07/04/2026

BOA TARDE

Em 1995, a Pepsi lançou um comercial mostrando prêmios que poderiam ser trocados com “Pepsi Points”, incluindo, em tom de piada, um jato por 7 milhões de pontosassista aqui. Mas o estudante John Leonard levou a oferta a sério.

Aproveitando-se de que a própria Pepsi permitia a compra de pontos extras por 10 centavos cada, ele levantou US$ 700 mil com investidores e tentou reivindicar o prêmio. Contudo, a Pepsi o levou ao tribunal — e até o Pentágono se envolveu.

Após anos de disputa, Leonard perdeu, mas mudou a publicidade: a Pepsi ajustou a campanha e incluiu um aviso de “brincadeira”. O caso é um dos mais estudados em faculdades de direito pelo mundo e a história virou até um documentário na Netflix.

Para hoje… A Nike ficou no passado?; Carros elétricos estão acelerando na América Latina; A LEGO enganou todo mundo; Quanto vai custar para completar um álbum de figurinhas da Copa do Mundo; e mais.

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 17 segundos

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QUICK TAKES

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A Nike ainda é aquela marca de antes?

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Você provavelmente se lembra de quando usar Nike era sinônimo de cultura, com lançamentos que se esgotavam em poucos minutos. Muito além de produtos, a marca vendia status.

  • Hoje, isso ainda ocorre — basta ver como sua collab com a varejista americana Costco ficou sold out em poucas horas, isso sem nem ter tido divulgação. 

Mas a percepção atual parece diferente — e o mercado está reagindo a isso. Após os últimos resultados, as ações caíram mais de 15% e atingiram o menor nível desde 2015. Nem o tom confiante do CEO Elliott Hill foi suficiente para mudar o humor dos investidores.

Para se ter uma ideia, em 31/12/2025, os papéis da Nike valiam US$ 63,71, mas, desde o final de fevereiro, praticamente só caíram, batendo pouco mais de US$ 45 em 01/04/2026.

(Imagem: Business Insider | Bloomberg)

O que está por trás? Receita trimestral estagnada (US$ 12,4 bilhões), vendas diretas em queda e um problema relevante na Chinaonde a Nike pode ver as vendas caírem até 20%.

Na prática, a concorrência avançou, com marcas locais como Anta Sports e Li-Ning crescendo com preços mais competitivos, enquanto players globais também ganharam espaço em categorias-chave como corrida.

E nem tudo depende da empresa. Fatores externos como tensões geopolíticas, custos logísticos e mudanças no consumo também pesam, mas não explicam tudo.

O impacto disso vai além do financeiro

A Nike parece enfrentar uma crise de identidade. Hoje, mesmo com bons produtos, a Nike ainda não nos mostrou aquela “Grande Novidade” que, no passado, realmente conectou a marca ao público.

  • Em 1985, tivemos o lançamento da linha de tênis Air Jordan;

  • Em 1988, iniciou-se a campanha “Just Do It” da marca;

  • Em 2017, foi a parceria “The Ten” com o lendário Virgil Abloh, que redefiniu completamente o cenário com esse lançamento — aprofunde aqui.

(Imagem: Hypebeast | Haven)

Há também uma questão de estratégia: nos últimos anos, a Nike apostou forte no modelo direto ao consumidor, reduzindo presença no varejo multimarcas. Agora, tenta reconstruir essas relações — o que leva tempo e pressiona resultados no curto prazo.

Ao mesmo tempo, a empresa precisa equilibrar inovação com execução. Novos produtos existem, mas ainda não ganharam tração suficiente para substituir o peso de linhas clássicas que sustentaram o crescimento por décadas.

O caminho segue em aberto, com a Nike apostando em eventos como a Copa do Mundo para recuperar relevância. Mas, até lá, o mercado parece adotar uma lógica simples: acreditar só quando enxergar sinais claros de virada.

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Carros elétricos estão acelerando na América Latina?

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Tudo indica que sim. As vendas de veículos eletrificados na região somaram 136 mil unidades no início de 2026 — um salto relevante em relação ao ano anterior — e já representam 14,5% do total.

🇧🇷 O Brasil puxa esse movimento. O país lidera com mais de 55 mil veículos eletrificados vendidos no período, além de concentrar a maior rede de recarga da região, o que é um fator decisivo para uma adoção mais rápida.

  • Na prática, o Brasil domina em todas as frentes: elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in.

  • Outros mercados, como 🇲🇽 México e 🇨🇴 Colômbia, também crescem, mas ainda em ritmo menor e com infraestrutura mais limitada.

Essa transição, entretanto, não está acontecendo da mesma forma em todos os países. A infraestrutura ainda limitada faz com que muitos consumidores optem por híbridos, que lideram as vendas com folga, enquanto os 100% elétricos ainda avançam de forma mais gradual. (Aprofunde)

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A LEGO juntou ou não Messi, Cristiano Ronaldo, Mbappé e Vini Jr.?

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Nos últimos dias, viralizou um comercial mostrando esses quatro astros do futebol mundial montando, juntos, uma versão do troféu da Copa do Mundo feita de LEGO, uma cena rara até para os padrões de marketing global.

  • Mas, ao que tudo indica, eles nunca estiveram no mesmo lugar. Isso porque um vídeo dos bastidores do ad começou a circular, indicando que a produção teria usado dublês de corpo e edição digital para recriar o encontroveja aqui.

Se isso realmente for verdade, o que a LEGO fez foi algo bem mais comum do que parece: em produções desse porte — com quatro atletas com agendas possivelmente incompatíveis — é normal que personalidades apareçam apenas nas cenas principais, enquanto o restante é construído com dublês e ajustes técnicos.

Isso importa porque revela mais sobre os bastidores da publicidade do que sobre uma “substituição por inteligência artificial”.

Na prática, grandes campanhas já são montadas há anos com gravações separadas, edição e composição de cenas para criar a ilusão de simultaneidade, não necessariamente com AI total, mas com uma combinação de logística, produção e pós-edição para entregar um resultado final convincente. (Aprofunde)

PS: Se não se sabe ao certo se foi ou não usada a inteligência artificial neste comercial da LEGO, a internet não perdeu tempo e criou outro ad para a empresa (esse, sim, usando AI), mas juntando as estrelas atuais do tênis para montar o troféu de Roland Garros. Confira aqui.

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TOGETHER WITH WINNIN

Qual dessas marcas conquistou a sua atenção nos últimos tempos?

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Mesmo sendo de segmentos diferentes, todas elas usam o Share of Attention™: métrica desenvolvida pela Winnin para medir impacto cultural e orientar as suas decisões estratégicas.

No dia 09/04, em São Paulo, essa mesma métrica definirá os vencedores do Winnin Attention Awards, prêmio para celebrar quem realmente dominou a atenção das pessoas. Aqui você confere as categorias que essas marcas estão concorrendo.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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BITS & BITES COM CARREIRA MULLER

E se você pudesse saber como é a grama o salário do seu vizinho?

Não é questão de competir, mas sim de ter um benchmark e saber quanto o mercado paga para o seu cargo.

A dica de hoje é: essa pesquisa salarial, da Carreira Muller, com os dados de salários, bônus, PLR, PPR e benefícios. Tudo baseado em pagamentos de +4 mil empresas, combinados a dados oficiais do governo. Compare o seu salário com o do mercado aqui.

É válido tanto para pessoa física, quanto para empresas que querem saber se estão pagando “certo".

GRÁFICO DO DIA

980 figurinhas e um álbum. Pela primeira vez na história, completar o álbum da Copa do Mundo vai custar quase mil reais.

Apesar de o preço mínimo ser de R$ 980, um aumento de 86% em relação a 2022, no fim das contas pode ser preciso desembolsar até R$ 6.200, dependendo da sorte com as figurinhas.

O aumento no custo tem dois motivos principais: a alta no preço do pacote — que custava R$ 4 em 2022 e agora R$ 7 neste ano — e do número de figurinhas, já que essa Copa terá 48 países participantes, contra 32 na última edição.

E você, sabe em que ano se tem registro da primeira coleção de figurinhas de esporte no Brasil?

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ASPAS DO DIA

Um dos conselhos mais comuns que damos na Y Combinator é fazer coisas que não sejam escaláveis.

Esse é possivelmente um dos conselhos mais contraintuitivos dados às startups. No entanto, ou até talvez por esse fator, é o tema central do texto do empreendedor e investidor de risco do Vale do Silício, Paul Graham — um dos fundadores do Y Combinator.

(Imagem: The Founders' Tribune)

Segundo ele, startups crescem porque fundadores fazem esforços manuais e não escaláveis no início: recrutar usuários, encantá-los e iterar rapidamente. Pequenos ganhos compostos geram escala, enquanto foco, aprendizado direto e persistência transformam ideias frágeis em grandes empresas.

Se você tem uma empresa ou pretende fundar uma algum dia, a leitura desse artigo é quase que obrigatória. Clique aqui para ler ele na íntegra.

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EXTRA

Você sabe o que seu CEO anda lendo?

Provavelmente, não. Mas, no app do the news, dá pra descobrir o que outras pessoas estão lendo e registrar as suas próprias leituras também.

Por exemplo, o CEO do the news acabou de ler "O Verdadeiro Poder", de Vicente Falconi. E sim, é uma ótima leitura para quem quer entender gestão de verdade.

É útil pra pegar referências boas, ver o que profissionais da sua área estão consumindo e sair da bolha de recomendação de algoritmo.

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FEEDBACK

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RODAPÉ

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