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14/07/2026

BOA TARDE
No dia 6 de julho de 2009, em um momento em que o resto do Vale do Silício ainda se recuperava da crise financeira de 2008 e não estava captando novos investimentos, Marc Andreessen e Ben Horowitz lançaram a a16z — que hoje é uma das maiores empresas de capital de risco do mundo.
Poucos meses depois, eles mostraram que realmente não tinham medo de contrariar o mercado ao investir US$ 50 milhões em uma empresa que, naquele momento, enfrentava disputas sobre propriedade intelectual.
Corta para 2011: essa investida, considerada imprudente, rendeu US$ 153 milhões à firma, ou seja, um retorno superior a três vezes o valor investido.
E você, consegue adivinhar de qual empresa estamos falando? |
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Para hoje… A corrida pelos medicamentos ganhou um novo líder; Investidores voltam às startups latino-americanas; A energia solar perde fôlego no Brasil; e mais.
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QUICK TAKES
😮 PARA SE SURPREENDER: Uma das publicidades mais simples e provocadoras sobre um tema atual: a inteligência artificial vai acabar com o seu trabalho
🔍 PARA DESCOBRIR: Por que o McDonald’s é verde na França — e em vários países da Europa
🖥️ PARA ASSISTIR: Como é a vida de quem mora na cidade onde “comprar é viciante” e que é um paraíso para os brasileiros
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A corrida pelos medicamentos está esquentando…
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Durante décadas, a inovação em medicamentos seguia um roteiro previsível: a pesquisa nascia nos 🇺🇸Estados Unidos ou na 🌍Europa, atraía capital de risco, passava por anos de testes clínicos e, só depois, chegava ao mercado. Agora, esse mapa está sendo redesenhado, e a 🇨🇳China é a grande responsável por essa mudança.
![]() (Imagem: The Wall Street Journal | DealForma) | O país deixou de ser conhecido por copiar medicamentos para se tornar uma potência no desenvolvimento de novas versões de tratamentos existentes. O impacto já aparece no fluxo de investimentos. → Em 2025, as principais empresas farmacêuticas fecharam 19 acordos com empresas chinesas com pagamento inicial de pelo menos US$ 50 milhões; até junho deste ano, já foram 10. → Ao todo, as grandes farmacêuticas globais fecharam US$ 68,7 bilhões em acordos com empresas da terra liderada por Xi Jinping no ano passado, mais que o triplo de 2024. |
E não para por aí. No primeiro semestre deste ano, as biotechs chinesas responderam por 15% de todo o capital de risco global destinado ao setor, ante 9% em 2025. Enquanto isso, a participação das empresas americanas caiu de 64% para 58%.
A combinação de uma população muito maior, hospitais altamente integrados, cientistas qualificados e um ambiente regulatório mais ágil permite que ensaios clínicos sejam concluídos em menos tempo e com menor investimento. Em um setor em que cada mês faz diferença, velocidade virou vantagem competitiva.
Isso já está mudando o comportamento do mercado
Fundos americanos passaram a buscar moléculas desenvolvidas na China, startups passaram a fazer ensaios clínicos no país e até farmacêuticas tradicionais estão licenciando medicamentos chineses em vez de desenvolver tudo internamente.
Diversas biotechs americanas, inclusive, estão ficando mais discretas, evitando divulgar pesquisas cedo demais para não serem copiadas por concorrentes chineses.
Na prática, parece que o diferencial deixou de ser apenas descobrir um medicamento primeiro e passou a ser conseguir gerar evidências clínicas antes dos concorrentes — e transformar ciência em produto com mais eficiência.
Essa nova competição também está acelerando mudanças regulatórias e investimentos em ferramentas capazes de encurtar o tempo de desenvolvimento.
É nesse contexto que a inteligência artificial entra na conversa
Hoje, ela já ajuda pesquisadores a identificar proteínas, selecionar moléculas promissoras e reduzir meses de trabalho de laboratório para poucos dias.
O problema é que eficiência no laboratório não significa, necessariamente, sucesso no mercado. A maior barreira continua sendo provar que um medicamento funciona em seres humanos. E essa etapa permanece lenta, cara e altamente imprevisível.
É por isso que Wall Street ainda trata o tema com cautela.

Embora farmacêuticas estejam investindo bilhões em plataformas de AI, o indicador que realmente importa — quantos medicamentos aprovados surgem para cada dólar investido — praticamente não mudou. Para os investidores, produtividade não basta se ela não aumentar o número de tratamentos que chegam ao mercado.
No fim das contas, a corrida global da biotecnologia deixou de ser apenas uma competição científica. Hoje, ela é uma disputa por velocidade, capital e execução. E, pela primeira vez em décadas, os Estados Unidos já não correm sozinhos na liderança.
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TOGETHER WITH CORA
De 70% para 1%: como esse escritório de contabilidade reduziu a inadimplência?
Há três anos, a JS Contabilidade vivia uma situação que muitos empreendedores conhecem: muitos clientes pagavam fora do prazo e as cobranças consumiam tempo e dificultavam o crescimento do negócio.
Mas tudo mudou quando encontraram a Cora, uma conta digital PJ criada de empreendedor para empreendedor. Boletos com juros e multas automáticos, cobranças via SMS/e-mail e fluxo de caixa em tempo real, reduziram a inadimplência de 70% para 1%.
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Investimentos em startups voltam a acelerar no 2º trimestre
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O dinheiro voltou a circular com mais força no ecossistema de startups da América Latina. Entre abril e junho, as empresas da região captaram US$ 3 bilhões, um avanço de 31% em relação ao trimestre anterior. Abaixo, alguns destaques:
Fintechs continuam dominando, respondendo por mais de 80% dos recursos captados;
Startups que usam inteligência artificial atraíram US$ 1,58 bilhão, mais que dobrando o volume registrado um ano antes;
O 🇧🇷Brasil concentrou mais da metade de todos os investimentos.
Um dos pontos que chamou a atenção, especialmente em rodadas mais recentes, foi uma mudança no perfil dos investidores: muito além do capital, os parceiros passaram a oferecer infraestrutura, tecnologia e acesso a clientes para acelerar o crescimento de negócios promissores.
Um exemplo foi a brasileira Bondy. A startup, com foco em RH, levantou recursos da Gupy para integrar sua tecnologia de agentes de IA à infraestrutura e à base de dados da Gupy — que tem 4 mil clientes ativos.
E uma lógica similar começa a aparecer também no mercado de consumo. Gigantes globais disputam as próximas marcas bilionárias de saúde e bem-estar, um segmento que cresce impulsionado pela demanda por alimentos funcionais e proteínas.
No Brasil, movimentos como a compra da Bold pela Ferrero e a estratégia da BAT, que oferece sua rede de distribuição e operação para acelerar startups como a Mais Mu, mostram que o cheque já não é suficiente. Cada vez mais, o diferencial competitivo está em conectar inovação com capacidade de escalar rapidamente.
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O Brasil ficou bom demais em energia solar?
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Por anos, o desafio era atrair investimentos para o setor fotovoltaico brasileiro. O problema de agora é que o país instalou tanta capacidade que parte dessa energia simplesmente não consegue chegar ao consumidor — e o resultado, infelizmente, começou a aparecer nos investimentos.
Nos últimos meses, empresas como Atlas Renewable Energy, Shell, Engie, Casa dos Ventos e Serena Energia reduziram ou suspenderam novos projetos no Brasil.
Só a Atlas afirma ter deixado de investir cerca de US$ 1 bilhão em novas usinas por causa dos cortes obrigatórios de geração, conhecidos como curtailment.
Na prática, funciona assim: quando há excesso de oferta e a rede elétrica não consegue absorver toda a energia produzida, o Operador Nacional do Sistema (ONS) manda algumas usinas desligarem parte da produção.
Em alguns casos, cerca de um quarto da energia gerada acaba sendo desperdiçada, comprometendo a rentabilidade dos projetos e afastando novos investimentos.
Mas a crise também está mudando o destino do dinheiro. Em vez de financiar apenas novas usinas, empresas e investidores passaram a olhar para outros gargalos do setor, como baterias para armazenamento, softwares de gestão da rede elétrica, inteligência de dados e plataformas voltadas à geração distribuída. (Aprofunde)
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TOGETHER WITH REMESSA ONLINE
Você tá apostando que Murphy tá de folga?
A Lei de Murphy diz que se algo pode dar errado, vai dar errado. Aplicada ao câmbio, a lógica é simples: se o real pode desvalorizar, em algum momento vai. E já deu — em 1999, em 2002, em 2015, em 2020...
Quem tem todo o patrimônio concentrado em real tá essencialmente fazendo essa aposta. E essa não é uma que a história recomenda.
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
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EVENTO
Um dos maiores nomes do marketing brasileiro acaba de entrar na sua agenda

João Branco, ex-VP de Marketing do Méqui, sobe ao palco do seis&seis para compartilhar os bastidores de uma das transformações de marca mais marcantes do país.
O lote vira esta semana.
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GRÁFICO DO DIA
![]() | E os vencedores do 1º semestre são… as empresas de chips de memória. Com a febre da AI, boa parte dessas empresas disparou como fornecedora de infraestrutura para a inteligência artificial. O melhor exemplo disso é a Sandisk. A empresa, que valorizou 857% apenas nos seis primeiros meses do ano, já acumula um crescimento de 4.017% no último ano. Vale relembrar que essa disparada não é novidade. Em 2025, a Sandisk liderou os maiores ganhos do ano, seguida por Micron e Western Digital. |
Por um lado analistas defendem a valorização das empresas de chips afirmando que desta vez é diferente devido à infraestrutura necessária para a AI, que exige chips de memória rápidos e em escala monumental.
Por outro lado, boa parte do mercado segue reticente, acreditando que a bolha está prestes a estourar, e com ela, a demanda por chips de memória. Leia mais aqui.
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RODAPÉ
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