16/04/2026

BOA TARDE

Em 1994, estreou uma das séries mais emblemáticas dos últimos tempos: Friends. O sucesso inicial foi grande, especialmente para os personagens de Jennifer Aniston e David Schwimmer. Por conta dessa popularidade, os atores receberam um aumento para a 2ª temporada.

No entanto, na hora de renegociar, os dois, junto aos outros 4 protagonistas (Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e Matthew Perry) disseram que ou todos ganhariam o mesmo cachê ou ou nenhum deles renovaria — e foi assim até a última temporada.

O grande resultado veio no longo prazo. Com royalties de cerca de 2%, o elenco passou a lucrar com reprises por décadas. Só em 2015, a Warner Bros. faturava US$ 1 bilhão ao ano com a série — com US$ 20 milhões ficando com os atores.

E você, consegue adivinhar quanto cada ator ganhou por episódio na última temporada (que estreou em 2003)?

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Para hoje… Walmart está redesenhando sua maior marca; Emissão em euros do Brasil atrai forte demanda; Allbirds abandona os calçados e vira empresa de inteligência artificial; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 5 minutos e 57 segundos

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QUICK TAKES

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O Walmart está mudando a cara da sua maior marca

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Após mais de 10 anos praticamente intacta, a gigante varejista decidiu reformular a identidade da Great Value, com cerca de 10 mil produtos — de alimentos a itens do dia a dia — ganhando novas embalagens a partir deste ano.

O motivo: 87% das famílias americanas compram produtos da Great Value, mas pesquisas mostram que, apesar de gostarem do preço e da qualidade, muitos não se sentem “orgulhosos” de expor a marca em casa.

Agora, o Walmart apostará em embalagens mais modernas, claras e atrativas, tanto para facilitar a compra nas lojas quanto no online — e tudo isso sem mexer no preço desses produtos.

(Imagem: CNBC)

E não é só estética

A decisão chega em um momento em que marcas próprias deixaram de ser “alternativas baratas” para virar protagonistas, especialmente entre os consumidores da geração Z.

Hoje, elas já representam cerca de 20% do mercado de supermercados nos EUA, atingindo vendas estimadas em US$ 330 bilhões.

Inclusive, todas as cinco principais marcas próprias, em termos de penetração nos lares dos EUA, pertencem ao Walmart, segundo a Numerator.

(Imagem: CNBC)

Os concorrentes não estão dormindo no ponto e, pouco a pouco, vão desafiando a hegemonia do Walmart.

  • A Amazon Grocery, por exemplo, tornou-se umas das marcas próprias de crescimento mais rápido em volume de unidades desde o seu lançamento em outubro.

  • Já a rede alemã Aldi, que comercializa quase exclusivamente suas próprias marcas, está abrindo mais de 180 lojas nos Estados Unidos este ano.

No entanto, vão ter que suar a camiseta. Um dos motivos é que as marcas do Walmart estão ganhando mais espaço nos carrinhos de clientes com renda familiar anual superior a US$ 100 mil.

A rede atraiu esses consumidores de maior poder aquisitivo não apenas oferecendo preços mais baixos, mas incorporando mais sabores criados por chefs e ingredientes em alta na linha Bettergoods.

No fim, o movimento do Walmart deixa claro o novo jogo: não basta ser mais barato; é preciso parecer melhor também.

Enquanto isso, fora dos EUA…

As marcas próprios representam aproximadamente 45% a 50% do mercado de supermercados no 🇨🇦Canadá e na 🌍Europa.

No 🇧🇷Brasil, as marcas próprias movimentaram mais de R$ 150 bilhões no varejo brasileiro em 2025, segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização.

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TOGETHER WITH ARQ

Não só o dólar caiu, mas a conversão zerou. Como?

De nada adianta o dólar cair se, na hora de converter, a conta devora 5% a 6% entre IOF e spread. Com um custo desses, você precisa que o dólar caia MUITO, só pra empatar.

No ARQ, a taxa de conversão é de apenas 0,5% — 10x menor que a média do mercado. Isso em dias normais, maaaas, para os leitores do the news, isso ficou ainda melhor…

Até o dia 21/04, o ARQ liberou conversão (BRL <> USDc) com TAXA ZERO: sem custo nenhum. Você recebe cashback instantâneo das taxas da sua primeira conversão (sobre até R$10.000) e aproveita a conversão mais baixa dos últimos anos.

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Seria essa a virada mais aleatória do ano?

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A Allbirds, marca americana que ficou conhecida por seus tênis sustentáveis, anunciou uma virada radical: está abandonando o negócio de calçados para focar em infraestrutura de inteligência artificial.

A mudança acontece após um período difícil. Após abrir capital e ser avaliada em mais de US$ 4 bilhões, a empresa nunca deu lucro e perdeu praticamente todo o seu valor de mercado — vendendo sua divisão de calçados e propriedade intelectual por “míseros” US$ 39 milhões.

  • Agora, a “NewBird AI” quer investir em hardware e infraestrutura de alta performance para alugar capacidade computacional, entrando em um dos mercados mais quentes e disputados do momento, surfando o boom global da inteligência artificial.

A reação foi imediata. As ações dispararam mais de 600% em um único dia, impulsionadas pelo novo plano e pela promessa de captação de até US$ 50 milhões. (Aprofunde)

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Brasil volta ao mercado europeu — e encontra fila de investidores

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Após mais de 10 anos fora desse mercado, o Tesouro Nacional emitiu títulos em euros e levantou 5 bilhões de euros — o maior valor já captado pelo país nesse tipo de operação.

Na prática, funciona assim: o governo “vende” esses títulos para investidores internacionais e, em troca, promete devolver o dinheiro no futuro com juros.

A previsão inicial era captar de 3 a 4 bilhões de euros, mas o interesse foi tão grande que o volume aumentou — e ainda permitiu reduzir os juros pagos pelo Brasil.

  • Foram três prazos: 4, 7 e 10 anos;

  • Mais de 700 investidores participaram;

  • As taxas ficaram abaixo do esperado inicialmente.

Mas por que fazer isso agora? Diversificação de fontes de financiamento. Em vez de depender só do dólar, o Brasil passa a captar também em euros (e até em yuan), ajudando a reduzir riscos e abrir portas em diferentes mercados.

Além disso, essa operação cria uma “referência” para empresas brasileiras que também queiram captar recursos no exterior — funcionando como um termômetro de confiança no país. (Aprofunde)

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

“Só” 23 filmes lançados entre janeiro e março. O que é um sonho para muito estúdio de Hollywood foi um dos trimestres mais “fracos” em termos de lançamentos originais para a Netflix.

No entanto, a queda no número de produções não é necessariamente negativa, mas sim parte de uma mudança estratégica no direcionamento da produção.

Desde a entrada de Dan Lin para chefiar a divisão de filmes, a Netflix passou a focar em menos longas-metragens e em obras com maior potencial de engajamento. Na prática, menos volume, mais intencionalidade e, consequentemente, melhor ROI.

Outro motivo é a realocação dos gastos, com a Netflix direcionando cada vez mais recursos para esportes ao vivo, como NBA e NFL, aumentando o engajamento direto com a audiência.

Voltando à questão dos filmes, curiosamente o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, teria se reunido com redes de cinemas recentemente, de olho na expansão da exposição das produções da empresa em cinemas nos EUA.

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TOGETHER WITH LITTLE BEAN

95% dos brasileiros consomem café tradicional ou extraforte diariamente.

Porém, o que a maioria não sabe é que essa categoria de café pode conter defeitos como grãos mofados, podres e até mesmo galhos e folhas. E o mais surpreendente: isso não é ilegal!

  • Por isso lançamos um café: sem impurezas, sem grãos queimados e com um sabor naturalmente doce: o Little Bean.

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ASPAS DO DIA

O TikTok venceu porque qualquer pessoa pode criar, o algoritmo distribui por relevância e o social commerce nasce do criador que converte a própria audiência.

(Imagem: UOL Economia | Divulgação)

A frase de Ricardo Dias, ex-CMO da Ambev/InBev e fundador da Adventures e da AURA Beauty, ajuda a ler o lançamento do GloboPop, novo app da Globo focado em vídeos curtos, mas com uma diferença importante: só criadores escolhidos podem publicar.

Na prática, isso mantém a lógica de cima para baixo: a Globo define quem cria, o público assiste e o commerce entra como extensão dessa curadoria, mais próximo de um modelo de mídia tradicional do que de uma rede social.

O contraste com o que funciona hoje é direto: enquanto plataformas abertas crescem com creators independentes e distribuição algorítmica, o GloboPop ainda aposta em controle — e deixa de fora justamente o motor que fez o social explodir. Leia aqui a análise completa.

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