03/11/2026

Boa tarde. Na edição de hoje: como a anti-Starbucks da Geração Z virou uma máquina de vender bebidas, Marvell (não a dos super-heróis, risos) anuncia um dos maiores negócios da história da tecnologia e SpaceX pode se tornar a 4ª maior operadora de telefonia móvel dos EUA.

Antes de começar, a curiosidade do dia. Nos últimos dias, o The Joe Rogan Experience perdeu sua coroa no YouTube e já não é o podcast com mais assinantes na plataforma. O novo rei tem 21,4 milhões de subscribers e caminha para alcançar uma receita de US$ 60 milhões este ano.

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CASE DO DIA

7 Brew: a marca que virou a nova febre do café nos EUA

(Imagem: 7 Brew | Divulgação)

Bebidas coloridas altamente personalizáveis, preços relativamente baixos, funcionários que conversam com os clientes enquanto anotam os pedidos... tudo isso enquanto desafia a lógica de redes de cafeterias tradicionais como Starbucks ao não oferecer sofás confortáveis nem mesas para trabalhar.

É assim que a 7 Brew vem conquistando consumidores americanos, especialmente seu público mais fiel, a Geração Z.

Tudo começou em 2017

O casal Ron & Lisa Crume abriu uma loja em Rogers, no Arkansas, que oferecia apenas sete bebidas — daí o nome 7 Brew. Em 2020, a companhia alcançou a marca de 7 unidades e, no mesmo ano, foi adquirida por um grupo empreendedor.

A nova equipe de liderança da 7 Brew abraçou o propósito da marca de Cultivar a Bondade, mas rapidamente trabalhou para reformular as operações do drive-thru e modernizar o cardápio.

Hoje, são mais de 20 mil combinações, entre cafés, chás, limonadas, vitaminas (smoothies), refrigerantes artesanais sem cafeína feitos com água com gás (fizzy sodas), bebidas energéticas e uma espécie de milkshake. Suas bebidas geralmente custam menos de US$ 10 (e são bem servidas), e muitas das customizações não têm custo adicional.

No ano seguinte, a empresa iniciou oficialmente seu modelo de franquia, saltando de poucas unidades corporativas para centenas de lojas franqueadas em vários estados dos EUA — e o formato ajuda a explicar a expansão.

  • As unidades são estruturas pré-fabricadas de aproximadamente 47 m², com operação concentrada no drive-thru;

  • Ao não ter espaços de convivência, a 7 Brew reduz a necessidade de infraestrutura e ajuda a controlar os custos.

Outro ponto interessante é o horário. Enquanto cafeterias tradicionais concentram boa parte do movimento pela manhã, a maioria dos pedidos da rede acontece entre 14h e 17h, segundo dados da Datassential. A empresa conseguiu transformar o café e as bebidas energéticas em um pequeno agrado para o meio da tarde.

Com o avanço das operações, a marca começou a ganhar espaço nas redes sociais.

Consumidores passaram a publicar vídeos experimentando misturas inusitadas no Instagram e no TikTok. Uma bebida escolhida por uma estudante da Flórida, por exemplo, acumulou 2,6 milhões de visualizações (veja o vídeo ao clicar na imagem ao lado).

Existem grupos no Facebook dedicados exclusivamente ao compartilhamento de combinações, ajudando os frequentadores assíduos da 7 Brew a encontrar inspiração para sua próxima visita.

A experiência presencial também ajudou nesse compartilhamento online. A simpatia dos funcionários que circulam entre os carros e puxam conversa enquanto anotam pedidos não só virou parte da identidade da marca, mas também motivo de paródias nas redes.

O resultado é uma relação diferente com o cliente, com mais de 95% das transações vindo de participantes do programa de fidelidade em 2025. A cada 10 bebidas compradas, por exemplo, o consumidor ganha uma grátis, independentemente do tamanho ou das personalizações.

A escala já impressiona: a companhia ultrapassou 900 lojas em 38 estados, serve mais de 1 milhão de bebidas por dia e registrou cerca de US$ 1,2 bilhão em vendas em 2025. Segundo a Technomic, isso a tornou a quarta maior rede de café dos Estados Unidos, atrás de Starbucks, Dunkin' e Dutch Bros, mas vem encurtando a distância, sobretudo quando se trata do fluxo de clientes.

(Imagem: Bloomberg)

O crescimento, entretanto, também vem acompanhado de desafios

A operação depende de uma equipe jovem e bastante presente no atendimento, mas funcionários atuais e antigos relatam rotatividade e condições difíceis para quem passa horas do lado de fora, exposto ao calor ou ao frio. A empresa afirma oferecer estruturas de proteção e ter turnover inferior ao de concorrentes.

A expansão por franquias também coloca pressão sobre a padronização, uma vez que manter a qualidade das bebidas e do atendimento em centenas de unidades não é simples. O modelo de drive-thru também limita a entrada em grandes centros urbanos, onde espaço e circulação de carros funcionam de outra maneira.

Mas a confiança parece estar em alta na 7 Brew. A marca venceu uma disputa para adquirir 73 pontos comerciais da Salad and Go, por US$ 143 milhões, e afirma ter acordos para abrir mais de 3 mil unidades adicionais.

Além disso, começou a ampliar as ofertas de consumo nesta semana passando a oferecer 5 itens de comida, todos por cerca de US$ 3.

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TOUR DE HEADLINES

(Imagem: @MarvellTech via X)

💻 Marvell anuncia um dos maiores negócios da história da tecnologia. A fabricante de chips vai adquirir a Lumentum, especializada em componentes ópticos que permitem transmitir dados em alta velocidade dentro de data centers, em acordo avaliado em US$ 115 bilhões. O negócio busca fortalecer sua disputa com a Broadcom e ampliar sua participação na infraestrutura que sustenta a inteligência artificial. (Reuters)

🔐 Ataque hacker pode ter causado um prejuízo de R$ 217 milhões ao Mercado Bitcoin. Uma empresa de segurança identificou mais de US$ 40 milhões em movimentações suspeitas na corretora brasileira, que suspendeu temporariamente depósitos e saques. A empresa afirma que os clientes não foram afetados e que está investigando o caso. (InvestNews)

📱 SpaceX pode se tornar a 4ª maior operadora de telefonia móvel dos EUA? Ao que parece, a empresa de Elon Musk está interessada em comprar a Boost Mobile. O negócio daria à dona da Starlink acesso a redes de antenas terrestres, complementando sua conexão via satélite e colocando-a em uma disputa direta com AT&T, T-Mobile e Verizon, o Top-3 do setor no país. (TechCrunch)

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