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22/09/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos a explosão de marcas que está redesenhando o mercado de beleza no Brasil, o sinal verde para a maior fusão da história de Hollywood e o Vale do Silício criando uma alternativa à faculdade.
Antes de começar, a curiosidade do dia: Uma das queridinhas do início dos anos 2000 recentemente voltou a ver seu nome circulando pelas notícias porque, após muitos anos de dificuldade, abandonou o que a tornou conhecida e virou uma plataforma que cria planos de aula gamificados e agentes de AI para salas de aula.
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CASE DO DIA
A beleza brasileira deixou de ser território dos gigantes
Natura e O Boticário. Quando falamos sobre mercado de beleza e cuidados pessoais no Brasil, é impossível não mencionar essas duas gigantes — que, inclusive, são reconhecidas mundo afora. Juntas, foram quase R$ 25 bilhões em receita no país em 2025.
Mas, nos últimos anos, tanto essas duas marcas quanto outros nomes bem conhecidos por aqui, como Avon, observaram que o segmento tem ficado bem mais fragmentado. Para se ter uma ideia, surgiram cerca de 5,7 mil novas marcas e submarcas entre 2021 e 2024.
E o movimento não é por acaso.
O Brasil é o terceiro maior consumidor mundial de produtos de beleza e higiene pessoal, atrás apenas dos EUA e da China;
Em 2025, o faturamento do setor foi de quase R$ 187 bilhões, alta de 6,8%, segundo a Euromonitor.

(Imagem: Cosmetic Innovation)
Outro fator passa também pelo comportamento do consumidor… que está mudando.
Beleza deixou de ser apenas aparência. Produtos passaram a ser associados a autocuidado e bem-estar, enquanto ingredientes, tecnologia, sustentabilidade e resultados ganharam importância.
A terceirização também permite que marcas menores lancem produtos sem construir fábrica, laboratório e operação logística próprios, concentrando dinheiro e energia em produto, marca, marketing e distribuição. Não é à toa que, em outubro de 2025, havia 3.675 empresas fabris e industriais registradas no segmento.
![]() (Imagem: Elle Brasil | Divulgação) | Ao mesmo tempo, redes sociais criaram comunidades nas quais marcas insurgentes, como Sallve, WePink e Boca Rosa, são capazes de testar produtos, observar a reação dos consumidores e ajustar rapidamente seus portfólios. Grandes companhias levam cerca de 24 meses para lançar um produto; as insurgentes levam, em média, seis. O resultado disso é ver o Brasil na quarta posição no ranking global de número de novos produtos lançados anualmente, atrás de Estados Unidos, China e Índia. |
Fundos de capital de risco e private equity passaram a olhar para marcas menores, enquanto grandes grupos compram empresas que demonstram capacidade de crescimento. A Zavii Venture Builder, por exemplo, investiu R$ 3 milhões na Niul, de cosméticos sustentáveis.
O capital também acompanha uma mudança nas fronteiras do mercado. Em 2025, as exportações brasileiras de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos ultrapassaram US$ 1 bilhão pela primeira vez. A América Latina é o principal destino, com Argentina, Colômbia, Paraguai e Equador entre os mercados relevantes.
Mas, enquanto viralizar é um jogo que algumas marcas — sobretudo as que têm influenciadores por trás — parecem dominar, entregar milhares de pedidos é um campeonato à parte. A escala logística virou parte da disputa: uma marca pode nascer no Instagram, mas precisa construir uma operação para sobreviver fora dele.
Mas existe outra invasão acontecendo no país: a asiática.
Em 2025, as exportações 🇰🇷sul-coreanas de cosméticos para o Brasil cresceram 951%, enquanto as importações 🇨🇳chinesas de itens de beleza e higiene avançaram de US$ 157,7 milhões para US$ 220,3 milhões. No caso da Coreia do Sul, séruns, máscaras, adesivos para acne e ampolas ganharam espaço, impulsionados por preços acessíveis, tecnologia, ingredientes e também pela popularização de K-pop e doramas (praticamente as novelas do país). | ![]() (Imagem: Elle Brasil | @celimax.korea via Instagram |
O Klasmē Group passou a reunir marcas da China, Japão, Coreia do Sul e Taiwan para ampliar sua distribuição no Brasil. A estratégia combina curadoria de produtos asiáticos com adaptação às preferências da consumidora brasileira.
O grupo está mirando um segmento ainda maior que o de beleza e higiene pessoal, que inclui perfumaria e movimentou US$ 37 bilhões no Brasil em 2024.
No geral, a estratégia para consolidar as marcas asiáticas por aqui apoia-se no fortalecimento da presença física. Alguns nomes, como Anua, Beauty of Joseon, COSRX e SKIN1004, já figuram e desaparecem rápido das gôndolas de farmácias brasileiras.
Enquanto isso… O segmento premium mostra que o consumidor não está simplesmente trocando marcas caras por opções baratas. No primeiro semestre de 2026, o mercado de beleza de prestígio cresceu 6% no Brasil. Fragrâncias de nicho cresceram 35%, e as árabes, 64%.
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(Imagem: Investing)
🎬 Sinal verde para a maior fusão da história de Hollywood. A Paramount fechou um acordo com 12 procuradores-gerais dos EUA para concluir a compra da Warner Bros. Discovery, após uma disputa antitruste. Como parte do acordo, a Paramount terá de investir US$ 300 milhões por ano em cinema e TV nos EUA, lançar ao menos 30 filmes anuais e manter seus estúdios na Califórnia. (Variety)
🎓 O Vale do Silício está criando uma alternativa à faculdade. A Andreessen Horowitz, uma das maiores empresas de capital de risco do mundo, investirá US$ 35 milhões em uma instituição de ensino de dois anos, com apoio da Anthropic, Google, Meta, Nvidia e OpenAI. O modelo terá até 80% do tempo dedicado a projetos práticos, como criar produtos e modelos de AI. (a16z)
💾 O Alibaba acaba de colocar um novo chip na corrida contra a Nvidia. A empresa lançou um novo chip de inteligência artificial que, segundo ela, é 3x mais potente que o seu antecessor — e o mais potente da China — e pode ajudar a abastecer grandes centros de dados. A companhia planeja investir mais de US$ 53 bilhões em AI nos próximos três anos. (InvestNews)
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AROUND THE WEB
Nesta segunda-feira, as ações da gigante de chips Advanced Micro Devices, a AMD, dispararam 10%, levando os papéis a uma máxima histórica e ultrapassando, pela primeira vez, a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Uma das grandes responsáveis por essa ascensão foi Lisa Su, que se tornou CEO da empresa em 2014, à época avaliada em US$ 2 bilhões.
Em 2017, seu discurso no renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) foi considerado um dos melhores dos últimos anos, no qual falou sobre a importância de aceitar grandes riscos e não ter medo de cometer erros, pois não existe um caminho linear para o sucesso. Clique abaixo para assistir.
PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA
Fabricante do Ozempic estuda entrar no mercado bilionário de tratamentos para queda de cabelo.
Microsoft deve ter nova rodada de demissões no Xbox esta semana — e cortes na divisão podem chegar a 3.200 vagas até junho de 2027.
JBS mira mercado de US$ 101 bilhões e cria braço para desenvolver produtos ricos em proteína.
SoftBank emite mais de US$ 11 bilhões em dívida para financiar investimento na OpenAI.
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