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23/06/2026

BOA TARDE
Depois da Levi’s e da Gillette, foi a vez de a Heinz ganhar atenção nas redes. O motivo: a FIFA cobriu os logotipos dos produtos da marca — ketchup, mostarda e relish de pepino — nos locais da Copa do Mundo, por ela não ser uma patrocinadora oficial.
Mas, em vez de reclamar, a Heinz transformou a situação em publicidade gratuita. Eles postaram fotos dos frascos com os logos cobertos (veja aqui), brincaram sobre o assunto com a Levi's e, de repente, milhões de pessoas estavam falando da Heinz.
Qual dessas marcas você acha que agiu melhor, mesmo não sendo uma patrocinadora oficial da Copa? |
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Para hoje… Instagram parece estar prestes a lançar recursos para concorrer com o YouTube; A empresa do interior que está mirando fazer IPO; As duas startups do Brasil que captaram mais de US$ 30 milhões na última semana; e mais.
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QUICK TAKES
🔍 PARA DESCOBRIR: O meme que os especialistas tech não param de falar
🤔 PARA REFLETIR: Enquanto agências gastam milhões em slogans inteligentes, esse local decidiu que o simples — simples mesmo, risos — é o suficiente
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: O fundador de uma startup não quis esperar mais pelo GTA 6 e decidiu criar a sua versão — e está documentando tudo no Twitter/X
🖥️ PARA ASSISTIR: O brasileiro Daniel Shapiro, um dos 15 melhores professores de Harvard, mostra como negociar vai muito além da técnica
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O Instagram quer virar o próximo YouTube?
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Depois de dominar o vídeo curto, o Instagram agora também quer ser sinônimo de vídeos longos e já mira a TV como seu próximo campo de batalha. As duas novidades que a empresa acabou de afirmar que planeja “lançar em breve” indicam isso:
Séries episódicas com múltiplos capítulos;
Live na TV, com transmissões ao vivo de criadores.
Ela ainda ampliou seu recurso de app na TV, chegando agora também às Smart TVs da Samsung dos EUA. Até então, ele só estava na Google TV e no FireTV, da Amazon.
O anúncio é recente, mas a aposta de concorrer com o YouTube não é tão nova assim. Veja essa manchete de 2021, quando o Instagram anunciou a IGTV — lembra dele?

Os números por trás da aposta
O Instagram tem hoje cerca de 3 bilhões de usuários ativos mensais, segundo o próprio Mark Zuckerberg. Mas, apesar da base gigantesca, estima-se que o tempo médio seja de 33 a 34 minutos por dia por usuário.
Esse número fica atrás do tempo médio gasto no YouTube, de aproximadamente 49 minutos por dia — uma diferença de cerca de 47%.

(Tabela: Blank Spaces | Reprodução)
Sim, o TikTok é o líder com quase 54min/dia. Mas o movimento parece ser menos “desacreditar” do formato vídeo curto e mais ampliar o formato para brigar também no tempo e no público que está no vídeo longo.
Até porque o YouTube já provou que esse caminho funciona. A plataforma da Alphabet (Google) fechou março de 2026 como o maior distribuidor isolado de audiência de TV nos EUA, com 13,5% de todo o tempo assistido em televisão — na frente de gigantes tradicionais como Disney (10,5%).

(Imagem: Nielsen | THE WRAP | Reprodução)
O que chama ainda mais atenção: o crescimento dessa tendência é consistente. Em janeiro de 2026, o YouTube já somava 11 meses consecutivos na liderança do ranking, com participação subindo de 10,8% para 12,5% em apenas um ano.
Olhando o quadro mais amplo, o streaming como categoria atingiu 47,6% de todo o tempo assistido em TV no 1tri de 2026 — superando, sozinho, tanto o cabo (21,4%) quanto a TV aberta (20,3%).
É nesse mundo que o Instagram também parece querer se colocar como um player em um futuro próximo. Na prática, o Instagram não quer só competir com TikTok e YouTube no celular, mas também com Netflix e Prime Video na sala de estar.
Ok… Mas quando isso vai acontecer? A Meta ainda não deu uma data nem detalhou o formato, mas disse estar trabalhando "de perto" com criadores para entender o que funciona melhor nesses novos formatos antes de lançá-los.
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TOGETHER WITH SALVY
A Salvy já economizou R$ 12 milhões para empresas brasileiras
Enquanto todo mundo fala de IA e automação, as empresas continuam pagando caro demais em algo que ninguém percebe: a conta do celular corporativo.
Linhas mal gerenciadas, planos desatualizados, consumo sem controle — tudo isso some do orçamento todo mês.
Com a Salvy, sua empresa ativa linhas móveis em instantes: seja número virtual para WhatsApp Business, eSIM ou chip físico. E você ainda pode acompanhar consumo, planos e usuários em tempo real com tudo centralizado em uma única plataforma.
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CASE: Os mineirin do interior estão mirando o IPO
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Dinheiro grande só circula nas grandes capitais? A Sankhya não recebeu esse recado… A empresa de sistemas de gestão (ERP) fundada em Uberlândia está mirando fazer seu IPO em breve.
Parece loucura, mas esse passo está sendo construído há muitos anos… Em 2020, a empresa conseguiu o que poucas startups do interior conseguiram: chamar a atenção de um fundo soberano do outro lado do mundo.
Mas antes… Um rápido recap da trajetória deles.
Felipe Calixto e Fábio Túlio fundaram o negócio em 1989, com o objetivo de criar uma solução nacional para o segmento de sistema de gestão empresarial;
Durante 14 anos, cresceram apenas dentro de Minas Gerais antes de abrir a primeira unidade fora do estado.
Em 2020, superaram R$ 190 milhões em faturamento com 15 mil clientes.
Foi nesse ano, em meio à pandemia, que levantaram simplesmente R$ 425 milhões com o GIC, braço de investimentos de Singapura — o mesmo que fez um investimento na CIMED. A participação do fundo é minoritária no negócio.
A negociação marcou uma das maiores apostas já feitas num software house brasileiro. À época do aporte, a empresa já tinha 1.400 funcionários e 38 unidades de negócio Brasil afora.
De lá para cá, a empresa usou o dinheiro de Singapura como combustível e como um selo de qualidade, fazendo principalmente aquisição de negócios menores complementares — de CRM, gestão de ponto a tributação e logística.
Ao todo, já foram 11 aquisições em 5 anos. As duas mais recentes delas foram: (i) a Lincros, especialista catarinense em logística que atende nomes como Bauducco e Stellantis, e (ii) a Magis5, que centraliza e automatiza a gestão de produtos, pedidos e clientes nos principais marketplaces e lojas virtuais.
Hoje, a empresa coloca como seu principal diferencial conseguir eliminar o trauma da implantação de ERP, que é uma das maiores dores de cabeça nesse mercado. Eles criaram um agente de AI que lê os dados da empresa e configura o sistema automaticamente no mesmo dia da contratação.
No horizonte: Já são 2.000 funcionários, mais de 50 unidades de negócio e 35 mil clientes nos 26 estados. A grande meta é bater R$ 1 bilhão em faturamento, mirando tocar o sino na Bolsa.
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Uma semana de aporte duplo multimilionário
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Em poucos dias, duas startups levantaram cheques na casa dos US$ 30 milhões cada uma, atraindo nomes pesados do venture capital global: Telepatia AI e Trace Finance.
1) Trace Finance 🪙
A brasileira Trace Finance captou US$ 32 milhões (cerca de R$ 162 milhões), em uma das maiores rodadas Série A de fintechs do país, liderada pela CoinFund.
A lista de investidores concentra fortes players do mundo cripto, incluindo a Coinbase Ventures e executivos como Sean Neville (cofounder Circle) e Anatoly Yakovenko (cofounder Solana Labs).
A empresa opera como infraestrutura financeira regulada nos EUA, viabilizando banking e pagamentos transfronteiriços para mercados emergentes.
Conectando esses mercados à liquidação global de câmbio por trilhos de pagamento locais, a Trace já processou mais de US$ 10 bilhões. Além de financiar produtos de câmbio, eles vendem conectividade bancária e soluções com stablecoins.
O principal objetivo é usar o capital para expandir a infraestrutura regulada globalmente, por EUA, Brasil, LatAm e Ásia-Pacífico.
2) Telepatia AI 🩺
A colombiana Telepatia AI, hoje sediada em São Paulo, captou US$ 33 milhões (cerca de R$ 169 milhões) em rodada Série A liderada pela Andreessen Horowitz — um dos fundos mais influentes do Vale do Silício.
A rodada também atraiu um time de investidores-anjo de peso: Shyam Sankar (CTO da Palantir), Simón Borrero (fundador da Rappi) e David Vélez (fundador do Nubank).
A startup desenvolve agentes de AI que funcionam como copilotos clínicos para médicos. O portfólio já tem quatro produtos: IA Redatora, IA Conselheira, IA Enfermeira e IA Auditora — que sugerem condutas com base em diretrizes médicas.
Nascida na Colômbia em jul/2025, a empresa já está integrada ao fluxo de trabalho de +20 sistemas hospitalares distribuídos por Brasil, Colômbia, Argentina, Chile e México. A ideia é usar os recursos para expansão na LatAm, um mercado estimado em US$ 700 bi.
PS: O founder, Nicolas Abad, fechou a última empresa dele por não ter conseguido atingir o Product Market-Fit. O mais impressionante é que ele devolveu o dinheiro para os investidores pois não encontrou o PMF — e ainda publicou abertamente as lições da jornada. Veja clicando aqui.
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
→ Google investe US$ 75 milhões na A24 para desenvolver ferramentas de produção cinematográfica com AI
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GRÁFICO DO DIA
![]() | Em quase 1 ano e meio de operação, o Nucel, do Nubank, ultrapassou os Correios e a Eseye como a maior operadora virtual do Brasil — ou seja, vendendo o o serviço de telecomunicação sem estrutura própria. O banco lançou o produto em janeiro de 2025 com a estratégia de atrair clientes do serviço bancário com benefícios como caixinhas com CDI elevado e a promessa de menos burocracia. A estratégia parece ter dado certo. |
👀 Um fato interessante é que esse movimento de um banco abrindo uma operadora não é único no Brasil — e até no mundo.
Inter e BB no Brasil e Revolut no exterior operam suas próprias MVNOs, em uma estratégia parecida de aumentar o engajamento dos clientes com a marca — fora a nova fonte de receita recorrente. Leia mais aqui.
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