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29/09/2026

Boa tarde. Na edição de hoje, temos a análise do IPO da Oura, a Shopee querendo transformar vendedores brasileiros em exportadores e a gigante de chips AMD fechando a segunda maior compra da sua história.
Antes de começar, a curiosidade do dia: Na era da inteligência artificial, com centenas de candidaturas recebidas para cada vaga aberta, estima-se que os empregadores dediquem, em média, apenas 11,2 segundos a cada currículo na fase inicial de triagem, segundo um estudo realizado pela InterviewPal.
E você, consegue adivinhar qual figura histórica é frequentemente creditada por ter criado o primeiro “currículo” da história, por volta de 1482? |
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QUICK TAKES
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CASE DO DIA
Um anel, uma assinatura e um objetivo de US$ 15 bilhões

(Imagem: Oura)
Em um teste importante para o nicho de dispositivos vestíveis de tecnologia, um dos movimentos mais aguardados de Wall Street em 2026 é a entrada da Oura, badalada fabricante de anéis de monitoramento de saúde, na bolsa de valores.
Tudo indicava que isso aconteceria esta semana, mas, na manhã desta terça-feira (29/09), a empresa finlandesa anunciou o adiamento na listagem de suas ações na Nasdaq “devido à incerteza no mercado de IPOs.”
Especialistas, entretanto, citam que a Oura basicamente não conseguiu obter o preço que desejava.
Por que isso importa? A janela para ofertas públicas iniciais (IPOs) está se estreitando. Este é o terceiro adiamento oficial neste mês, enquanto outros adiaram informalmente.
A listagem da Oura previa até US$ 2,2 bilhões em captação e poderia levar a companhia a uma avaliação de mercado de aproximadamente US$ 15,6 bilhões. O hype pelo IPO estava tão grande que atraiu cerca de 4x mais pedidos do que o número de ações disponíveis.
Mas, apesar do adiamento, muitos questionam se a empresa realmente vale tudo isso, mas ela apresenta bons números para sustentar o otimismo:
Nos nove meses encerrados em junho, a receita da Oura cresceu 74%, para US$ 1,21 bilhão;
No mesmo período, o lucro líquido saltou de US$ 1,6 milhão para US$ 60,8 milhões.
Mas existe um porém
O anel custa a partir de US$ 349. É aí que surgem as comparações entre os mais céticos, que citam a GoPro como exemplo.
A queridinha entre os amantes de trilhas e esportes radicais chegou à bolsa em 2014 faturando quase US$ 1 bilhão — e com lucro. A receita atingiu US$ 1,6 bilhão em 2015, mas depois entrou em queda — chegando a US$ 651 milhões em 2025.
Além disso, assim como a GoPro, o problema da Oura é que ela tem um produto nichado com várias alternativas de empresas como Apple, Samsung, Ultrahuman, Google e outros dispositivos que também disputam o orçamento de quem quer monitorar a própria saúde.
Para esses céticos, um produto de hardware pode parecer indispensável enquanto ainda está crescendo, mas continuar relevante exige mais do que uma boa categoria.
É justamente aí que está uma das principais teses da empresa finlandesa
Muito além de ser uma fabricante de anéis, a Oura quer transformar dados de saúde em um serviço recorrente, acompanhando sono, frequência cardíaca, ciclo menstrual e outros sinais ao longo do tempo.
O negócio tem 5 milhões de assinantes pagantes em 56 mercados que pagam US$ 5,99 por mês para desbloquear análises personalizadas de mais de 50 métricas de saúde.

(Imagem: No Mercy / No Malice)
A receita de assinaturas cresceu 121% nos nove meses até junho, chegando a US$ 240,5 milhões, com margem bruta de 89%.
O que também chama a atenção é que, mesmo com o custo elevado dos anéis, 37% dos clientes da Oura têm uma renda familiar inferior a US$ 100 mil por ano.
Além disso, a empresa quer ampliar seu papel na saúde. Parcerias como a integração com a Dexcom, que conecta dados de glicose aos registros do anel (veja o vídeo ao clicar na imagem ao lado), apontam para um produto que pode ir além de passos e calorias. O desafio será transformar essa base engajada em uma plataforma de saúde, sem perder a confiança de quem entrega dados extremamente pessoais. A empresa afirma que não compartilha informações de saúde sem consentimento, mas reconhece riscos de segurança envolvendo fornecedores de tecnologia. |
A visão por trás disso é o tamanho do mercado. Com cada vez mais pessoas buscando acompanhar a própria saúde antes que problemas apareçam, a Deloitte estima que os gastos globais com prevenção e bem-estar podem superar US$ 2 trilhões até 2030.
O IPO também pode ter uma particularidade: ao que tudo indica, a maior parte do dinheiro não irá para a Oura. Dos 50 milhões de ações que estavam sendo oferecidas, 36,5 milhões pertencem a investidores atuais. No preço médio de US$ 42, isso representa cerca de US$ 1,53 bilhão para os acionistas vendedores.
TOGETHER WITH CHATGPT
O prompt que o nosso CEO fez o time todo testar
Na última reunião, nosso CEO perguntou: “Se vocês saíssem daqui amanhã, o que levariam com vocês?” (calma, era só um exercício 😅). Para mapear o que estamos construindo profissionalmente, ele passou esse prompt para usarmos no ChatGPT Work:
Monte uma apresentação dos meus “ativos portáteis” com habilidades, cases, resultados, provas, reputação, relações e conhecimentos transferíveis. Para isso, entreviste-me sobre projetos, problemas resolvidos, habilidades, relações de confiança e o que faço além do cargo.
O ChatGPT Work já faz parte da nossa rotina para transformar ideias em entregas e avançar nas tarefas do trabalho. Então, por que não usar a mesma lógica para visualizar o que já construímos?
TOUR DE HEADLINES

(Imagem: Shopee | Divulgação)
🛍️ A Shopee quer transformar vendedores brasileiros em exportadores. A plataforma vai ampliar para mais de 150 mil lojistas um programa que permite vender para consumidores da Argentina e do México, enquanto cuida de transporte internacional, alfândega e atendimento. No piloto, 19 mil vendedores já ofereceram mais de 1,4 milhão de produtos nos dois mercados. (Exame)
🤝 AMD fecha deal de US$ 8,2 bilhões por IA que ensina máquinas a entender o mundo. A empresa comprará a World Labs, laboratório fundado pela pesquisadora Fei-Fei Li, em sua segunda maior aquisição da história. A startup desenvolve “modelos de mundo”, capazes de criar ambientes 3D para treinar robôs e outros sistemas de inteligência artificial. (CNBC)
⛏️ Gold Fields quer criar a segunda maior produtora de ouro do mundo. A mineradora sul-africana ofereceu US$ 27,2 bilhões para comprar a Northern Star, mas a rival australiana rejeitou a proposta, que representava um prêmio de 22% sobre suas ações, alegando que o valor não refletia seu potencial. A Gold Fields diz que seguirá buscando negociações. (Reuters)
TOGETHER WITH SANTANDER EMPRESAS
Você sabe como surgiram os bancos?
Durante a Idade Média e o Renascimento, os cambistas italianos montavam pequenas mesas ou bancadas de madeira nas praças públicas para trabalhar junto aos comerciantes.
Naquela época, os especialistas não ficavam presos no escritório. Estavam sempre na rua, frente a frente com quem empreende.
Séculos depois, o Santander Empresas ainda mantém essa tradição: o banco sai do banco para entrar na sua empresa, acompanhando e apoiando a operação por dentro.
AROUND THE WEB
O jogo da mídia mudou. Hoje, fundadores e CEOs já não miram apenas The New York Times, The Wall Street Journal ou Forbes quando querem ganhar relevância.
Segundo uma pesquisa da Inc. com mais de 100 profissionais de relações públicas e comunicação, podcasts, newsletters e programas de vídeo passaram a disputar espaço com os veículos tradicionais — especialmente entre empreendedores de tecnologia e AI.
O podcast em vídeo e áudio TBPN, que é focado em tech e negócios e foi comprado pela OpenAI, é a nova mídia mais cobiçada entre founders e CEOs, seguido pelo podcast Upstarts, de um ex-jornalista da Forbes, e pelo podcast The Diary of CEO.

(Imagem: Inc)
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