24/09/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos a grande aposta da Meta para vencer a corrida dos agentes de AI, o McDonald’s investindo US$ 8,5 bilhões para se reinventar e a maior fusão da educação brasileira acaba de criar um gigante nacional.

Antes de começar, a curiosidade do dia: Nos últimos 45 anos, a ação com o maior retorno no índice S&P 500 foi de uma empresa em que, se uma pessoa tivesse investido US$ 1.000 em 1981, quando ela abriu seu capital na bolsa, e reinvestisse os dividendos, esse investimento hoje valeria cerca de US$ 16 milhões, segundo o The Wall Street Journal e o podcast Acquired.

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QUICK TAKES
CASE DO DIA

A Meta parece ter finalmente encontrado sua “Musa” na corrida dos agentes de AI

Há anos, Zuckerberg tenta ocupar uma posição de respeito na corrida da inteligência artificial. Depois de muitas tentativas e erros, um produto parece ter mudado o jogo: o agente pessoal Muse.

Contextualizando: Diferentemente de um chatbot tradicional, como ChatGPT ou Gemini, o Muse foi desenhado para agir pelo usuário, e não apenas conversar com ele. É uma evolução da Meta AI, mas com uma proposta mais autônoma: acessar aplicativos e executar tarefas em nome da pessoa.

O lançamento chamou atenção rapidamente. Primeiro, porque muitos especularam que a empresa tinha simplesmente roubado o arroba @muse da banda de rock britânica Muse no Instagram, que passou a usar o @museband.

(Imagem: @nbduckman via X)

O vocalista Matt Bellamy negou, disse que ambos conversaram antes dessa mudança e que o Zuck deu a ele o acesso à versão beta da ferramenta de AI.

Segundo, porque, muito além de tentar criar a AI mais sofisticada, a estratégia da Meta é mais sobre criar uma ferramenta que qualquer pessoa consiga usar. Parafraseando o próprio Zuckerberg, algo que ele gostaria de oferecer para a mãe dele utilizar.

Na prática, o Muse é uma espécie de assistente pessoal que fica em uma interface simples, fazendo desde o básico — responder perguntas — ao mais avançado, como pesquisar uma viagem, comparar preços, administrar compromissos, negociar serviços e realizar compras.

Os números impressionam:

(Imagem: TechCrunch | Appfigures)

As ações da Meta chegaram a subir 11,3% no pregão de segunda-feira (21/09), adicionando cerca de US$ 192 bilhões ao valor de mercado da companhia.

Mas… nem tudo são flores

Para fazer tudo isso, o Muse precisa de acesso à vida digital do usuário. E-mails, mensagens, calendários, contas e até cartões podem estar envolvidos. Acontece que, segundo uma pesquisa da Oppenheimer, apenas 8% dos consumidores americanos confiariam suas senhas à Meta; no caso do Google, são 30%.

A segurança também virou uma questão prática. A Meta diz que cada agente opera em um computador virtual próprio e mantém informações sensíveis em armazenamento separado. Ainda assim, quanto maior o acesso concedido à AI, maior também o impacto potencial de erro ou vazamento.

Até as tarefas aparentemente simples começaram a revelar limitações. Algumas pessoas, por exemplo, simplesmente desligam quando percebem que estão falando com uma inteligência artificial... Foi exatamente aí que a Meta começou a testar humanos fazendo algumas ligações em nome do Muse.

  • A ideia funcionava como uma espécie de concierge invisível. Quando o agente não conseguia completar uma chamada, um funcionário treinado poderia assumir a ligação.

  • Em alguns testes, isso elevou a taxa de sucesso para 95% a 98%, segundo comunicações internas da empresa.

O problema é que colocar humanos no circuito contradiz parte da promessa de autonomia e cria novos riscos de privacidade. Funcionários da Meta questionaram o experimento depois que informações sensíveis poderiam chegar aos atendentes. A empresa suspendeu temporariamente o recurso e afirmou que faria novos testes com as devidas divulgações.

Enquanto isso, o Muse já começa a esbarrar em outra barreira: as empresas que controlam a internet. A Amazon bloqueou o agente de acessar seu site e realizar compras, enquanto Shopify, PayPal, Expedia e Instacart estão entre as companhias que abriram espaço para integrações.

(Imagem: Meta)

A questão aqui é: caso agentes comecem a pesquisar produtos e comprar automaticamente, eles podem mudar a relação entre consumidores, lojas e plataformas de publicidade. Para empresas como Amazon, permitir esse acesso significa não só a procura por produtos sem a intenção de comprá-los, como a possibilidade de levar futuros compradores a concorrentes.

Analistas de Wall Street, entretanto, passaram a enxergar no Muse uma possível nova fonte de publicidade, assinaturas e receitas sobre transações para a empresa de Zuckerberg.

(Imagem: PCMag | Michael Kan)

Como se isso não bastasse, o Zuck basicamente incorporou o Steve Jobs ontem para anunciar o lançamento do Muse Charm, um dispositivo portátil (mais ou menos na linha do Tamagotchi) que funciona como um assistente pessoal de AI sem precisar de celular. Assista aqui.

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TOUR DE HEADLINES

(Imagem: McDonald’s Corp. | Divulgação)

🍔 O McDonald’s vai gastar US$ 8,5 bilhões para se reinventar. O dinheiro será usado para renovar suas 44 mil lojas no mundo e investir em tecnologia, novas opções de frango, bebidas e café da manhã. A rede também quer usar AI nos drive-thrus e testar pratos com mais proteína para acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores. (CNBC)

🎓️ A maior fusão da educação brasileira acaba de criar um gigante nacional. A dona da Estácio, IBMEC e Wyden vai se unir à Afya, líder em educação médica, em uma operação que criará uma empresa com presença em todo o país. A nova empresa terá 55% da receita em cursos premium e estima sinergias de até R$ 2,2 bilhões. (Brazil Journal)

🧠 A China está formando e segurando mais talentos de AI que os EUA. A fatia dos principais pesquisadores de inteligência artificial trabalhando no país asiático subiu de 27,1% em 2022 para 40,6% em 2025, enquanto a dos da terra do Tio Sam caiu de 46,4% para 34,2%. O avanço chinês é atribuído ao crescimento da indústria local e às restrições de visto nos EUA. (Carnegie China)

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Ele tem 15 anos de experiência e, pela primeira vez, sente que está ficando para trás…

Ter acesso às ferramentas de IA não é o mesmo que saber usá-las: a maioria dos profissionais ainda não consegue aplicar IA de forma estratégica para resolver problemas reais do trabalho.

🧠 Por isso, o Inteli, reconhecido como a instituição mais inovadora da América Latina, criou o AI for Business: três formações executivas para diferentes momentos de carreira, desde os primeiros usos práticos à capacidade de usá-la para estratégia, governança e transformação na sua empresa.

AROUND THE WEB

O Wendy’s decidiu virar emo/metaleiro — sim, você leu certo. A rede de fast food lançou um álbum emo intitulado Songs to Listen to in the Wendy’s Parking Lot (Músicas para ouvir no estacionamento do Wendy’s, em tradução livre).

As faixas incluem “She Said She Didn’t Want Fries” (“Ela disse que não queria batatas fritas”), com Matty Mullins, da banda Memphis May Fire, e “The Best Combo Meal on the Worst Night of My Life” (“O melhor combo na pior noite da minha vida”), com Beau Bokan, da banda Blessthefall. Clique na imagem abaixo para ouvi-lo.

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