27/10/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos os movimentos por trás da reviravolta da Victoria's Secrets, a nova aposta do Instagram para competir com o YouTube e a nova aquisição de quase R$ 3 bilhões do Itaú.

Antes de começar, a curiosidade do dia: na semana passada, ladrões no sul da Califórnia roubaram um caminhão da FedEx com uma carga avaliada em US$ 1 milhão. O alvo? Uma empresa especializada em autenticar itens colecionáveis, que ficou sem parte de seu precioso estoque.

E você, consegue adivinhar o que tinha dentro do caminhão roubado?

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CASE DO DIA

Após anos de tumulto, a Victoria parece ter “recuperado” o seu Segredo

Na última década, a Victoria’s Secret, conhecida por suas Angels e seus desfiles extravagantes, foi perdendo seu brilho e, para muitos, a sua reputação. A marca passou a demonstrar uma desconexão com os consumidores, enquanto seus concorrentes apostavam em conforto, diversidade e preços mais acessíveis.

Mas, nos últimos anos, conseguiu reverter um pouco desse cenário negativo.

Começou no topo, com Hillary Super assumindo como CEO em 2024 após passar pela Savage X Fenty, marca de roupas íntimas e lingerie da cantora Rihanna, colocando a renovação dos produtos e da identidade da marca no centro da estratégia.

(Imagem: Andy Jackson | The Wall Street Journal)

No ano seguinte, Adam Selman chegou como diretor criativo para reforçar essa transformação — e os resultados passaram a aparecer nos números.

  • No 2º trimestre de 2026, as vendas líquidas cresceram 10%, para US$ 1,61 bilhão;

  • Em same-store sales, indicador financeiro que mede o crescimento ou a queda de faturamento em lojas já existentes (não inclui os resultados de unidades abertas ou fechadas), houve um avanço de 9% em comparação ao mesmo período do ano anterior;

  • Desde outubro de 2024, as ações subiram mais de 230%.

(Imagem: Jennifer Sor | Business Insider)

Um dos pilares da virada foi voltar a investir nos sutiãs, coração do negócio. A empresa ampliou o lançamento de novos produtos e passou a depender menos de grandes promoções, que pressionavam as margens. No 2º tri, as vendas de sutiãs cresceram em ritmo de dois dígitos e a vertical segue sendo o principal motor de crescimento.

Outro ponto foi que, em vez de abandonar a sensualidade que a tornou conhecida, a marca passou a atualizar essa estética para um público mais amplo. Seu famoso desfile, retomado em 2024 após ser cancelado em 2019, voltou reunindo Angels veteranas, modelos de diferentes perfis e celebridades capazes de atrair novas audiências.

(Imagem: Jacob & Co.)

E, por falar no Fashion Show, seu retorno foi especialmente importante para reconectar a Victoria’s Secret à cultura pop. A edição de 2026, por exemplo, levou Kylie Jenner à passarela com o Fantasy Bra, sendo a primeira celebridade que não é modelo a usar o icônico sutiã da marca, um dos maiores símbolos de status do mundo da moda.

Curiosidade: O Fantasy Bra já foi usado pelas brasileiras Gisele Bündchen, Adriana Lima e Alessandra Ambrosio. Avaliada em US$ 50 milhões, a peça usada por Jenner neste ano foi a mais cara já feita pela marca, contendo 4.410 diamantes naturais (veja ao lado).

A nostalgia também ganhou força nas redes sociais. Tutoriais inspirados no visual das Angels circulam no TikTok e no YouTube, enquanto consumidores mais jovens redescobrem uma estética associada aos anos 1990 e 2000. A Victoria’s Secret soube aproveitar esse movimento sem simplesmente reproduzir o passado.

Mas todo esse entusiasmo recente não garante que o crescimento se mantenha

Para sustentar a virada, a empresa precisará continuar acertando em produtos, preços e comunicação.

Uma das oportunidades está na beleza, área que já movimenta bilhões, mas recebeu menos atenção durante a recuperação da lingerie. A divisão gera cerca de US$ 1 bilhão em vendas nos EUA e se aproxima de US$ 2 bilhões no varejo internacional, segundo números divulgados anteriormente pela companhia.

A perfumaria continua sendo o principal negócio dessa divisão, mas a empresa precisa renovar seu portfólio, pois algumas das fragrâncias mais conhecidas, como Bombshell e Tease, têm mais de 15 anos.

No entanto, a presidente da divisão de beleza, Amy Kocourek, tem priorizado o fortalecimento das fragrâncias já consolidadas antes de expandir para novas categorias.

Vemos isso justamente com a volta de fragrâncias clássicas da sua marca voltada ao público mais jovem, a PINK, em embalagens originais (foto ao lado), uma amostra de como a Victoria’s Secret pretende combinar memória afetiva e novos consumidores.

(Imagem: @vspink via Instagram)

🔮 Looking forward. A companhia elevou sua projeção de vendas para 2026, estimando entre US$ 7,10 bilhões e US$ 7,18 bilhões, e espera lucro operacional ajustado de até US$ 590 milhões. A melhora das margens indica que o avanço não depende apenas de vender mais.

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A tecnologia está transformando o mercado numa velocidade que assusta, né? Mas o que é motivo de insegurança para alguns, é uma baita oportunidade para quem estiver preparado.

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(Imagem: Instagram | Divulgação)

📺 Instagram diz: “abre teu olho, YouTube.” risos. A plataforma começou a testar o Features (no Brasil, inclusive), recurso que permite publicar vídeos horizontais de até 90 minutos, como entrevistas, podcasts e vlogs. A novidade também inclui distribuição na TV e links que conectam Reels curtos aos vídeos completos, mas ainda não prevê divisão de receita com criadores. (TechCrunch)

🇧🇷 Itaú compra empresa brasileira de AI por R$ 2,9 bilhões. O banco adquiriu 100% da NeoSpace, criada em 2023, para desenvolver inteligência artificial capaz de analisar diferentes tipos de dados e documentos. A startup brasileira continuará operando de forma independente e deve ajudar a aprimorar serviços como a plataforma de AI generativa do próprio Itaú. (Neofeed)

📄 Anthropic abriu o jogo antes de chegar à bolsa. No documento que antecede uma possível abertura de capital, a dona do Claude revelou US$ 16,3 bilhões em receita no primeiro semestre de 2026 e um prejuízo contábil de US$ 80,7 bilhões, em grande parte sem saída de caixa. O documento também alerta para riscos de a AI agir de forma inesperada e escapar do controle humano. (the news)

PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA
COLUNA EXCLUSIVA

O que os agentes de IA podem fazer sem você

Nos últimos anos, investir com inteligência artificial passou de apenas receber sugestões para agentes monitorando o mercado e executando operações de forma autônoma, mesmo quando o investidor está longe da tela.

Mas como aproveitar essa autonomia sem perder o controle? Para Vinicius Volpatte, diretor de Riscos da Binance Brasil, a recomendação é começar com acesso apenas para leitura, limitar o dinheiro disponível em uma subconta e garantir que seja possível desligar o agente a qualquer momento.

(Imagem: Divulgação)

Esse cuidado é muito importante. Para se ter uma ideia, em uma coluna exclusiva ao the news business, Vinicius conta que, em maio deste ano, um agente de IA conectado a uma carteira foi induzido, por uma instrução escondida numa publicação em rede social, a transferir mais de US$ 150 mil em tokens. Não houve invasão nem falha de contrato: o agente apenas obedeceu.

O episódio se tornou referência justamente porque mostrou, com precisão, onde desenhar as defesas.

Com mais de 15 anos de experiência, Vinicius traz estratégias de alto nível e focadas no usuário para atender aos objetivos da Binance na região. Antes de ingressar na Binance, Vinicius ocupou várias posições em instituições relevantes, sendo a mais recente a de gerente sênior de estratégia no Mercado Livre e gerente sênior de operações na 99.

AROUND THE WEB

Elon Musk cumpriu sua promessa ​​de criar uma versão de A Odisseia gerada por inteligência artificial que, segundo ele, é “historicamente precisa e fiel à arte de Homero”. Os primeiros sete minutos foram publicados no X/Twitter, e você pode conferir clicando abaixo.

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