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- 17/09/2026
17/09/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos a estratégia de varejo que fez a Mixue passar o McDonald’s, a nova parceria entre a dona do Ozempic e a gigante de AI Anthropic e o novo investimento de R$ 24 bilhões do iFood para ir além do delivery.
Antes de começar, a curiosidade do dia: entre os dias 12/09 e 16/09, o Burger King transformou um de seus produtos mais populares em um acessório de moda em edição limitada, que ainda vinha com um “brinde” comestível — veja aqui.
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📖 PARA LER: Os principais erros que fazem você ser “o chato do networking” — e como evitar cair neles
🔎 PARA DESCOBRIR: O novo app gratuito que alerta quando alguém por perto estiver usando óculos inteligentes — e que tem um nome bem provocador
🤔 PARA DEBATER: Seriam esses os 10 vilões de inteligência artificial mais assustadores da história do cinema?
🖥️ PARA ASSISTIR: Marca brasileira resgata slogan icônico em nova campanha para recuperar seu espaço como item de desejo entre o público infantil.
CASE DO DIA
45分(分幣)的背棄: A aposta de 45 centavos que criou um gigante chinês

(Imagem: Fortune | Getty Images)
O McDonald’s pode ser o nome mais conhecido do fast-food, mas não é mais o maior em número de lojas. A chinesa Mixue já ultrapassou a rede americana com mais de 47 mil unidades, e um dos principais segredos pode ser resumido a três palavras: barato, simples e pequeno.
No quesito preço, a Mixue vende uma casquinha de sorvete por apenas 45 centavos de dólar na China e em alguns países asiáticos. As bebidas também seguem a mesma lógica de preço baixo, transformando pequenos gastos recorrentes em uma poderosa máquina de volume.
Quando o assunto é simplicidade, basta olhar para as bebidas da rede, que usam 5 ingredientes básicos: água, açúcar, chá, leite e coberturas. Além disso, o cardápio é enxuto. Na prática, isso significa compras mais simples, treinamento mais rápido e uma operação que pode ser replicada milhares de vezes.
E, quando falamos em replicar, é aí que entra o “pequeno”, pois a Mixue conseguiu encontrar um modelo em que suas lojas podem ocupar espaços de cerca de 4,2 m², aproximadamente o tamanho de um closet.
Para se ter ideia, uma das primeiras unidades da rede custou US$ 950 para ser aberta, sendo US$ 740 desses para uma máquina de sorvete usada, US$ 120 de aluguel e US$ 90 para instalações elétricas e decoração.
A equação: preços baixos atraem clientes, produtos baratos aumentam a frequência de compra e lojas pequenas reduzem os custos. Em vez de ganhar muito em cada venda, a Mixue aposta em vender muito.
Mas ainda falta o outro pulo do gato
Em vez de competir pelos endereços mais disputados, a Mixue se inspirou na rede americana Dollar General e foi atrás de regiões onde os grandes varejistas tinham menos presença, abrindo pontos em dormitórios de trabalhadores, mercados e universidades, onde o aluguel é menor e há grande circulação.
Hoje, cerca de 75% das lojas chinesas estão em cidades de “segunda e terceira linha”, longe dos grandes centros como os de Xangai ou Pequim.

(Imagem: The Wall Street Journal)
Agora, a Mixue precisa provar que essa fórmula funciona fora de seu território original. A empresa já avançou pela 🌏 Ásia e 🇦🇺 Austrália e, desde dezembro do ano passado, se “infiltrou” nos 🇺🇸 Estados Unidos.
O desafio, porém, é maior fora da China, com aluguéis, salários, logística e diferenças culturais podendo pressionar justamente a estrutura de custos que permite cobrar tão pouco.
No Brasil, a aposta é ambiciosa 🇧🇷
A Mixue planeja investir R$ 3,2 bilhões, abrir cerca de 2 mil lojas e criar aproximadamente 25 mil empregos nos próximos anos. São números que colocariam a marca entre as grandes redes de alimentação do país em pouco tempo.
A expansão começou por São Paulo, com unidades em locais de perfis diferentes, como a região da Rua 25 de Março e shoppings. A companhia também planeja avançar para outras áreas da capital e chegar ao Rio de Janeiro, testando como sua estratégia de preço funciona por aqui.
E há espaço para adaptação. A Mixue já utiliza ingredientes brasileiros, como limão, laranja, leite e açaí, enquanto parte dos insumos e equipamentos ainda vem da China. Se a rede atingir a escala planejada, a empresa espera nacionalizar sua produção para reduzir custos logísticos.
✍️ Takeaway. O caso da Mixue mostra que preço baixo não precisa significar necessariamente um negócio pequeno. Quando produto, loja, localização, operação e franquia são desenhados para escala, alguns centavos de margem podem se transformar em milhares de pontos de venda.
PS: A estratégia da rede chegou a ser testada no sentido contrário. Em 2009, a abriu uma loja mais sofisticada para conquistar consumidores de maior renda. O experimento durou dois anos e meio e terminou com apenas US$ 900 de lucro.
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AI Shame: a vergonha de admitir que usa IA no trabalho
Segundo a WalkMe, nos EUA, 48% dos funcionários admitem esconder o uso de IA pra evitar julgamento, enquanto 53% dos executivos C-level escondem o próprio uso de IA, justamente o grupo que mais usa.
Bom, aqui não tem julgamento nenhum. Muita gente já resolve as próprias pendências no trabalho com IA, sem passar pelo TI, e a gente quer entender melhor como isso acontece no dia a dia das empresas brasileiras. Topa contar sua experiência?
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TOUR DE HEADLINES

(Imagem: SQ Magazine)
💊 E se a próxima grande descoberta da dona do Ozempic vier de uma IA? A Novo, antiga Novo Nordisk, fechou uma parceria com a Anthropic para usar o Claude em pesquisas científicas, análise de dados e desenvolvimento de software. A farmacêutica quer testar a tecnologia para acelerar a descoberta e o desenvolvimento de novos medicamentos. (Exame)
🍔 O iFood está colocando R$ 24 bilhões na mesa para ir além do delivery. A empresa aumentará em 41% seus investimentos no próximo ano fiscal, com R$ 2 bilhões destinados à AI e expansão para pet shops, bebidas e lojas de presentes. A estratégia busca fazer com que negócios além dos restaurantes respondam por metade do faturamento do iFood até 2030. (NeoFeed)
🚁 Startup de drones pode ganhar US$ 12 bilhões em menos de um ano. A americana Zipline negocia uma rodada de US$ 1 bilhão que pode elevar seu valor de mercado de US$ 7,6 bilhões para cerca de US$ 20 bilhões, segundo a Bloomberg. A empresa começou entregando sangue e vacinas em áreas rurais e agora aposta em comida, varejo e entregas autônomas. (Tech Funding News)
TOGETHER WITH ABRADEE
Quanto da margem da sua empresa vai para a conta de luz?
Para pequenos negócios, os custos de energia elétrica pesa mais ainda: a conta de luz pode representar até 10% do faturamento, segundo o Sebrae.
O valor que aparece no fim do mês é resultado de uma cadeia que começa muito antes da energia chegar à sua empresa, e a conta de luz reúne os custos de cada etapa dessa jornada.👇
Só encargos e tributos representam mais de 30% do valor pago na conta de luz. Por isso, entender a composição da conta é importante para saber o que está por trás de um dos custos recorrentes da operação.
AROUND THE WEB
Oito das maiores empresas de materiais esportivos do mundo viram seu valor de mercado sofrer uma redução de 50% ou mais nos últimos cinco anos.
Entre as gigantes, uma das poucas exceções à regra foi a Asics, que viu seu valuation saltar de US$ 5 bilhões para US$ 20 bi à medida que a empresa expandia e globalizava seus negócios. Aprofunde aqui.

(Imagem: The Business of Fashion)
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