07/05/2026

BOA TARDE

Lembra do Sam Bankman-Fried, aquele fundador da FTX que saiu de bilionário para condenado por fraude e preso em 2022? Ao que parece, além de muita lábia para convencer investidores, ele reconheceu desde cedo o potencial de várias empresas atualmente muito poderosas.

E, segundo ele, se a FTX não tivesse sido forçada à falência, seus principais investimentos — vendidos durante o processo —, hoje valeriam dezenas de bilhões de dólares.

E você, quanto acha que os 6 principais investimentos valeriam?

Mais detalhes ao final da edição.

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Para hoje… A marca que fez o casual virar padrão; Após seis anos, a Riachuelo volta a sorrir no 1º trimestre; Escrever corretamente virou um problema; O livro que mudou tudo para o cofundador e CEO do Airbnb; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 28 segundos

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QUICK TAKES

😲 PARA SE SURPREENDER: A nova obsessão dos CEOs da Faria Lima

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A marca que fez o casual virar padrão

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Nos últimos dias, foi anunciada a morte de Doris Fisher, cofundadora da Gap, aos 94 anos. Ao lado do marido, Don Fisher, ela ajudou a criar uma das empresas mais influentes da história do varejo americano, redefinindo o jeito como o mundo passou a consumir moda casual.

A história começou em 1969. Don não conseguia encontrar um jeans da Levi’s que lhe servisse corretamente. A solução foi abrir uma pequena loja em São Francisco especializada justamente nisso, com foco em tamanhos difíceis de encontrar, além de vender discos de vinil.

No entanto, os próprios fundadores perceberam rapidamente qual era o verdadeiro motor do negócio. Como Don resumiu anos depois: “as calças estavam vendendo os discos, não o contrário.

A empresa cresceu surfando a cultura jovem dos anos 70. A publicidade falava a linguagem da contracultura, enquanto as lojas ofereciam variedade, preços acessíveis e uma estética ligada ao universo rebelde da época.

Doris e Don Fischer (Imagem: The New York Times | The Gap)

Foi Doris quem criou o nome “Gap”, inspirado no “generation gap”, o choque cultural entre pais e filhos que marcava aquela geração. Enquanto Don cuidava da expansão financeira, ela liderava produto, merchandising, design das lojas e identidade criativa da marca.

Em 1974, a Gap deixou de ser apenas uma revendedora de Levi’s para lançar roupas próprias.

Em 1976, veio o IPO, abrindo caminho para uma expansão agressiva no varejo americano.

Mas a transformação decisiva aconteceu nos anos 80

Com a chegada do executivo Mickey Drexler, a companhia abandonou parte da imagem hippie e passou a apostar em um novo conceito: roupas casuais simples, estilosas e relativamente acessíveis.

Foi aí que nasceram os famosos khakis, moletons, camisetas básicas e suéteres coloridos que praticamente definiram o “uniforme casual” dos Estados Unidos nas décadas seguintes.

A Gap também passou a dominar culturalmente a publicidade da moda. Artistas renomados como Ernest Hemingway, Salvador Dalì, Andy Warhol e Marilyn Monroe apareceram em anúncios, aproximando a marca de arte, criatividade e lifestyle — algo pouco comum para varejistas de massa naquele momento.

(Imagem: nss magazine | Gap)

Ao mesmo tempo, a empresa expandia seu ecossistema. A aquisição da Banana Republic (1983), a criação da Gap Kids (1986) e o lançamento da Old Navy (1994) ajudaram a transformar a companhia em um conglomerado global de vestuário.

No auge, a Gap virou praticamente sinônimo de shopping center americano. A marca vestia desde adolescentes até profissionais de Wall Street, ajudando a consolidar a informalidade no ambiente de trabalho e no cotidiano.

Existe, porém, uma ironia nessa trajetória

Ao popularizar o básico casual em escala global, a Gap acabou tornando sua própria proposta menos única. O estilo que parecia moderno e aspiracional virou commodity — copiado por fast fashions, varejistas digitais e marcas minimalistas no mundo inteiro.

Ainda assim, poucas empresas deixaram uma marca tão profunda no comportamento de consumo. Hoje, o grupo — que ainda conta com a Athleta — opera cerca de 3.570 lojas globalmente e movimenta aproximadamente US$ 15 bilhões por ano.

No fim, Doris Fisher foi muito além de apenas vender roupas; ela participou da construção de uma estética inteira.

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TOGETHER WITH TNS BETTER WORK

Você realmente sabe usar IA ou só acha que sabe?

Contratações para funções com IA cresceram 88% em 2025, mas a maioria dos profissionais ainda não sabe usar no dia a dia. O problema não é a ferramenta, é que ninguém ensina como aplicar IA no trabalho que você já faz.

A tns better work quer mudar isso. No dia 19/05, às 19h30, Ana Paula Mofarrej, que há 7 anos lidera IA na Microsoft e na Meta, vai te mostrar como esse gap aparece na rotina corporativa, em 1h30 de aula ao vivo e gratuita. Sem replay, sem instalação, só o que funciona na sua rotina corporativa.

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Riachuelo volta ao lucro no 1º trimestre

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A Riachuelo registrou lucro nos três primeiros meses do ano pela primeira vez desde antes da pandemia, encerrando um ciclo de seis anos de prejuízos no período e reforçando a recuperação da operação de moda da companhia.

Para se ter uma ideia, a empresa vem apostando pesado em eficiência operacional, renovação das lojas físicas, reforço no time criativo — incluindo novos estilistas —, mudanças na experiência de compra e um modelo de loja mais imersivo, já testado em Curitiba e São Paulo.

By the numbers:

  • A receita líquida da varejista somou R$ 2,3 bilhões no trimestre, crescimento de 6,7% na comparação anual.

  • A margem bruta do segmento de vestuário chegou a 54,9%o 10º trimestre seguido de avanço.

Outro destaque veio da vertical financeira, com a Midway, que registrou EBITDA de R$ 133 milhões, impulsionado por novos produtos de crédito e modelos mais sofisticados de concessão, reforçando uma tendência cada vez mais comum no varejo: empresas de moda se tornando também plataformas financeiras. (Aprofunde)

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Escrever bem virou um problema

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Com a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude, conteúdos escritos quase 100% por inteligência artificial inundaram a internet. Com isso, para muitos, se um texto está “polido demais”, ele possivelmente foi escrito por AI.

Acontece que isso está forçando profissionais que realmente produzem seus artigos, posts ou newsletters — e que usam AI apenas como apoio — a fazer algo inesperado: adicionar imperfeições a seus conteúdos para mostrar ao grande público que foram realmente escritos por uma pessoa.

  • Esse movimento já mudou o estilo de escrita. Gírias exageradas, linguagem casual demais, erros intencionais e até referências aleatórias (como frases de séries como The Office) viraram ferramentas para “soar humano”.

Ao mesmo tempo, cresce uma espécie de paranoia coletiva, com “detetives” nas redes sociais passando a buscar padrões como uso frequente de travessões ou estruturas muito organizadas. Esses sinais, entretanto, são frágeis e frequentemente erram o alvo.

O resultado é um cenário curioso: textos genuinamente escritos por humanos sendo acusados de serem feitos por AI, enquanto textos produzidos majoritariamente por inteligência artificial passam despercebidos. (Aprofunde)

E tem quem foi muito além nessa jornada de soar mais humano. Esse empresário e investidor criou um plugin que faz o oposto dos corretores gramaticais: adiciona erros de propósito para deixar e-mails mais “autênticos”. Veja o teste que ele fez aqui.

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TOGETHER WITH SANTANDER SELECT

Você manteria um parceiro de negócios que parou de entregar valor?

Se a resposta é não, por que você mantém relacionamento com um banco que não te traz vantagens reais? Nesse caso, a solução é simples: compare o que você tem hoje, comprove a diferença e mude para onde a conta fecha.

No Santander Select, ao concentrar seus movimentos financeiros, você acessa os cartões que mais pontuam no mercado, se beneficiando de verdade. Conheça aqui todas as vantagens.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

O que acontece quando uma marca une luxo com esporte e popularidade? A resposta é Ferrari.

Diferentemente de montadoras de carros populares que apostam em escala e de marcas de luxo que só investem em exclusividade, a estratégia ferrarista se baseia em dois pontos, segundo o podcast Acquired:

 Exclusividade extrema, com apenas 330 mil carros vendidos em 80 anos de história.

→ A Scuderia no automobilismo, que popularizou a marca, aumentou sua base de fãs e a consolidou como gigante do lifestyle.

O resultado é que ela não concorre com marcas de carros, mas sim com empresas de luxo, onde a disputa é pela exclusividade e pela atenção — com margens muito maiores. Para ouvir o episódio do Acquired sobre a Ferrari, clique aqui.

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BREAKING NEWS DO TIME

Consegue adivinhar o que tem aqui?

2 reais ou uma caixa misteriosa? Na verdade o the news vai soltar uma novidade (em breve) e você pode ser um dos primeiros a saber do que estamos falando. É só entrar nessa comunidade e sentir como se estivesse trabalhando com a gente. Juramos que vai compensar. 👀

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ASPAS DO DIA

Eu estava vivendo uma vida normal, seguindo um caminho previsível, e então li esta biografia. Isso teve um impacto enorme em mim.

(Imagem: Yoshiyuki Matsumura | WSJ. Magazine)

Isso foi o que disse Brian Chesky, cofundador e CEO do Airbnb, sobre o livro Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana, autobiografia do fundador da Disney.

No verão americano de 2007, Chesky estava desempregado, morando em Los Angeles e tentando descobrir o que fazer da vida. Segundo ele, ler o livro “mudou tudo” e o fez tomar a decisão de se mudar para São Francisco — que, consequentemente, resultou na fundação do Airbnb no ano seguinte.

Curiosidade: após ler a biografia pela 2ª vez em 2011, ele contratou um artista da Pixar para desenhar storyboards retratando a experiência de um cliente do Airbnb, desde o momento em que o cliente sai de casa.

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CURIOSIDADES DA ENQUETE

Hoje, a Anthropic seria o maior investimento de Sam Bankman-Fried. Ele aportou cerca de US$ 500 milhões na criadora do Claude, em abril de 2022, uma fatia que atualmente valeria mais de US$ 82 bilhões. Além disso, seu portfólio contava com Robinhood, Cursor e Solana.

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