25/06/2026

BOA TARDE

Você sabia que o perfil do Microsoft Windows só segue uma pessoa no TikTok?

Trata-se de uma comediante famosa por “zoar” logos de marcas e criar suas próprias versões engraçadas. A interação rendeu um viral: o clássico logo do Windows ganhou uma versão com o rosto dela e até estampou uma loja em Nova York (veja aqui).

Para hoje… Os chatbots podem influenciar eleições?; tokenização já movimenta R$ 9 bilhões no Brasil; Xiaomi entrega carregador que a Tesla prometeu há mais de 10 anos; Amazon se torna a empresa que mais fatura nos EUA; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 18 segundos

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QUICK TAKES

*Dica de uma marca parceira

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Os chatbots estão se tornando os novos cabos eleitorais?

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Um novo teste do Washington Post reacendeu o debate sobre a neutralidade política da inteligência artificial. O jornal comparou respostas dos modelos por trás de ChatGPT, Gemini, Claude, Grok e DeepSeek em temas sensíveise encontrou diferenças claras na forma como cada sistema apresenta argumentos políticos.

  • O caso que mais chamou atenção foi o do modelo da OpenAI, que, segundo o levantamento, respondeu a cerca de 80% das perguntas usando apenas argumentos associados à esquerda.

  • Já o Gemini, do Google, adotou uma postura muito mais "dos dois lados", apresentando perspectivas opostas em mais de 90% das respostas avaliadas.

(Imagem: The Washington Post)

Outro ponto curioso é que até modelos vendidos como alternativas "anti-woke", como o Grok, de uma das empresas de Elon Musk, acabaram citando argumentos de esquerda com frequência relevante.

(Imagem: The Washington Post)

Para os pesquisadores, isso mostra que o viés não é apenas uma questão de intenção política explícita, pois esses sistemas não surgem com opiniões próprias; eles aprendem a responder a partir dos dados com os quais foram treinados, do feedback humano recebido durante o desenvolvimento e das instruções definidas pelas empresas.

E engana-se quem pensa que essa discussão é nova

Em 2025, um estudo anterior conduzido por pesquisadores de Stanford e Dartmouth mostrou que usuários frequentemente percebem inclinações ideológicas nas respostas dos chatbots e tendem a confiar mais quando os modelos apresentam múltiplos pontos de vista (assim como vemos em um tal de the news. risos).

Acontece que, agora, a preocupação cresceu porque a AI está sendo utilizada também como uma ferramenta de informação. Cada vez mais pessoas perguntam aos chatbots sobre economia, notícias, políticas públicas e até em quem votar.

  • Nos 🇳🇱Países Baixos, pesquisas mostraram que parte dos eleitores estaria disposta a seguir recomendações políticas feitas por chatbots;

  • No 🇨🇱Chile, mais de um quarto dos eleitores já consultou plataformas de AI para entender o cenário eleitoral;

  • Nos 🇺🇸EUA, estudos indicam que interações com modelos de AI chegaram a alterar, ainda que modestamente, preferências políticas de alguns participantes.

O desafio é que os chatbots não apenas respondem perguntas: eles organizam informações, escolhem quais argumentos destacar primeiro e definem o tom da conversa. Em temas complexos, pequenas diferenças na formulação das respostas podem influenciar a percepção dos usuários.

No Brasil, essa preocupação já entrou oficialmente no radar das autoridades eleitorais

Uma pesquisa do ITS mostrou que seis dos sete principais chatbots analisados organizaram ou priorizaram nomes de pré-candidatos presidenciais em determinadas respostas. Em alguns casos, também foram encontradas informações incorretas ou referências limitadas a fontes oficiais.

Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou regras específicas para as eleições de 2026, proibindo que ferramentas de AI recomendem, ranqueiem ou sugiram candidatos, partidos ou preferências eleitorais. O objetivo é evitar que sistemas automatizados assumam um papel semelhante ao de propaganda política.

O problema é que monitorar esse comportamento não será simples. Diferentemente das redes sociais tradicionais, as respostas dos chatbots são personalizadas, mudam constantemente e podem variar de acordo com o contexto, a pergunta feita e até mesmo de acordo com atualizações realizadas pelas próprias empresas.

E você, já utilizou alguma plataforma de inteligência artificial para se informar ou entender mais sobre política?

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TOGETHER WITH NEOOH

Por que ambientes de lazer têm se tornado estratégicos para a mídia de OOH?

Parques, academias e áreas de convivência estão se tornando espaços cada vez mais estratégicos para as marcas. Nesses ambientes, as pessoas passam mais tempo, estão mais receptivas e vivenciam experiências positivas.

Para as marcas, estar presente nesses momentos significa construir conexões mais relevantes e memoráveis para o público

É nesse contexto que a NEOOH conecta anunciantes a audiências qualificadas, levando mensagens para além dos trajetos e inserindo marcas em momentos de alto dwell time.

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Tokenização já movimenta R$ 9 bilhões no Brasil

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Segundo dados da plataforma RWA Monitor, o mercado brasileiro de tokenização já soma cerca de R$ 9 bilhões em captações. No total, o setor acumula R$ 11,5 bilhões em emissões, distribuídas em aproximadamente 3,8 bilhões de tokens.

Contextualizando: tokenização é quando ativos do mundo real (como dívidas, crédito ou recebíveis) são “transformados em tokens” digitais, que podem ser negociados em plataformas online.

Na prática, isso já envolve diferentes tipos de crédito usados por empresas. As debêntures lideram esse movimento, com R$ 3,4 bilhões, seguidas por instrumentos como CCBs e CPRs — todas formas de financiamento que agora também podem ser emitidas e negociadas em formato digital.

Observando esses números, não é à toa que a regulação desse segmento se tornou uma prioridade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Seu novo presidente afirmou que precisa lidar simultaneamente com mercados tradicionais e tokenizados, sem travar a inovação.

No cenário global, os ativos reais tokenizados (RWAs) já ultrapassam US$ 10 bilhões, segundo a Binance Research. As projeções apontam para um mercado potencial de até US$ 6,78 trilhões nos próximos anos — um salto exponencial. (Aprofunde)

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O carregador que a Tesla prometeu... e a Xiaomi entregou

A Xiaomi apresentou um braço robótico capaz de recarregar carros elétricos sem qualquer ação do motorista. Quando um veículo compatível estaciona ao lado do equipamento, o sistema abre a porta de recarga e conecta o cabo automaticamente.

Tudo isso é possível graças a câmeras e inteligência artificial, que permitem ao robô localizar a entrada de carregamento e encaixar o conector com alta precisão. Quando a bateria atinge o nível desejado, o processo é revertido sem intervenção humana.

À primeira vista, pode parecer apenas uma conveniência. Mas, para quem precisa conectar o carro à tomada todos os dias, a automação elimina uma tarefa recorrente e torna a experiência de uso mais simples.

Segundo a Xiaomi, este é o primeiro robô de recarga residencial vendido diretamente ao consumidor. Diferentemente dos robôs compartilhados usados em algumas cidades chinesas, o equipamento foi pensado para ficar instalado na garagem ou na vaga do proprietário.

O detalhe mais curioso é que a ideia já havia sido apresentada por Elon Musk há mais de uma década. Em 2014, o executivo afirmou que a Tesla desenvolveria um carregador automático semelhante a uma “cobra metálica”, mas o projeto nunca chegou ao mercado.

A Tesla concluiu que o sistema poderia enfrentar desafios mecânicos em ambientes com gelo e neve e, anos depois, passou a priorizar pesquisas em recarga sem fio — alternativa que, até hoje, não foi lançada comercialmente. (Aprofunde)

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

Pela 1ª vez em 13 anos, o Walmart deixou de ser a maior empresa dos EUA em faturamento, cedendo o lugar para a Amazon no topo da Fortune 500.

Foram US$ 716,9 bilhões contra US$ 713,2 bilhões da empresa fundada por Sam Walton, em mais um marco histórico do avanço do varejo digital.

Já caminhando por outros setores, a UnitedHealthcare, gigante dos planos de saúde, fecha o pódio na 3ª colocação, consolidando também sua posição como a maior empresa de saúde do planeta.

Um fato curioso é que a maior empresa do mundo em valor de mercado, a Nvidia, sequer entra no top 10 do ranking. Com “apenas” US$ 215,9 bilhões em receita, ocupa a 15ª posição. Confira o ranking completo aqui.

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