04/06/2026

BOA TARDE

As empresas de tecnologia “esquecidas” da década de 1990 voltaram a ser relevantes à medida que o boom da AI se expande para o “setor chato” do hardware.

Junto com Dell, Lenovo, Micron, Intel e Cisco, outro nome em alta é o da Nokia, que, nos anos 2000, viu seu império de celulares ser abalado pelo estouro da bolha das telecomunicações e, depois, pela ascensão dos smartphones, chegando a perder 98% de seu valor de mercado até 2012.

Após vender sua divisão de celulares para a Microsoft em 2014, a empresa se reinventou como fornecedora de infraestrutura de redes e, este ano, viu suas ações dispararem mais de 124%, tornando-se a quarta ação com melhor desempenho no Stoxx Europe 600.

E você? Qual foi a marca do seu primeiro celular?

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Para hoje… Fatura da AI começa a assustar as empresas; Nordeste está atraindo bilhões em infraestrutura digital; TikTok quer deixar de ser apenas uma rede social; os apps de delivery mais usados por restaurantes no Brasil; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 07 segundos

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QUICK TAKES

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A inteligência artificial está pesando no orçamento das empresas?

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Nos últimos anos, não faltaram pessoas falando sobre a promessa da AI: maior produtividade por menos dinheiro. Mas, na prática, muitas empresas estão descobrindo o oposto.

A prova mais recente veio da Uber. Após estourar seu orçamento anual de inteligência artificial ainda nos primeiros meses do ano, a empresa decidiu impor um limite de US$ 1.500 por funcionário, por ferramenta de codificação, em plataformas como Claude Code e Cursor. Quem quiser gastar mais precisará pedir autorização.

O caso está longe de ser isolado. Executivos de empresas que atendem grandes corporações afirmam que o principal tema das reuniões hoje é o estouro dos orçamentos de AI — companhias que, assim como a Uber, consumiram as verbas planejadas para durar um ano inteiro em apenas um ou dois meses.

O motivo atende por um nome cada vez mais popular no Vale do Silício: tokenmaxxing

A lógica é simples: usar inteligência artificial o máximo possível para ganhar produtividade. O problema é que agentes autônomos podem consumir centenas ou até milhares de vezes mais tokens — como se fosse a “vida” que você consome para poder jogar um joguinho — do que um chatbot tradicional. Os números impressionam.

Uma empresa gastou US$ 500 mil em um único mês simplesmente porque esqueceu de colocar limites de uso nas licenças do Claude para os funcionários.

O fundador da OpenClaw chegou a gastar US$ 1,3 milhão em tokens da OpenAI em apenas um mês (veja na imagem ao lado).

E a própria OpenAI, que de boba não tem nada, passou a oferecer US$ 2 milhões em créditos computacionais para startups da Y Combinator.

A corrida virou uma espécie de armamentismo corporativo. A Amazon precisou encerrar competições internas de uso de tokens, enquanto empresas como Meta, Salesforce e Walmart começaram a restringir acessos ou impor controles para conter os custos.

O mais curioso é que a tecnologia funciona. O problema é que, em muitos casos, ela ainda não gera retorno suficiente para justificar o gasto. Pesquisas recentes mostram que grande parte das empresas segue sem capturar valor material das iniciativas de inteligência artificial, mesmo após investimentos bilionários.

Isso criou um dilema inédito para os CFOs

Pela primeira vez, algumas empresas estão comparando diretamente o custo de contratar pessoas com o custo de fornecer AI avançada aos funcionários. Em determinadas tarefas, os dois números já começam a se aproximar.

(Imagem: Reuters)

Enquanto isso, o mercado continua apostando que a demanda será infinita. Analistas estimam que os gastos globais com modelos, agentes e softwares de inteligência artificial ultrapassem US$ 680 bilhões até 2027, mais que o dobro do registrado atualmente.

Mas, dentro das empresas, a conversa mudou. A prioridade agora é descobrir quando vale a pena usar os modelos mais caros e quando uma solução mais simples entrega praticamente o mesmo resultado por uma fração do preço.

Para se ter uma ideia, cerca de 95% do uso de AI corporativa em algumas companhias ainda é executado nos modelos de ponta mais caros, mesmo para tarefas que poderiam ser realizadas por alternativas mais baratas.

🔮 Looking forward. A próxima etapa da revolução da inteligência artificial pode, quem sabe, mudar o tom, deixando um pouco de lado a conversa sobre quais serão os modelos mais inteligentes e passando a falar mais abertamente sobre eficiência.

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RECADO DO TIME

Quem ler isso pode ganhar um ingresso VIP pro evento do the news

Sempre falamos que o the news é feito para você e, por isso, queremos te ouvir. Montamos uma pesquisa rápida para entender a sua relação com os anúncios da nossa edição.

Quem responder até o final, concorre a um ingresso no setor VIP do evento seis&seis.

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A nova fronteira tecnológica do Brasil fica no Nordeste

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A Axia Energia, antes conhecida como Eletrobras, está investindo mais de R$ 300 milhões no Vale do São Francisco para transformar o Nordeste em um grande laboratório de infraestrutura para a economia da AI. Como diria o Rei do Baião, Luiz Gonzaga: “Meu Nordeste tá mudado.

Entre Petrolina (PE), Casa Nova (BA) e o reservatório de Sobradinho, a companhia reúne projetos de energia solar, eólica, baterias e data centers em um ecossistema voltado para um dos maiores desafios da tecnologia atual: a energia.

Na prática, a empresa está tentando resolver dois gargalos ao mesmo tempo:

  1. Gerar eletricidade limpa para alimentar a explosão da demanda computacional.

  2. Reduzir o consumo de energia dos próprios data centers, usando o calor capturado por uma usina solar de nova geração para produzir refrigeração e resfriar servidores.

O movimento acontece enquanto o Nordeste atrai investimentos cada vez maiores. Talvez o principal deles seja o da ByteDance, dona do TikTok, que anunciou um projeto superior a R$ 200 bilhões para construir um mega data center no Ceará — um dos maiores empreendimentos do tipo já anunciados na América Latina.

The Big Picture. O mundo está ficando sem energia para sustentar a próxima onda da AI. Mas o Brasil, com abundância de energia renovável e espaço para expansão, começa a surgir como um dos destinos mais promissores dessa corrida global, especialmente para data centers.

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O TikTok realmente quer deixar de ser apenas uma rede social

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A plataforma lançou o TikTok Pro Events, um aplicativo separado dedicado a grandes eventos culturais — começando pela Copa do Mundo de 2026 —, reunindo vídeos, criadores e uma comunidade de fãs em um único lugar.

  • Dentro do novo app, os usuários podem acumular pontos ao interagir com conteúdos, trocá-los por produtos oficiais e acessar experiências exclusivas.

Por que isso importa? Ao lançar um aplicativo dedicado a momentos culturais globais fora de sua plataforma principal, o TikTok compete com outros apps pela atenção dos usuários, ao mesmo tempo em que oferece a criadores e anunciantes acesso a um público mais focado.

O movimento mostra como a empresa está expandindo sua atuação para além dos vídeos. Nos últimos meses, a companhia também lançou o TikTok GO, permitindo que usuários descubram e reservem hotéis, atrações e experiências diretamente pelo aplicativo. Na prática, a plataforma está transformando vídeos virais em reservas, compras e novas fontes de receita.

A rede social chinesa, porém, está longe de ser a única a perseguir essa visão de superaplicativo. A Uber entrou recentemente no mercado de hospedagem, oferecendo reservas em mais de 700 mil hotéis e imóveis de temporada. Já o Airbnb adicionou aluguel de carros, entrega de compras e hotéis boutique.

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TOGETHER WITH REMESSA ONLINE

Tudo no mundo viaja em milissegundos, menos o seu dinheiro

Imagem: Reprodução

A internet que você usa pra ler esta newsletter agora não viaja pelo ar: ela percorre milhares de quilômetros dentro de cabos de fibra ótica cravados no fundo do oceano.

O problema é que essa mesma evolução não chegou no dinheiro. Enquanto dados cruzam continentes em milissegundos, uma transferência internacional ainda passa por uma fila de bancos intermediários, taxas que ninguém explica direito e até três dias úteis de espera.

A Remessa Online resolveu isso: transferências e recebimentos em Dólar, Euro ou Libra em poucos passos, 24h e com taxas transparentes. 👉 Profissionalize aqui o seu câmbio com a Remessa Online.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

Absolutamente impressionante. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, 99,1% dos estabelecimentos brasileiros utilizam o iFood para delivery.

E, por incrível que pareça, a realidade era ainda mais surpreendente até pouco tempo atrás, antes da entrada das chinesas 99Food e Keeta, que aqueceram o mercado de delivery desde o ano passado.

As empresas estreantes estão testando estratégias agressivas, mas muito parecidas, focadas na oferta em massa de cupons de desconto, principalmente quando chegam a novas cidades. Se será o suficiente para disruptar o domínio do iFood, só o futuro dirá. Leia mais aqui.

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