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25/08/2026

BOA TARDE
Em 1985, um jovem estilista americano decidiu que não esperaria pelo reconhecimento para ser levado a sério. Ele tinha uma loja modesta, pouco dinheiro e um sonho ambicioso: competir com gigantes como Ralph Lauren e Giorgio Armani.
A solução veio de um outdoor ousado em plena Times Square: um jogo da forca que o colocava lado a lado com os maiores nomes da moda masculina, mesmo sem ter “entrado no jogo” ainda. O resultado? Manchetes, filas nas lojas e uma marca que transformou provocação em prestígio.
E você, consegue adivinhar de qual estilista estamos falando? |
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Para hoje… A Nvidia virou o termômetro da bolha de AI; Os ônibus elétricos finalmente engrenaram no Brasil; Nova York roubou de São Francisco a coroa da tecnologia; e mais.
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QUICK TAKES
✍️ PARA ENTENDER: E se vender menos fizer sua empresa valer mais?
🔍 PARA DESCOBRIR: Quais fundos de crédito privado renderam mais que o CDI em 12 meses
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: Como a Uber usa a inteligência artificial para cobrar mais de você
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Se a Nvidia espirrar, o mercado inteiro sente?
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Para muitos, é mais ou menos isso. Amanhã, a Nvidia divulga seus números trimestrais, e o mercado quer descobrir se o boom da inteligência artificial continua acelerando ou se os primeiros sinais de saturação começaram a aparecer.
Pode até parecer exagero, mas a empresa liderada por Jensen Huang já se tornou uma espécie de termômetro da própria indústria de AI. Além de seus chips alimentarem os data centers de gigantes como Microsoft, Amazon e Google, seus resultados ajudam a medir quanto dinheiro está sendo despejado nessa corrida.
As expectativas são altas:
Analistas projetam US$ 92 bilhões em receita no trimestre, alta de 97% na comparação com o mesmo período do ano passado;
O lucro pode crescer 95%, superando US$ 51,5 bilhões;
A empresa já bateu as estimativas de lucro em 14 trimestres consecutivos.

(Imagem: The Wall Street Journal)
A máquina de fazer dinheiro também continua acelerando. No trimestre anterior, o fluxo de caixa livre da Nvidia cresceu 85,7%, para US$ 48,6 bilhões. Para 2026, analistas esperam que esse número chegue a impressionantes US$ 213 bilhões.
E é justamente esse caixa que permite à Nvidia fazer algo cada vez mais curioso: investir em praticamente toda a cadeia da inteligência artificial. A empresa está colocando dinheiro em data centers, energia, startups, fabricantes de modelos e até em mecanismos para financiar seus próprios clientes.
Só neste mês, a Nvidia entrou em um plano de US$ 500 bilhões com algumas das maiores empresas de Wall Street para financiar infraestrutura de AI e investiu na Cloverleaf Infrastructure, que trabalha com energia para data centers.
Além disso, fechou recentemente um acordo de US$ 6 bilhões com a Poolside para desenvolver modelos de IA que outras empresas podem baixar, adaptar e usar por conta própria. A Nvidia também investirá mais US$ 1 bilhão na startup e incorporará mais de 100 de seus engenheiros.
A estratégia tem uma lógica: se a inteligência artificial vai continuar exigindo cada vez mais computação, a Nvidia pode ganhar tanto com a venda dos chips quanto ajudando a financiar e construir todo o ecossistema que precisa deles.
Mas o mercado parece estar procurando sinais de que essa engrenagem pode começar a perder força
Os custos de memória estão subindo, as empresas de tecnologia estão gastando bilhões em data centers e algumas já recorrem cada vez mais à dívida para financiar essa expansão.
Outro ponto de atenção é que a Nvidia também está elevando preços. Sistemas equipados com seus chips mais novos podem ficar mais de 15% mais caros para alguns clientes a partir do próximo ano.
Por isso, os resultados de amanhã não serão apenas sobre receita e lucro. Wall Street vai prestar atenção principalmente às projeções de demanda, aos gastos dos grandes clientes e à capacidade da Nvidia de sustentar o ritmo de crescimento.
E tem mais: a ação costuma cair mesmo depois de resultados excelentes. Nos últimos quatro balanços trimestrais, os papéis da Nvidia recuaram no pregão seguinte. Desta vez, o mercado de opções prevê uma oscilação de 5,3% após o resultado.
No fim, uma das perguntas mais importantes é: a Nvidia ainda consegue correr mais rápido que as expectativas?
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TOGETHER WITH PIPO SAÚDE
Os custos com plano de saúde continuam aumentando na sua empresa?
Em 2025, 46% das empresas trocaram de operadora para tentar controlar os custos. Mas só trocar de plano não resolve: o que pesa é como o benefício é usado.
Para reduzir esse custo, a Pipo Saúde escolhe o plano por perfil, orienta o colaborador e direciona para o canal certo. Com isso, algumas empresas já pagam 21% menos de reajuste e têm sinistralidade 9 p.p. menor.
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O mercado de ônibus elétricos saiu do ponto morto
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Após quase uma década de demanda tímida, os ônibus elétricos finalmente começaram a ganhar escala no Brasil. Em 2025, foram 844 emplacamentos, uma alta considerável em relação aos “míseros” 11 de 2022. Já no primeiro semestre de 2026, foram 589 unidades, alta de 92%.
E não foi só a demanda que acelerou. A quantidade de fabricantes também disparou: o mercado passou de 3 empresas e 6 modelos em 2022 para 10 fabricantes e 28 modelos em 2025.
A BYD, inclusive, chegou a esse mercado no Brasil em 2015, quando abriu uma fábrica focada na produção de chassis de ônibus elétricos, e caiu para a 2ª posição entre janeiro e julho, com 25,8% dos emplacamentos no período, atrás de Induscar/Caio + Eletra (36%).
O desafio de todas as marcas do setor é encontrar uma maneira de crescer para além de São Paulo, que concentrou 72,8% dos ônibus elétricos emplacados no primeiro semestre deste ano. Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Curitiba já preparam compras relevantes, somando centenas de veículos.
Só que existe outro obstáculo: produzir mais no Brasil. Como parte das compras depende de financiamento do BNDES, as fabricantes precisam aumentar o conteúdo nacional. Hoje, a maior parte dos componentes ainda vem da China.
A BYD já começou a se mexer. A empresa pretende nacionalizar itens como caixa de direção, válvulas, compressor e ar-condicionado ainda neste ano. Ao mesmo tempo, prevê produzir 1,2 mil chassis em Campinas — o dobro de tudo o que fabricou ali nos primeiros dez anos. (Aprofunde)
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Nova York roubou o trono do Vale do Silício
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Por 13 anos, São Francisco liderou como o maior polo de empregos de tecnologia dos EUA e Canadá. Agora, segundo um novo estudo, Nova York tomou a dianteira: são 394,3 mil profissionais de tecnologia na Big Apple, contra 375,7 mil na cidade californiana, com a canadense Toronto na terceira posição (358 mil).
E a virada tem muito a ver com a inteligência artificial. As vagas ligadas à tecnologia cresceram 45% em um ano nos dois países, que já somam 751 mil profissionais de IA.
Nos EUA, funções ligadas à IA já representam quase um terço das vagas de tecnologia;
Nova York e São Francisco adicionaram, cada uma, mais de 20 mil empregos relacionados à inteligência artificial no período.
A mudança também está mexendo com os escritórios. Em São Francisco, empresas de AI responderam por 58% dos contratos de locação no primeiro semestre. Desde 2023, o setor já representa 30% da atividade de locação na região da cidade, em cerca de 920 mil m².
No fim, a ascensão da inteligência artificial pode estar redesenhando não apenas quais empregos existem, mas onde eles acontecem. Em vez de esvaziar os escritórios, empresas de IA têm incentivado o trabalho presencial — e ajudado a transformar Nova York em um novo centro de talentos tecnológicos. (Aprofunde)
PS: Outro estudo recente, que lista os ecossistemas globais de inovação, teve São Paulo como a única cidade latino-americana no TOP 40. Confira o ranking aqui.
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TOGETHER WITH LIVING
Como a nova dinâmica dos lares brasileiros está ditando a valorização dos compactos
O perfil dos lares brasileiros mudou e o mercado já sentiu esse impacto: os apartamentos de um dormitório foram os que mais valorizaram no primeiro semestre de 2026, segundo o Índice FipeZAP.
A explicação para isso é simples: mais pessoas morando sozinhas, famílias menores e a crescente busca por imóveis que unem conforto e praticidade.
Pensando nisso, a Living, marca do grupo Cyrela, desenvolveu empreendimentos de compactos com um dos melhores preços de São Paulo, parcelas a partir de R$ 990 e localização premium, acompanhando a evolução do mercado.
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
→ Harvard clona seus professores para um bootcamp online de oito semanas, ao custo de US$ 699, voltado para aspirantes a empreendedores
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DICA DO DIA
![]() | A imagem ao lado é a capa de The Kingdom of Prep, livro sobre a história da J.Crew — uma das obras imperdíveis para quem ama negócios e varejo, segundo Rony Meisler, cofundador da Reserva. O livro narra a trajetória de uma das grandes marcas da moda americana: começou vendendo por catálogo, migrou para lojas físicas e digitais, tornou-se uma potência, quebrou, foi comprada por fundos de investimento e Mickey Drexler — considerado por muitos o maior merchant de moda do mundo. Após novas crises, concordata na pandemia e mudanças na liderança, a marca parece estar renascendo das cinzas. |
Além de The Kingdom of Prep, Meisler criou uma lista com outros de seus livros favoritos. Confira aqui.
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