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10/09/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos o clube inglês que está usando Bitcoin para construir uma marca global, a empresa de túneis de Elon Musk quadruplicando de valor e o império dos "dinossauros" da internet comprando mais uma marca conhecida.
Antes de começar, a curiosidade do dia: Ontem, o mundo tech parou para ver o lançamento do iPhone dobrável (veja aqui). Em suas devidas proporções, o burburinho lembrou um pouco do que foi o lançamento do aparelho original, em 2007, que ganhou um apelido interessante de jornalistas de tecnologia.
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QUICK TAKES
📖 PARA LER: Os três cenários do futuro da economia na era da inteligência artificial, segundo a Anthropic
🔍 PARA DESCOBRIR: O país, cuja capital fica a quase 10.000 km de distância do Vale do Silício, que está surgindo como um improvável polo tecnológico
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: E, por falar no Vale do Silício, esse assistente de AI viral se tornou a nova obsessão por lá
✍️ PARA FICAR POR DENTRO (E COM FOME): Empreendedores brasileiros reformulam a receita e cachorros-quentes 'diferentões' viralizam na internet
CASE DO DIA
O Bitcoin pode ajudar a construir um clube de futebol?

(Imagem: Real Bedford | Divulgação)
Para os torcedores do Real Bedford, pequeno clube que fica a cerca de duas horas de Londres e atualmente compete na 7ª divisão da Inglaterra, tomara que sim.
Em 2022, ele foi comprado pelo podcaster de Bitcoin Pete McCormack, que passou a chamar o clube de “rebelde e antissistema”, muito pelo fato de que o Bitcoin é algo que, até certo ponto, não pode ter tanta intervenção do governo.
Por isso, quase 100% das empresas que aparecem nas placas e patrocínios do estádio são de Bitcoin. Uma delas, inclusive, é dos irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, fundadores da corretora de cripto Gemini e dois dos grandes nomes do setor, que investiram US$ 4,5 milhões no clube em 2024.

Pete McCormack (meio) e os irmãos Winklevoss (Imagem: Paul Stuart | The Times)
O projeto é transformar este clube local em uma marca global
Sim, algo similar ao que Ryan Reynolds e Rob McElhenney estão fazendo com o Wrexham. O grande diferencial, entretanto, é que, em vez da força de Hollywood, o Real Bedford coloca o Bitcoin como parte central dessa identidade, apostando na comunidade global de entusiastas da criptomoeda. Para se ter uma ideia:
Cerca de um quarto de sua principal base de torcedores está fora de Bedford, enquanto a audiência online internacional chega a 40%;
Em alguns jogos, torcedores estrangeiros viajam até a Inglaterra tanto para assistir à partida quanto para encontrar-se com outros simpatizantes de Bitcoin.
No estádio, torcedores podem pagar ingressos, comida e produtos com Bitcoin. Alguns jogadores e funcionários também recebem parte ou todo o pagamento na criptomoeda. Ainda assim, menos de 20% dos torcedores usam Bitcoin em um dia normal de jogo.
O dinheiro do clube, porém, não vem diretamente do Bitcoin. A operação depende de ingressos, patrocínios, produtos e consumo no estádio. Os US$ 4,5 milhões dos Winklevoss, por exemplo, entraram no caixa do clube e são usados para sustentar o projeto ao longo das temporadas.
A estratégia é tratada como uma startup: levantar capital para acelerar o crescimento e buscar subir de divisão. McCormack admite que novas rodadas de investimento poderão ser necessárias conforme o clube tenta subir de divisão.

(Imagem: Real Bedford | Divulgação)
Maaass… o modelo também enfrenta ceticismo
O caso do Crawley Town mostrou que a combinação entre futebol e cripto pode gerar atenção global, mas o hype digital não substitui resultados em campo, confiança local e uma operação sustentável.
O resultado disso: o grupo WAGMI United, que comprou o clube em 2022, deixou o Crawley Town definitivamente em 2025, em meio a um caos crescente e à reação negativa da torcida.
Além disso, o boom das criptomoedas no futebol meio que esfriou. Após período de euforia, que começou em 2021 e viu empresas de cripto investir milhões em patrocínios, algumas companhias do setor quebraram, acordos de patrocínio foram desfeitos e o valor de fan tokens ligados a alguns dos maiores clubes da Europa despencou.
É uma lição importante para o Real Bedford. A curiosidade pode trazer pessoas pela primeira vez, mas é o futebol que precisa fazer com que elas voltem. Tanto é que, na primeira temporada sob o “guarda-chuva” de McCormack, o clube batalhou para não ser rebaixado.
🔮 The Big Picture. Para a CEO do Real Bedford, Emma Firman, o sonho, muito além de criar uma comunidade que une simpatizantes de futebol e Bitcoin, é alcançar níveis cada vez mais competitivos da liga inglesa, construir um novo estádio, criar uma academia e desenvolver jogadores — meninos e meninas — da própria cidade.
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TOUR DE HEADLINES

(Imagem: The Boring Company)
🚇 A empresa de túneis de Elon Musk acaba de quadruplicar de valor. A Boring Company levantou US$ 3 bilhões em uma rodada liderada pelos Emirados Árabes Unidos, elevando seu valuation para US$ 23 bilhões — contra US$ 5,7 bilhões em 2022. O dinheiro financiará novos projetos de túneis, principalmente nos Emirados Árabes, além da expansão do Loop nos EUA. (The Boring Company)
🤖 Império dos "dinossauros" da internet compra mais uma marca conhecida. A italiana Bending Spoons, que já comprou nomes como AOL e Vimeo, acertou a aquisição da plataforma de colaboração Miro por US$ 1,36 bilhão em dinheiro, cerca de 90% a menos do que sua alta ao final de 2021, quando foi avaliada em US$ 17,5 bilhões. (TechCrunch)
⚠️ AI começa a preocupar até quem trabalha para construí-la. Em um dos tweets mais virais do ano, um pesquisador que deixou a Anthropic afirmou que os grandes laboratórios estão criando sistemas capazes de se aperfeiçoar sozinhos. A saída se soma a outros casos de profissionais que deixaram empresas de inteligência artificial por preocupações com segurança. (the news)
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AROUND THE WEB
Em agosto, a adoção de ferramentas de AI pelas empresas deu uma pequena freada. Dados da Ramp, que acompanha gastos de 70 mil companhias, mostram que 56% de seus clientes pagaram por produtos de AI, alta de apenas 0,4 ponto percentual em relação a julho. Aprofunde aqui.

PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA
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Banco Inter inicia expansão na Argentina para oferecer contas e investimentos em dólar.
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