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27/08/2026

BOA TARDE
Jatinhos, casas com vista para a Baía de São Francisco, carros de luxo… A verdade é que existem muitas coisas que representam status no Vale do Silício. Companhias, inclusive, estão criando peças exclusivas para funcionários e executivos, em uma tentativa de transformar suas marcas em verdadeiros estilos de vida.
Mas o mais novo símbolo de status do Vale é um item personalizado com a marca da OpenAI, com detalhes que parecem saídos de um easter egg para programadores, como “COMPUTE IS DESTINY” e uma referência a código Python no verso. Apenas sete unidades foram encomendadas, uma delas para o CEO, Sam Altman.
E você, consegue adivinhar que item é esse? |
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Para hoje… A Meta está aprendendo que AI não é sinônimo de produtividade; o mercado de data centers pode dobrar de tamanho no Brasil; startups estão usando seus aportes para comprar outras startups; e mais.
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QUICK TAKES
🔍 PARA DESCOBRIR: A cidade favorita dos nômades digitais na América Latina
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: O conselho do cofundador do PayPal que fez a OpenAI apostar tudo no ChatGPT
💻 PARA VER: Um raro vídeo de 1995 do cineasta Pete Docter, da Pixar, mostrando um pouco de como ele e a equipe da Pixar criaram Toy Story
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Meta vê grande aposta ir por água abaixo… pelo menos por enquanto
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Não, essa aposta não é o metaverso. Estamos falando de outro plano ambicioso que Mark Zuckerberg tinha: transformar a Meta em uma empresa “nativa de AI”, na qual agentes de inteligência artificial fariam parte do trabalho hoje realizado por milhares de funcionários.
A ideia surgiu em janeiro, durante um encontro entre os principais executivos da companhia no Havaí. O plano teria colaboradores com novas funções em outros departamentos e previa a redução de algumas equipes em até 60%. Segundo algumas pessoas, o layoff seria maior que os 25% realizados pela BIG TECH há três anos.
A grande reestruturação ocorreria em duas ondas: uma em maio e outra em novembro. Mas, logo após demitir 10% da força de trabalho no dia 20/05, Zuckerberg cancelou a segunda rodada de cortes planejada para o segundo semestre.
Não se sabe o que exatamente levou o executivo a mudar de ideia…
![]() (Imagem: Reuters) | … porém, desde março, quando uma reportagem anunciou que a Meta planejava demissões que poderiam afetar 20% ou mais de sua força de trabalho, começou uma revolta entre os colaboradores. Muitos inundaram a rede de comunicação interna da empresa, enquanto outros colocaram memes ridicularizando as iniciativas da companhia relacionadas à AI pelo escritório — veja ao lado. |
Outro fator que pode ter contribuído é que a própria inteligência artificial ainda não entregava os ganhos esperados.
Em abril, por exemplo, uma postagem interna disse que agentes de AI sem supervisão estavam realizando “ações disruptivas em larga escala que dificilmente seriam executadas por humanos”.
O resultado: incidentes técnicos e de segurança aumentaram 40%, enquanto o tempo gasto pelos funcionários para resolvê-los subiu 70%.
Já em junho, o chefão de tecnologia da Meta disse que o volume de código produzido pelos funcionários aumentou 220% na comparação anual, mas as mudanças que efetivamente viraram novos recursos para os usuários cresceram apenas 36%. Ou seja: produzir mais não significou necessariamente produzir melhor.
A aposta também envolvia os chamados agentes de AI: sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma, em vez de apenas responder perguntas. Mas Zuckerberg admitiu em julho que essa tecnologia estava evoluindo mais lentamente do que ele esperava.
Enquanto isso, a Meta tentou recuperar a confiança dos funcionários
Após observar que a satisfação caiu de 74% para 55%, a empresa suspendeu um sistema que monitorava teclas e movimentos do mouse, permitiu que alguns profissionais voltassem para suas equipes anteriores e passou a reforçar benefícios e ações para melhorar o ambiente interno.
Zuckerberg também mudou o discurso. Em vez de apresentar a AI principalmente como uma forma de automatizar o trabalho, passou a dizer que a Meta quer usar a tecnologia para dar mais poder às pessoas. A empresa chegou a lançar uma campanha publicitária declarando que está “apostando nas pessoas”. Clique na imagem abaixo.
Isso não significa, porém, que a pressão por eficiência tenha desaparecido. A Meta pretende investir pelo menos US$ 130 bilhões em infraestrutura de AI em 2026, aumentando a necessidade de encontrar maneiras de reduzir custos e elevar a produtividade.
O caso mostra um dos dilemas da AI no mercado de trabalho: é mais fácil imaginar que uma tecnologia pode substituir uma pessoa do que provar que ela consegue substituir o trabalho daquela pessoa com qualidade. Na Meta, a distância entre essas duas coisas ficou evidente.
Ainda sobre a Meta… Ontem, a empresa fechou um acordo para pagar até US$ 18 bilhões e encerrar um processo movido por 29 estados dos EUA sobre o vício de crianças em redes sociais.
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TOGETHER WITH LITTLE BEAN
Um presentinho para quem não foi ao seis&seis
Sem muita enrolação: Se você não foi ao evento e, INFELIZMENTE, não experimentou o Little Bean, temos uma surpresa para você.
A mesma oferta que rolou por lá continua valendo: compre 2 cafés e leve 3. Mas corre, porque essa condição especial só fica disponível até o dia 31/08.
É a sua chance de experimentar o café que virou queridinho de praticamente todo mundo que provou. ☕ Clique aqui e aproveite.
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Tem uma corrida de data centers acontecendo no Brasil
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O mercado brasileiro de data centers deve dobrar de tamanho até 2030, segundo um novo relatório da consultoria JLL. O país já soma 706 megawatts (MW) de capacidade instalada e tem outros 660 MW em construção, com mais da metade desse novo espaço já reservada por clientes.
São Paulo, junto a Barueri, e Campinas concentram 585 MW, mais da metade da capacidade brasileira;
A ocupação chegou a 96%, deixando apenas 4% dos espaços disponíveis.
Por trás dessa corrida está a inteligência artificial. Modelos de AI precisam de uma enorme quantidade de computadores para serem treinados e funcionar. É como se a tecnologia estivesse aumentando a demanda por novas “fábricas” digitais — e as empresas estão correndo para construí-las.
Não é à toa que cidades como Porto Alegre e Fortaleza despontam como novos polos. É no Ceará, inclusive, que será construído o maior complexo de data centers do Brasil e da América Latina, da ByteDance, voltado às operações globais do TikTok fora da China.
A disputa também deve ficar mais acirrada entre os operadores. Ascenty, Odata e Scala concentram 70% do mercado atual, mas novos projetos prometem mudar esse equilíbrio.
O desafio é que esses “galpões digitais” precisam de muita energia, dinheiro e regras claras. Com o fim do Regime Especial para Serviços de Data Center (Redata), empresas buscam alternativas tributárias enquanto novos projetos avançam.
Enquanto isso… A cidade de Macaíba, no Rio Grande do Norte, foi a escolhida pelo governo federal para receber o novo supercomputador brasileiro de inteligência artificial — que receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos.
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A próxima grande startup pode ser comprada antes de crescer?
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Talvez sim, talvez não. Mas uma coisa é certa: adquirir startups deixou de ser apenas uma estratégia de empresas antigas e consolidadas. Em 2026, mais de 500 startups financiadas por investidores foram adquiridas por outras startups no mundo, segundo dados da Crunchbase.
O destaque é a OpenAI, que comprou 8 startups só neste ano e já soma pelo menos 19 aquisições ao longo dos anos;
Sua grande rival, a Anthropic, comprou 5 empresas, incluindo a Coefficient Bio por US$ 400 milhões;
Já a fintech MoonPay surpreendeu ao também adquirir 5 startups, porém todas entre abril e julho.
Por que comprar em vez de construir? Tempo. Na corrida pela inteligência artificial, adquirir uma empresa pode ser mais rápido do que desenvolver uma tecnologia do zero. E a compra também pode trazer equipes experientes — o chamado acquihire, quando o principal ativo adquirido são os talentos.
Há ainda uma divisão cada vez maior no ecossistema. Enquanto algumas startups estão cheias de capital, outras enfrentam dificuldades para levantar dinheiro. Isso cria uma combinação perfeita para aquisições: compradores com caixa de sobra e empresas que precisam encontrar uma saída.
E, com a competição por tecnologia, talentos e espaço no mercado cada vez maior, comprar pode ser a maneira mais rápida de crescer. (Aprofunde)
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TOGETHER WITH REMESSA ONLINE
O Brasil está entre os cinco principais países compradores de imóveis em Miami
Em 2025, compradores internacionais movimentaram US$ 4,4 bilhões em imóveis em Miami, alta de 42% em um ano, segundo a Associação de Corretores de Imóveis de Miami.
O movimento é claro: o brasileiro quer construir patrimônio fora do Brasil. Seja em imóveis, ações ou qualquer outro investimento nos Estados Unidos, o primeiro passo é o mesmo: fazer o dinheiro chegar lá com eficiência.
Com a Remessa Online, maior plataforma brasileira de câmbio e transferências internacionais, você envia dólares com taxas transparentes e sem intermediário no caminho. 👉 Use o cupom THENEWS15 na sua próxima transferência.
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
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GRÁFICO DO DIA
![]() | US$ 11,3 bilhões indo pro espaço (literalmente). Só entre janeiro e junho de 2026, os investimentos de venture capital em startups espaciais ultrapassaram o total investido em todo o ano de 2025. Esse impulso tem alguns motivos: → A redução de custos do setor com o avanço das tecnologias de foguetes reutilizáveis; → E o próprio amadurecimento da indústria aeroespacial, com diversas empresas privadas se estabelecendo. |
Outro grande motivo é a própria líder absoluta desse mercado: a SpaceX. A empresa de Musk, que abriu capital há 2 meses, foi pioneira em mostrar o potencial de lucro escondido no espaço, abriu caminho para a redução de custos e praticamente criou uma revolução de empresas privadas. Leia mais aqui.
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