19/03/2026

BOA TARDE

Em 1994, na Pixar, os diretores Andrew Stanton, John Lasseter, Pete Docter e o falecido roteirista Joe Ranft decidiram jogar umas ideias na mesa — literalmente. Em uma toalha de mesa de papel, eles criaram os primeiros esboços do que seriam a Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo e Wall-Eveja a imagem aqui.

O “almoço criativo” ilustra a filosofia de Steve Jobs: serendipidade e interação aberta geram inovação. Com Toy Story abrindo caminho em 1995, essas ideias renderam quase US$ 2,3 bilhões em bilheteria mundial entre 1998 e 2008.

Para hoje… TikTok está revolucionando a indústria dos livros; Grupo Ferrero compra maior marca de barrinhas de proteína do Brasil; Unilever estuda se afastar cada vez mais do setor de alimentos; e mais.

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 52 segundos

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QUICK TAKES

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O TikTok realmente veio para revolucionar a indústria dos livros?

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O ano era 2019. O que parecia ser uma simples hashtag focada em livros e literatura foi, pouco a pouco, ganhando espaço dentro do app chinês. Seu “nome”: #booktok. 

De lá pra cá, tornou-se não só uma comunidade de leitores que compartilha recomendações e vídeos com reações sobre livros no próprio TikTok mas uma das maiores forças da indústria editorial. Os números não mentem.

(Imagem: The Today Show)

Mas a evolução desse fenômeno, ao que parece, será fora das telas

Na última semana, o Reino Unido anunciou que irá lançar ainda este ano um ranking oficial do BookTok, conectando o que viraliza no TikTok com vendas reais de livros. 

  • A lista mensal, produzida pela NielsenIQ BookData, combinará engajamento nas redes com dados de varejo para ranquear os títulos mais populares.

Nos Estados Unidos, inspirou livrarias a se transformarem em espaços sociais, como a Book Society, que mistura clube do livro com bar de vinhos e eventos temáticos. A lógica é clara: transformar a leitura, antes solitária, em um momento coletivo e aspiracional.

No Brasil, o movimento parecido também ganha força 🇧🇷

Apesar de uma queda no número de leitores, clubes de leitura cresceram cerca de 35% nas últimas duas décadas, criando novas comunidades em torno dos livros.

Projetos como o Floriterárias, o Li Com Leca e os encontros do Centro Cultural Banco do Brasil mostram como a leitura está sendo ressignificada: menos obrigação, mais conexão — com discussões, eventos e troca de experiências entre leitores.

No fim, a equação mudou: não basta vender livros — é preciso criar comunidade. E, pelo visto, quem melhor conectar esses dois mundos deve escrever o próximo capítulo da indústria.

💡 INSIGHT NA PRÁTICA

Tanto o BookTok quanto os clubes do leitura mostraram que hábitos ganham força quando deixam de ser individuais e passam a ser coletivos.

E uma das principais funcionalidades do app do the news — lançado hoje — nasce exatamente dessa lógica: transformar algo que você faria sozinho em algo que você sustenta junto.

Por isso, o app foi pensado não só para consumo, mas para consistência — para te ajudar a construir os melhores hábitos:

Desafios e rankings para dar ritmo
Tracker para monitorar o seu progresso

Porque, no fim, não é sobre ler mais; é sobre continuar lendo. Clique aqui e baixe nosso app.

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Ferrero aposta em snacks proteicos no Brasil

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O Grupo Ferrero adquiriu a Bold Snacks, maior marca brasileira de barrinhas de proteína, reforçando sua estratégia global de diversificação além do chocolate. Abaixo, alguns dos motivos por trás dessa movimentação:

  • A Bold faturou R$ 200 milhões em 2025 e mira R$ 500 milhões até 2027, além de marcar presença em 30 mil pontos de venda físicos e ter mais de 150 mil clientes no e-commerce;

  • O segmento de snacks saudáveis cresce 6,5% ao ano no Brasil — acima da média global.

Na prática, a compra permite à Ferrero expandir sua estratégia “better-for-you” — que visa ir além da confeitaria tradicional, avançando para snacks mais saudáveis — integrando a Bold às operações da Ferrara Candy Company no Brasil e potencialmente levando a marca para outros países da América Latina e Europa.

Além disso, colaborações com produtos icônicos, como Nutella e Kinder, podem surgir no futuro; contudo, o movimento ainda depende da aprovação do Cade.

The Big Picture. Para o setor, a operação reforça a competição com rivais como Mars, Mondelēz e Nestlé, enquanto o mercado de proteínas funcionais se consolida como o que mais cresce entre os snacks no Brasil. (Aprofunde)

PS: Se você quer conhecer a trajetória completa da Bold, o fundador e CEO da empresa, Gabriel Ferreira, revelou vários detalhes no podcast do the news business. Escute aqui.

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Unilever quer menos comida e mais beleza?

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É o que parece. A gigante global de bens de consumo estuda separar seu negócio de alimentos para focar em categorias como beleza, cuidados pessoais e bem-estar — uma mudança estratégica que ainda está nos estágios iniciais e pode não acontecer antes de 2027.

O motivo: consumidores estão mais sensíveis a preço e, com a popularização de medicamentos como os GLP-1 (Mounjaro e cia.), a demanda por comida cresce menos. Já categorias como skincare, fragrâncias e autocuidado seguem em expansão, puxadas por diferentes faixas etárias.

Hoje, marcas como Hellmann’s e Knorr representam grande parte das vendas de alimentos da Unilever, mas a companhia já vem reduzindo esse portfólio — inclusive com a venda de ativos nos últimos anos e a separação da divisão de sorvetes.

Isso importa porque mostra uma mudança estrutural: gigantes do consumo estão deixando de ser “tudo para todos” para apostar em categorias mais rentáveis e com maior crescimento. (Aprofunde)

PS: Como se esses rumores não bastassem, o Financial Times também informou que a Unilever e a Kraft Heinz estiveram conversando recentemente sobre uma possível fusão de partes de seus negócios de alimentos.

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TOGETHER WITH CARREIRA MULLER

Já viu uma vaga com o salário assim?

A empresa sabe exatamente quanto pode pagar. A pergunta é: você sabe quanto deveria pedir?

Sem referência de mercado, muita gente negocia seus salários sem saber se está pedindo pouco, muito ou exatamente o que deveria — afinal, nem sempre fica claro se o que você ganha hoje está acima, na média ou abaixo do mercado.

Para tirar isso do campo do achismo, essa pesquisa salarial da Carreira Muller reúne dados reais de salários, bônus, PLR, PPR e benefícios praticados no mercado — com base em pagamentos de +4 mil empresas.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

Quase US$ 70 bilhões. Esse foi o valor das vendas da Novo Nordisk e da Eli Lilly em remédios GLP-1 em 2025 — quase o dobro de dois anos atrás.

As duas empresas dominam o setor, concordam que os preços cairão dois dígitos em 2026, mas discordam quase em tudo o mais. O resultado? Trajetórias completamente opostas.

A Novo espera queda de até 13% nas vendas em 2026. A aposta para reverter o jogo é o Wegovy em comprimido.

A Eli Lilly, dona do Mounjaro, projeta receita entre US$ 80 bilhões e US$ 83 bilhões, com crescimento superior a 20% em receita e 42% em volume. Além disso, seu próprio comprimido chegará ao mercado em poucos meses.

O CEO da Lilly resumiu o momento melhor do que qualquer analista: "Tenho dificuldade de pensar em outro remédio onde tantas pessoas pagam do próprio bolso." Leia mais aqui.

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TOGETHER WITH D4U IMMIGRATION

45% dos brasileiros que expandem seus negócios para o exterior escolhem os EUA

Com o maior PIB do mundo (US$ 30,5 trilhões) e um mercado consumidor gigante, os EUA seguem sendo o destino nº1 para quem quer escalar.

Mas a dúvida costuma ser a mesma: como estruturar essa expansão? Quais vistos existem, quanto investir e por onde começar?

Para responder isso, a D4U Immigration criou o e-book gratuito “Leve sua empresa para os EUA: vistos e estratégias de expansão”, com um guia direto sobre vistos, estrutura empresarial e próximos passos. 👉 Baixe o guia gratuito e entenda como começar.

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ASPAS DO DIA

Acho bem possível que nossa tese inicial estivesse errada e a deles esteja certa.

(Utah Public Radio | Reprodução)

Isso foi o que disse Mark Zuckerberg lá em 2012, numa troca de mensagens com seu ex-CTO, Mike Schroepfer, que iniciou com a seguinte pergunta: “será que deveríamos considerar comprar o Instagram, mesmo que custe cerca de US$ 500 milhões?

A tese o que Tio Zuck se refere na citação acima é a de que, naquela época, o que as pessoas queriam, principalmente, era tirar as melhores fotos e ter um lugar específico para postá-las, que não seria necessariamente o Facebook.

Ele também ressaltou outra vantagem competitiva que o Facebook não possuía: uma boa câmera nativa no aplicativo, com várias opções de filtro. Poucos meses depois, o Instagram foi adquirido por US$ 1 bilhão. Clique aqui para conferir os detalhes dessa conversa.

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