18/06/2026

BOA TARDE

Se a "pausa para hidratação" pode representar até US$ 500 milhões em novas receitas publicitárias para a FIFA, no campo das apostas, a Copa do Mundo de 2026 pode se tornar o maior evento da história.

O volume de apostas realizadas globalmente nos jogos do torneio pode ultrapassar US$ 50 bilhões, um aumento de quase 43% em relação à edição do Catar, em 2022.

No Polymarket, um dos maiores mercados de previsão do mundo, a pergunta sobre qual país vencerá a competição já registrou US$ 1,8 bilhão em movimentação, tornando-se o segundo maior “mercado” da história da plataforma, atrás apenas da eleição presidencial dos EUA de 2024.

E você, consegue adivinhar quanto a questão sobre quem venceria entre Kamala Harris e Donald Trump movimentou no Polymarket?

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Para hoje… O boom dos wearables começa a encontrar alguns limites; galpões logísticos viram um dos ativos mais disputados do varejo; compras sem compra viram tendência na internet; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 15 segundos

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QUICK TAKES

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O boom dos wearables está realmente sendo bem aproveitado?

Durante anos, a promessa dos wearables foi simples: quanto mais dados sobre seu corpo, melhores seriam suas decisões — e o mercado comprou essa ideia.

Relógios inteligentes, pulseiras fitness e anéis inteligentes se transformaram em uma das apostas mais quentes da indústria de tecnologia e saúde, prometendo acompanhar sono, recuperação muscular, frequência cardíaca, estresse, temperatura corporal e até detectar sinais precoces de problemas de saúde.

Os números ajudam a explicar o entusiasmo.

(Imagem: The Wall Street Journal)

No mundo, o mercado de wearables ficou avaliado em quase US$ 93 bilhões e projeta alcançar até US$ 230 bilhões até 2033.

Mas existe um problema crescente: produzir dados é muito mais fácil do que transformá-los em decisões úteis

Médicos relatam receber uma enxurrada de informações geradas pelos dispositivos. O desafio é que grande parte dessas métricas não possui interpretação clínica clara ou sequer está integrada aos sistemas hospitalares.

  • Na prática, muitos pacientes chegam aos consultórios com gráficos detalhados sobre seu corpo, enquanto os profissionais ainda não têm ferramentas eficientes para processar ou validar tudo isso.

Há ainda um dado que chama mais a atenção: em 2024, apenas cerca de 19% de quem monitora a saúde com wearables nos EUA compartilha os dados com profissionais de saúde.

Isso cria um paradoxo curioso. Nunca produzimos tantos dados sobre nossos corpos, mas boa parte deles continua sem chegar a quem poderia transformá-los em cuidado médico.

O futuro do setor pode depender justamente disso: deixar de ser apenas uma ferramenta de autoquantificação e se tornar uma infraestrutura real de saúde, capaz de conectar pacientes, médicos e inteligência artificial de forma útil — e não apenas gerar mais notificações.

E, por falar em notificações… existe um comportamento que “está ganhando tração”: pessoas que antes monitoravam sono, alimentação, exercícios e frequência cardíaca de forma obsessiva estão abandonando os dispositivos após perceberem que a busca constante por métricas estava gerando mais ansiedade do que bem-estar.

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TOGETHER WITH BINANCE

A taça não está garantida, mas o campeonato pode trazer prêmios para você 🏆

(Imagem: Lucas Figueiredo | CBF | Reprodução)

Junho começou em clima de jogo e a maior exchange de criptomoedas do mundo criou um desafio no qual quem participar tem duas opções:

Funciona assim: você cria sua conta, deposita um $$$ na plataforma e ganha um giro na roleta para levar várias recompensas, incluindo vouchers de dólar digital e até o coletinho mais disputado da Faria Lima.

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Está faltando espaço para o e-commerce crescer?

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Na disputa para ver quem entrega mais rápido, uma disputa tem ganhado força no setor varejista brasileiro: os galpões logísticos.

Só no primeiro trimestre de 2026, o mercado absorveu 1 milhão de metros quadrados — o maior volume desde 2022. Ao mesmo tempo, a vacância caiu para apenas 6,4%, o menor nível já registrado.

As empresas do e-commerce estão ocupando praticamente todo o estoque disponível de armazéns modernos e bem localizados. Das dez maiores transações fechadas entre janeiro e março, elas foram responsáveis por 90%.

O motivo é simples: entregar mais rápido ajuda a vender mais, atrair vendedores e fidelizar clientes. E, nesse jogo, localização virou vantagem competitiva, com alguns galpões próximos aos grandes centros sendo considerados praticamente impossíveis de replicar.

Maaass… nem tudo são flores. Com juros elevados, custos de construção em alta e licenciamento lento, a oferta não acompanha a velocidade da demanda.

O resultado disso: em um mercado onde 40% dos galpões que serão entregues em 2026 já estão pré-locados, garantir um bom endereço pode valer tanto quanto conquistar um novo cliente. (Aprofunde)

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A compra sem compra virou tendência?

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Imagine escolher produtos, preencher o carrinho, confirmar o pagamento e até acompanhar a entrega… sem gastar um centavo. É exatamente essa a proposta dos chamados “sites de dopamina”, uma nova febre que começou na Coreia do Sul.

O exemplo mais curioso é o FoodNeverComes. O aplicativo reproduz toda a experiência de pedir comida por delivery, mas nenhum pedido é enviado e nada chega à sua casaveja uma simulação aqui. O objetivo não é consumir, mas sim satisfazer a vontade de consumir.

A lógica tem fundamento científico. A dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, costuma ser liberada principalmente na expectativa da recompensa. Em outras palavras, o simples ato de clicar em “comprar” já pode gerar parte da sensação que normalmente associamos à aquisição de algo.

  • Para alguns usuários, a ideia parece um retrato melancólico de uma sociedade viciada em estímulos;

  • Para outros, pode funcionar como uma ferramenta para reduzir compras impulsivas.

No fim das contas, a tendência levanta uma pergunta curiosa: quando fazemos compras online, estamos buscando o produto em si ou apenas a sensação que vem antes dele? (Aprofunde)

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

25 de janeiro de 1663. Nessa data, nascia o cargo de Correios-Mor, que viria a se transformar no que hoje são os Correios, e a primeira empresa do Brasil.

A princípio, a única responsabilidade do Correio-mor era a de organizar as correspondências entre Brasil e Portugal, sob direção da Coroa Portuguesa. Só séculos depois, ele viria a se tornar uma estatal robusta como a conhecemos hoje.

Já do lado das empresas estrangeiras, a primeira a chegar por aqui foi a AngloGold Ashanti, que nasceu como Saint John d’el Rey Mining Company, na mineração em Minas Gerais.

Já ao redor do mundo, a empresa mais antiga que segue funcionando é a construtora japonesa Kongō Gumi, que nasceu em 578 d.C. com serviços de construção e manutenção de templos budistas. Confira o ranking completo aqui.

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