12/05/2026

BOA TARDE

No verão europeu de 2009, o Real Madrid não economizou recursos e gastou mais de 250 milhões de euros em transferências, com destaque para Cristiano Ronaldo, contratado pela cifra recorde da época: 94 milhões de euros.

Mas o clube não pagou pelos jogadores do próprio bolso. Em vez disso, tomou dinheiro emprestado do Bankia, um grupo de bancos espanhóis. 

Corta para 2011: o Bankia precisou levantar dinheiro junto ao Banco Central Europeu e ofereceu os contratos de jogadores do Real Madrid como garantia — sendo um deles Cristiano Ronaldo.

E você, consegue adivinhar qual era o outro jogador envolvido no acordo?

Mais detalhes ao final da edição.

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Para hoje… Símbolos da bolha da internet nos anos 90 voltam a disparar; Elo pode ser a próxima brasileira a fazer IPO nos EUA; Empresas estão criando “crises” falsas nas redes para gerar engajamento; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 23 segundos

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QUICK TAKES

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Wall Street estaria vivendo um déjà vu?

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Nesta segunda-feira, as ações da Intel dispararam mais de 6% no pré-mercado após notícias de um acordo preliminar com a Apple para a produção de semicondutores — um movimento que seria impensável poucos anos atrás.

  • Isso porque, durante muito tempo, a Intel foi vista como uma gigante envelhecida, pressionada pela ascensão da NVIDIA, pelos avanços da TSMC e pela dificuldade em acompanhar a nova corrida da inteligência artificial.

Mas a história começa a mudar. Ao reestruturar sua operação para fabricar chips para terceiros e ampliar capacidade produtiva nos EUA, a companhia passou a ocupar um espaço estratégico justamente no momento em que o mundo enfrenta escassez de semicondutores avançados.

O resultado: no acumulado do ano, os papéis da fabricante de chips já subiram mais de 200% e, nos últimos 12 meses, quase 465%.

E a Intel não está sozinha nessa volta por cima.

Empresas que simbolizaram a bolha da internet nos anos 90 — como Dell, Cisco Systems, AMD e Micron — voltaram a disparar na bolsa impulsionadas pela explosão dos investimentos em AI e data centers.

(Imagem: Financial Modeling Prep | Jeffrey Cane | Axios)

A SanDisk, por exemplo, deixou de ser conhecida apenas pelos cartões de memória e virou fornecedora crítica de armazenamento para grandes centros de dados — com suas ações acumulando uma alta próxima de 2.800% nos últimos 12 meses.

  • Já a Dell tornou-se uma gigante de infraestrutura, servidores, nuvem e redes corporativas, peças fundamentais para sustentar a nova economia da inteligência artificial.

Na prática, o mercado está percebendo algo importante: a corrida da AI não depende apenas das GPUs — processadores gráficos que fazem os cálculos pesados da inteligência artificial — da Nvidia.

Toda a infraestrutura ao redor (CPUs, memória, armazenamento, servidores, redes e fabricação de chips) virou parte essencial da cadeia — e isso reativou negócios que pareciam “velha tecnologia”. Os números mostram o tamanho da onda.

(Imagem: Sherwood News)

Existe, porém, uma diferença importante desta vez. Muitas dessas empresas passaram as últimas duas décadas se reinventando. Ou seja: não são exatamente as mesmas companhias da era do Napster e do ICQ.

No fim, o “sonho das pontocom” parece ter voltado, mas agora alimentado pela inteligência artificial. E, curiosamente, alguns dos maiores vencedores podem acabar sendo justamente os velhos dinossauros da primeira revolução da internet.

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TOGETHER WITH BINANCE

Para dar o play: como esses empresários constroem patrimônio?

💸 Bastidores do dinheiro. Para saber (de verdade) como quem já “chegou lá” lida com dinheiro e investimentos quando as câmeras desligam, vale gastar uns minutos na série do YouTube “Cripto já é real”.

Viajar ajuda ou atrapalha a construção de patrimônio?” “Comprar um carro de luxo vale a pena?” “Como parar de ser um gastador nato" são alguns dos pontos abordados.

A Binance reuniu convidados conhecidos nas áreas de notícias, conteúdo na internet, automobilismo e mais para ter conversas que fogem do óbvio. O papo com o Hernane Ferreira Jr. (o CEO do the news) é um desses, e os outros episódios também trazem dilemas que os empreendedores enfrentam e dicas do mundo das criptomoedas. Clique aqui para ver.

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Nova brasileira fazendo IPO nos EUA?
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Segundo informações da Bloomberg, a Elo contratou Bank of America, Bradesco e UBS BB para coordenar sua possível abertura de capital nos Estados Unidos — que pode acontecer ainda no segundo semestre.

Dona de mais de 34 milhões de cartões ativos, a Elo foi criada por Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para competir com gigantes como Visa e Mastercard. No ano passado, os bancos reorganizaram suas participações já de olho na listagem.

A vontade de “tocar o sino” na terra do Tio Sam não vem de hoje. A empresa chegou a estudar um IPO em 2021 visando levantar US$ 1 bilhão, o que a avaliaria em US$ 4 bi; por ora, a expectativa atual é captar US$ 500 milhões.

The Big Picture. O movimento da Elo acompanha uma tendência de empresas brasileiras mais maduras e de setores já consolidados que voltaram a enxergar espaço para testar o apetite do mercado, sendo a Compass Gás e Energia o exemplo mais recente. (Aprofunde)

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O segredo do marketing agora é inventar polêmicas?

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É o que parece, pelo menos para algumas marcas de beleza. Em vez de anúncios tradicionais, empresas estão criando “crises” falsas nas redes para gerar comentários, compartilhamentos e engajamento.

A lógica é simples: em uma internet saturada de conteúdo, o drama atrelado a um possível problema — pedidos de desculpas, “rebrands” absurdos ou campanhas confusas — é ótimo para fazer os usuários deixarem de rolar o feed… e o algoritmo adora isso.

  • A Lancôme enviou kits “errados” para celebridades e influenciadores. Em um vídeo viral, a atriz Isabella Rossellini abre uma caixa que era supostamente para a atriz Demi Moore e brinca: “Não vou mandar para ela. Vou ficar com isso.Veja aqui.

  • A ColourPop publicou um post misterioso dizendo que havia “apagado” um lançamento após repercussão negativa — só para revelar depois que tudo fazia parte da campanha.

  • A Dieux foi além e anunciou ironicamente uma “guinada para AI”, surfando o debate sobre a inteligência artificial dominar a internet.

Por trás da brincadeira existe uma mudança maior. Durante anos, marcas mediam sucesso por seguidores e visualizações. Agora, o que importa são compartilhamentos, saves e conversas privadas entre usuários — sinais que os algoritmos interpretam como atenção genuína.

O problema é que essa estratégia funciona na linha tênue entre humor e perda de confiança. Uma “falsa crise” pode viralizar, mas também pode cansar consumidores ou enfraquecer a credibilidade da marca quando surgir um problema real. (Aprofunde)

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TOGETHER WITH RD STATION

Seu dia provavelmente se parece com isso:

Ligações, mensagens, conversas em aberto, e você simplesmente não consegue dar conta de tudo… o problema? Um atendimento descentralizado e manual.

  • O RD Station Conversas resolve isso em uma plataforma que centraliza tudo em um só lugar. Nela, você treina agentes de IA em menos de 10 minutos para automatizar, qualificar e resolver atendimentos 24h por dia, 7 dias por semana.

O resultado são respostas em segundos, operação sob controle e um time focado em gerar receita. Contratando em maio, você ganha 50% off nos primeiros 2 meses. Clique aqui e escale seu atendimento.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

🦳 Cabelo grisalho no topo. Segundo um estudo com mais de 50 mil líderes empresariais nos EUA, em duas décadas a idade média dos CEOs americanos aumentou em 10 anos, passando de 50 para 60.

A prioridade tem sido encontrar “generalistas”: profissionais que acumularam experiências em diversas companhias antes de assumir o comando.

Empresas menores e privadas lideram essa tendência, buscando veteranos para navegar nas incertezas econômicas, com a contrapartida de um crescimento mais lento e uma inovação menos radical, segundo a pesquisa.

Já as gigantes do S&P 500 conseguem manter o topo mais “jovem” — com média de 58 anos — por promoverem talentos internos. Um bom exemplo é o da Apple, que escolheu John Ternus (50) para suceder Tim Cook (65). Aprofunde aqui.

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TOGETHER WITH TNS BETTER WORK

Pesquisamos 1.466 profissionais CLT sobre IA no trabalho

O dado assusta: 97% não está satisfeito com o próprio uso, e só 3 em cada 100 dizem dominar IA na própria área. O problema não é acesso, é direção. Veja o Raio X da IA no mundo corporativo da tns better work aqui.

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ASPAS DO DIA

Não é um trabalho. É pessoal.

(Imagem: Nike)

Não, essa frase não foi criada por AI. Ela foi dita por Elliott Hill, CEO da Nike, ao explicar por que decidiu sair da aposentadoria para retornar à empresa após mais de 30 anos de carreira.

Em entrevista ao programa Today Show, Hill disse que chegou a compartilhar seu e-mail pessoal com os 78 mil funcionários da empresa e afirmou ter respondido todas as mensagens recebidas.

Em meio à queda das ações, demissões e à pressão de concorrentes como Adidas, On e Hoka, o executivo diz que seu foco não está no próximo trimestre, mas nos próximos 40 anos da Nike. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

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CURIOSIDADES DA ENQUETE

Segundo várias reportagens, utilizar os jogadores como garantia significaria que, teoricamente, o Banco Central Europeu assumiria o controle dos contratos de Cristiano Ronaldo e Kaká caso o banco viesse a falir e o Real Madrid deixasse de honrar o empréstimo obtido junto ao Bankia.

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