vida e em nosso trabalho. Para Perkins, a ideia central inspirou totalmente a maneira como planejam momentos especiais no Canva, desde as boas-vindas aos novos colaboradores até eventos com a comunidade da empresa. |
PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA
Tinder troca o date a dois por “rolês em grupo” com novo recurso para até 15 pessoas.
Com espaço deixado pelas bets, Cimed mira camisas de futebol e negocia com mais de 10 times para ampliar marcas de consumo.
Cortes de empregos em tecnologia nos EUA sobem 54% em 2026 e superam 165 mil.
Leilões de infraestrutura podem movimentar R$ 47 bilhões em dezembro e atrair gigantes globais.
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