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13/10/2026


Boa tarde. Na edição de hoje, temos a crise do mercado de diamantes, o Bumble negociando uma venda que pode tirá-lo da bolsa de valores e as startups da América Latina voltando a atrair bilhões de dólares em investimentos.
Antes de começar, a curiosidade do dia: Após demitir mais de 600 funcionários, o cofundador de uma empresa de software publicou uma mensagem de agradecimento no LinkedIn que foi criticada pela falta de empatia. A repercussão foi tanta que ele acabou pedindo desculpas publicamente.
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CASE DO DIA
O brilho dos diamantes está desaparecendo?
Mais ou menos. Por muito tempo, os diamantes naturais foram vendidos como símbolos de exclusividade e permanência. Só que, de uns tempos pra cá, uma combinação de excesso de oferta e novas tecnologias está abalando esse mercado. Para se ter uma ideia:
Em agosto deste ano, um índice que acompanha os preços dos chamados diamantes com grau de investimento atingiu seu menor nível histórico;
Um mês depois, o preço médio de um diamante natural de 1 quilate caiu para US$ 3.898, uma redução de 51% em relação a 2021, segundo outro índice global do setor.

(Imagem: CNBC | Rapaport)
O problema de oferta ficou mais exposto após a pandemia, período no qual produtores ampliaram a extração. Acontece que o excesso de estoque acumulado em 2023 e 2024 encontrou consumidores menos dispostos a pagar caro por pedras naturais.
Ao mesmo tempo, quem foi ganhando mais espaço foram os diamantes produzidos em laboratório
Eles têm as mesmas propriedades químicas e físicas dos naturais, mas são produzidos em semanas, usando calor, pressão ou gases ricos em carbono — e a diferença aparece no preço.
Uma pedra de laboratório com determinadas características pode custar cerca de US$ 450, enquanto uma natural equivalente fica entre US$ 2.800 e US$ 3.200;
Em alguns casos, a alternativa sintética chega a ser 90% mais barata.
O efeito dessa mudança já é visto no dedo anelar das pessoas, especialmente na mão direita. Em 2025, diamantes de laboratório estavam presentes em 61% das vendas de anéis de noivado nos Estados Unidos, um aumento de 239% em relação a 2020. Pense que, com o mesmo orçamento das opções naturais, consumidores conseguem comprar pedras maiores.
As próprias empresas estão se adaptando. A Pandora abandonou os diamantes extraídos em 2021 e passou a trabalhar exclusivamente com pedras de laboratório. A gigante dinamarquesa inaugurou recentemente sua fábrica de US$ 150 milhões no Vietnã, que deve se tornar a maior instalação de produção de joias finas do mundo.

(Imagem: Pandora | Divulgação)
A Signet Jewelers, dona de varejistas populares nos EUA, como Kay Jewelers e Zales, vem incorporando diamantes de laboratório a peças de moda, como pulseiras. Segundo analistas, esses produtos podem elevar o valor médio das vendas.
Essa mudança de comportamento, entretanto…
… ameaça o principal argumento comercial dos diamantes naturais: a raridade. A De Beers ajudou a popularizá-los como símbolo de amor eterno com a campanha “A Diamond Is Forever”, lançada em 1947, e até difundiu a ideia de gastar dois meses de salário no anel.
Corta para 2026: a empresa anunciou uma pausa de mais de dois anos na produção de sua mina Venetia, na África do Sul. Outras minas também fecharam, numa tentativa de reduzir a oferta e estabilizar os preços.
Além disso, a queda dos preços ameaça investimentos em serviços públicos e pressiona as contas de países como Botsuana, onde diamantes historicamente representam cerca de 1/3 da receita pública e grande parte das entradas de moeda estrangeira.
![]() (Imagem: De Beers | Divulgação) | Mas o futuro dos diamantes naturais não depende apenas do preço. A indústria tenta reposicioná-los como peças autênticas, raras e ligadas à natureza, enquanto aposta em pedras coloridas e campanhas com celebridades como Bad Bunny e a vencedora do Oscar Lupita Nyong’o (foto ao lado) para recuperar o desejo dos consumidores. Há sinais de estabilização em algumas categorias, mas investir diretamente em diamantes continua difícil: cada pedra tem características próprias, não existe um preço de referência universal e a revenda pode demorar. Especialistas recomendam não comprar essas joias esperando retorno financeiro. |
✍️ Takeaway. A crise dos diamantes mostra o que acontece quando a tecnologia torna mais acessível algo cujo valor depende, em parte, da exclusividade. As pedras naturais ainda carregam história e significado, mas a indústria terá de convencer consumidores de que essas diferenças justificam pagar milhares de dólares a mais.
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(Imagem: Meta | Divulgação)
🤖 A Meta está subindo a aposta na corrida da inteligência artificial. Nesta segunda-feira (12/10), a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp lançou dois novos modelos de AI, Muse Wonder e Muse Wonder Full, que, segundo ela, superam versões recentes de concorrentes como Anthropic e OpenAI em testes de raciocínio, escrita e programação. (NeoFeed)
💛 O Bumble pode “dar adeus” a Wall Street. O aplicativo de relacionamentos negocia uma venda de cerca de US$ 1 bilhão para a Ithaca Holdings, o que tiraria a empresa da bolsa. A notícia fez suas ações subirem 50%, mas o negócio ainda representa uma queda expressiva em relação ao valor de mercado de US$ 14 bilhões que a companhia atingiu em seu IPO, em 2021. (Reuters)
🚀 Startups da América Latina voltam a atrair bilhões. Em 2025, empresas da região captaram US$ 4,69 bilhões, alta de 65% em relação ao ano anterior e o maior volume desde 2022. Brasil e México concentraram 81% dos recursos, enquanto o número de rodadas ficou 30% abaixo do pico daquele ano. (Bloomberg)
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A voz consegue transmitir ao menos 24 emoções, como simpatia, interesse e admiração. Por isso, para uma marca, a voz certa é uma forma de se conectar com o cliente. Por exemplo:
A do Mário é animada, para transmitir alegria.
Já a voz da Gabby é mais suave, para trazer calma.
E a do Matheus é firme, para passar confiança.
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AROUND THE WEB
O engenheiro Bo Lau criou um site que simula o que seria o escritório de Elizabeth Holmes, empresária americana condenada por fraude relacionada à sua empresa de tecnologia de saúde, a Theranos.
Você pode conferir os e-mails dela, examinar suas anotações e até experimentar a máquina de análise de sangue da Theranos (que, na verdade, não funciona). Lau conseguiu realizar isso graças a um pequeno detalhe do sistema judiciário americano chamado “discovery”, o processo de revelação de provas.
QUICK TAKES
🔍️ PARA DESCOBRIR: Essas 5 marcas conhecidas que deixaram dinheiro na mesa “propositalmente” pois era o certo a fazer.
😲 PARA SE SURPREENDER: Professor universitário recorre a algo que seus avós usavam para coibir trabalhos escritos por inteligência artificial.
🖥️ PARA ASSISTIR: Os bastidores do parque de diversões de R$ 2 bilhões que a Cacau Show está construindo no interior de São Paulo.
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