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13/08/2026

BOA TARDE
Diferenciação nada convencial. Um restaurante na Flórida resolveu oferecer um jantar em que os clientes podem comer completamente nus. O C.L.A.S.S. Soiree Steakhouse realiza a experiência 1x/mês, com direito a champanhe e menu de 5 pratos.
Os convidados recebem roupões e toalhas, enquanto a equipe permanece vestida. A ideia partiu do chef e proprietário Maurad Ali para gerar publicidade e atrair novos clientes — mas ele garante que o foco está na comida. Será mesmo? risos.
Para hoje… A China parece ter encontrado o calcanhar de Aquiles da AI americana; 2026 já criou mais unicórnios que 2025 inteiro; pedidos de recuperação judicial no agro crescem no 1º trimestre; e mais.
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QUICK TAKES
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Seria essa a “Guerra Fria” dos próximos anos?
Por Vitória Cardozo
![]() | Vitória é formada em Comunicação pela ESPM, atua na área de comunicação e conteúdo em tecnologia, com foco em inteligência artificial. |
🇺🇸 EUA vs. 🇨🇳 China. Durante 20 anos, a terra do Tio Sam direcionou grande parte dos seus esforços (e dólares) para pesquisa e desenvolvimento voltados à AI — tanto público quanto privado —, abrindo distância frente ao país asiático na corrida pelo avanço da inteligência artificial.
Só que, nos últimos tempos, veio a virada de chave: o território liderado por Xi Jinping se tornou líder mundial em pesquisas científicas e patentes do segmento de AI — e esses foram os fatores-chave para que isso acontecesse:
→ A inteligência artificial é uma ciência aberta. Isso significa que o conhecimento acerca desse tema circula de forma livre para que os países mais “atrasados” o absorvam de forma simples e rápida. → A China detém um mercado gigantesco, representando cerca de 17% da população mundial (o equivalente a 1,405 bilhão de habitantes), gerando volumes enormes de dados e criando fortes incentivos econômicos para o desenvolvimento tecnológico. → O país conta com políticas governamentais que favorecem o avanço da AI, com regulamentações de privacidade mais brandas comparadas às do Ocidente. | ![]() (Imagem: Harvard Business Review) |
Diante desse cenário, empresas chinesas passaram a investir no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial mais baratos, oferecendo uma alternativa para companhias que buscam reduzir os custos ao incorporar essa tecnologia em seus produtos.
Algumas análises, inclusive, relatam que os modelos chineses podem não ser tão avançados quanto os americanos, mas conseguem executar muito bem grande parte das tarefas.
Não é à toa que, pouco tempo depois dessa ascensão, gigantes americanas como Airbnb, DoorDash e Perplexity identificaram uma oportunidade de redução e otimização de custos e optaram por migrar para os modelos mais acessíveis.
Isso, consequentemente, ligou um sinal de alerta nos EUA
Startups locais como Arcee AI, Reflection AI e Poolside estão correndo para desenvolver modelos abertos de baixo custo, à medida que modelos chineses como Kimi, Qwen e DeepSeek se aproximam do desempenho dos principais modelos americanos, só que com custos bem mais baixos.
Entretanto, essas startups não conseguiram prever que enfrentariam dificuldades para captar recursos.
Primeiro, porque mais da metade dos US$ 407 bilhões captados por startups de AI no primeiro semestre deste ano foram para OpenAI e Anthropic.

(Imagem: Pitchbook)
Segundo, porque esses investidores temem que modelos de inteligência artificial abertos e gratuitos não consigam gerar receita recorrente. A ideia é que eles liberam de graça aquilo que empresas como a Anthropic e OpenAI cobram (e caro) para disponibilizar.
Além disso, existem outros fatores que mostram que o custo de modelos americanos está alto para o mercado:
A Microsoft cancelou grande parte das licenças de Claude Code em junho de 2026, depois que a cobrança por token atingiu o orçamento que era anual, em meses.
A Uber esgotou o orçamento de AI para código do ano de 2026 em 4 meses e começou a limitar o uso em US$ 1.500 por funcionário/mês.
Quando o assunto é escala, o preço fica insustentável. Diante desse cenário, restam duas opções: limitar o orçamento ou migrar para modelos abertos e mais baratos. Quando trazemos isso para o contexto do Brasil, o cenário se torna ainda mais crítico, uma vez que a conta é paga em dólar.
A pergunta que fica é: estaríamos diante de uma nova divisão na indústria de tecnologia, desta vez desenhada por linhas econômicas?
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TOGETHER WITH SANTANDER EMPRESAS
A propaganda O atendimento é a alma do negócio
O melhor marketing é um cliente bem atendido — e a Oficina Mecânica Israel é prova disso, cerca de 99% do crescimento do negócio foi por indicação. Mas isso só foi possível porque eles tiveram um parceiro para apoiar na parte financeira e na operação do dia a dia
🚪 Foi por compartilhar dessa mesma visão que a oficina escolheu o Santander Empresas há mais de 8 anos.
Com atendimento especializado no app até as 22h e o gerente que vai até a empresa, o banco está presente quando e onde o negócio precisa.
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A fábrica de unicórnios voltou a acelerar 🦄🚀
Nada de livros de fantasia. Estamos falando de startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão. No primeiro semestre de 2026, 195 empresas alcançaram o status de unicórnio, segundo a Crunchbase.
O número impressiona por dois motivos: supera as 193 companhias que chegaram a essa marca durante todo 2025 e é a primeira vez desde 2022 que mais de 120 startups se tornam unicórnios em um único semestre.

(Imagem: Crunchbase)
Na prática, a corrida por capital voltou a ganhar força, especialmente entre empresas ligadas à inteligência artificial e robótica.
A chinesa DeepSeek foi o novo unicórnio mais valioso do semestre, avaliada em US$ 50 bilhões em sua primeira rodada externa.
A exchange de criptomoedas OKX, com sede em Seicheles, ficou em segundo lugar, com um valuation de US$ 25 bilhões.
O movimento também mostra uma concentração geográfica. Os 🇺🇸 EUA lideraram com 110 novos unicórnios, equivalentes a 56% do total, seguidos por 🇨🇳 China (38) e 🇬🇧 Reino Unido (13).
Mas o mais curioso está na velocidade com que algumas dessas empresas estão crescendo. Dezenove startups levantaram novas rodadas em poucos meses e, em muitos casos, dobraram de valuation. A Etched, por exemplo, saltou de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões em apenas seis meses. (Aprofunde)
Por falar em unicórnios… A Lovable, uma das queridinhas na era da inteligência artificial, anunciou nesta quarta-feira que levantou US$ 400 milhões, passando a ser avaliada em US$ 13,3 bilhões e posicionando-se como uma das startups mais valiosas da Europa.
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O campo segue pedindo socorro ao Judiciário
🚜
Após um 2025 marcado pelo aumento das recuperações judiciais, o agronegócio brasileiro ainda não conseguiu interromper essa trajetória em 2026. Nos três primeiros meses do ano, foram 474 pedidos, uma alta de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O avanço veio principalmente das empresas e produtores que operam como pessoa jurídica. Foram 196 pedidos, um aumento de 73,5% em um ano, enquanto os produtores como pessoas físicas registraram queda de 6,7%, para 182 solicitações.
👀 O problema não é só jurídico. Segundo a Serasa Experian, crédito mais seletivo, custos elevados de produção e maior endividamento continuam pressionando o caixa do setor.
Entre as atividades, soja e pecuária responderam pela maior parte dos pedidos;
Já entre os estados, Mato Grosso concentrou o maior número de pedidos, com 135.
E a Serasa ainda identificou que produtores que posteriormente entraram em recuperação judicial já apresentavam um Agro Score significativamente inferior ao da média rural três anos antes. Ou seja, os sinais de estresse financeiro podem aparecer muito antes de a RJ se tornar necessária. (Aprofunde)
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
→ Joshua Kushner e Bob Iger, ex-CEO da Disney, vão comprar o LA Lakers, da NBA, por US$ 12,5 bilhões
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GAME DO ESTAGIÁRIO
Cenário imaginário: Você comprou uma passagem às pressas para um voo de 12 horas, e não conseguiu reservar o assento. Ao entrar, nota que existem apenas seis lugares disponíveis, todos ao lado de referências em liderança e no mundo dos negócios. | ![]() |
Qual assento você escolheria?Ao clicar, você desbloqueia a chance de, de fato, sentar ao lado deles |
Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas. |
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GRÁFICO DO DIA
![]() | O CEO que todo mundo quer? Desde que Brian Niccol assumiu a Starbucks, a empresa viu a ação valorizar mais de 20% e engatar um crescimento acelerado das vendas em 2026, somando US$ 9,32 bilhões somente no terceiro trimestre do ano fiscal. A fórmula de Niccol é chamada de “Back to Starbucks”. A ideia está sendo retomar o caráter de ambiente aconchegante, atendimento humanizado e maior eficiência, com tempos menores de espera e menu simplificado. |
A estratégia foi a mesma que Niccol aplicou na Chipotle, onde foi CEO entre 2018 e 2024, com as ações valorizando em mais de 750% em sua gestão, simplificando o cardápio e agilizando o atendimento. Leia mais aqui.
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