30/04/2026

BOA TARDE

Em 2015, um erro improvável fez com que o Google colocasse seu próprio domínio à venda — e um ex-funcionário, Sanmay Ved, conseguiu comprá-lo por apenas US$ 12.

Por alguns minutos, Ved teve acesso real às ferramentas do site e provas de que era, de fato, o “dono” do google.com — veja aqui. Ele reportou o bug, e a empresa entrou em contato para “recompensá-lo”. Ved, por sua vez, decidiu que iria doar a quantia para a caridade, fazendo com que o Google dobrasse o valor da compra.

Após o incidente — que é um dos episódios mais curiosos da história da internet — o Google pagou milhões a pesquisadores que identificaram vulnerabilidades em suas plataformas.

E você, quanto acha que o Google pagou por esse “bug” de US$ 12?

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Para hoje… Por que redes de fast food estão apostando em apps dentro do ChatGPT?; Varejo alimentar movimenta 9% do PIB brasileiro em 2025; Fusão cria a maior empresa de elevadores do mundo; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 17 segundos

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QUICK TAKES

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ChatGPT vira novo balcão de pedidos

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Imagine o seguinte cenário: bateu aquela vontade de um café ou uma pizza, mas você não consegue ou não está a fim de ir até o local. Daí, você puxa o seu smartphone e a primeira coisa que faz é abrir o ChatGPT. Na teoria, não faz muito sentido, correto?

Bom, redes como Little Caesars, Starbucks e Burger King começaram a testar uma ideia diferente: lançar um aplicativo integrado ao ChatGPT para transformar o chatbot em ponto de partida para decidir — e até montar — pedidos.

A lógica é simples. O cliente conversa, explica o que quer — ou até o que está sentindo naquele momento — e deixa o sistema sugerir combinações antes de finalizar a compra no app oficial da marca.

(Imagem: Fast Company | Starbucks)

Na visão das empresas, isso pode destravar um problema antigo do setor: a fricção na escolha.

  • Pedidos em grupo, onde ninguém concorda com os sabores;

  • Cardápios extensos que travam a decisão;

  • E situações em que o cliente nem sabe exatamente o que quer.

Nesse contexto, a conversa vira interface — e a interface vira conversão.

Mas há também um jogo mais estratégico acontecendo nos bastidores… 🔍

Prazer, GEO (Generative Engine Optimization). Na prática, assim como marcas disputaram — e disputam — para aparecer entre as primeiras opções de pesquisa no Google, agora elas também querem aparecer nas respostas geradas por inteligência artificial.

A ideia é que, se o sistema “conhece” melhor uma marca — com cardápio, dados e integração direta — ela tem mais chances de ser sugerida em recomendações.

Acontece que essa nova vitrine ainda é incerta e, diferentemente de um buscador tradicional, não há garantia de destaque e nem clareza total sobre como essas recomendações são priorizadas. Além disso, o comportamento do consumidor ainda está em formação.

O desafio é paradoxal: tornar algo que já é extremamente simples ainda mais fácil, sem adicionar complexidade no caminho… E os primeiros sinais mostram que isso não é trivial.

Em testes, pedidos via chatbot podem levar significativamente mais tempo do que em apps tradicionais — o que gera resistência imediata. Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo demonstrativo.

(Imagem: @Piotr Bombol via LinkedIn)

Ainda assim, o movimento segue forte porque acompanha uma tendência maior: o momento de decisão está migrando para plataformas onde o consumidor já passa tempo — e não necessariamente onde a venda acontece.

Hoje, o ChatGPT já soma cerca de 900 milhões de usuários semanais, e o tráfego vindo de chatbots para sites de restaurantes saltou de 0,3% para 2,5% em um ano, com projeções de chegar a 10% em breve.

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TOGETHER WITH TNS BETTER WORK

Quem do seu time realmente sabe usar IA?

Copilot, Claude, Gemini, ChatGPT. A ferramenta já está contratada. O que ainda é raro é gente que sabe trazer isso pro trabalho real, sem depender de TI, sem precisar parar tudo pra fazer um curso de 6 meses.

  • No dia 19/05, às 19h30, Ana Paula Mofarrej, profissional que há 7 anos lidera IA na Microsoft e na Meta, mostra, ao vivo, como encurtar esse caminho entre ferramenta e resultado.

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Supermercados viram uma das maiores “máquinas” da economia brasileira

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O varejo alimentar movimentou R$ 1,145 trilhão em 2025 — cerca de 9% do PIB — consolidando o setor como um dos pilares da economia do país.

  • Entre os players, a liderança se manteve com o Carrefour Brasil, que faturou R$ 123,6 bilhões no ano passado, quase R$ 40 bilhões a mais que o 2º colocado, o Assaí Atacadista

  • Juntas, as dez maiores redes responderam por R$ 374,1 bi em faturamento, quase um terço do total. Veja o ranking completo aqui.

Esse crescimento se deve, em grande parte, à transformação no modelo de operação: formatos como atacarejo, lojas de conveniência e e-commerce vêm redesenhando a forma como o brasileiro compra comida no dia a dia.

Ao mesmo tempo, o setor mantém uma capilaridade difícil de replicar, com mais de 439 mil lojas atendendo cerca de 30 milhões de pessoas diariamente, além de gerar cerca de 9 milhões de empregos diretos e indiretos. (Aprofunde)

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Elevadores, bilhões e uma disputa global nas alturas

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A finlandesa Kone fechou a compra da alemã TK Elevator em um negócio avaliado em quase US$ 34 bilhões, criando, assim, a maior empresa de elevadores do mundo em termos de vendas.

O racional vai além de vender novos elevadores. Hoje, a maior parte da receita das empresas do setor vem de serviços recorrentes: manutenção e modernização de equipamentos já instalados… e é aí que o negócio ganha outra dimensão:

  • Juntas, a Kone e a TK Elevator passam a operar cerca de 3,2 milhões de elevadores, com aproximadamente 65% da receita vindo desse fluxo contínuo

  • A fusão também é complementar geograficamente: a Kone é forte na Ásia, enquanto a TK Elevator tem presença relevante nas Américas, incluindo projetos icônicos como o One World Trade Center, em Nova York.

No fim, o movimento aponta para uma consolidação clara do setor — que passa a ter três grandes players globais, ao lado de Otis Worldwide e Schindler Holding — em uma disputa cada vez menos centrada no hardware e mais na gestão de infraestrutura urbana ao longo do tempo. (Aprofunde)

The Big Picture. A operação reforça um 2026 aquecido para fusões e aquisições, mesmo em meio à instabilidade global. Só no primeiro trimestre, grandes negócios bateram recorde, mostrando que empresas seguem apostando em escala para crescer.

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TOGETHER WITH KALSHI

A fintech de US$ 22 bi que está transformando a forma como o mercado precifica o futuro

Imagem: divulgação

Luana Lopes Lara é a brasileira que cofundou a Kalshi, a primeira bolsa de mercados de previsão regulamentada nos EUA pela CFTC.

A plataforma permite que participantes negociem contratos sobre o resultado de eventos reais, como decisões da taxa de juros e inflação, elevando a "sabedoria das multidões" ao status de ativo financeiro.

Hoje, grandes investidores e empresas usam os dados da Kalshi para antecipar movimentos do mercado e se proteger de incertezas. E você, já conhecia?

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

Dezenas de bilhões de reais. Segundo o Banco Central, essa é a quantia movimentada pelo sistema financeiro brasileiro diariamente, podendo passar dos R$ 100 bi em dias de pico.

Com mais de 100 bancos espalhados pelo país, o sistema bancário do Brasil é um dos maiores e mais robustos do planeta.

Entre as instituições com mais clientes, a Caixa lidera com folga, e por um motivo simples: seu papel nos programas sociais do país. Quem recebe Bolsa Família, FGTS ou qualquer auxílio governamental tem que criar uma conta na Caixa.

Mas o que chama atenção de verdade é a força dos bancos digitais. Há 10 anos, metade desses bancos nem sequer chegava perto dos gigantes tradicionais, mas, em alguns casos, com destaque para o Nubank, já superaram os bancões, liderando uma nova era no mercado brasileiro. Clique aqui para conferir uma análise completa.

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ASPAS DO DIA

Não importa quem somos ou o que fazemos, ninguém pode ocupar o nosso lugar em nossas famílias.

(Imagem: Fortune | MasterClass)

Para Indra Nooyi, que foi CEO da PepsiCo entre 2006 e 2018, um dos maiores aprendizados que teve durante seus primeiros 10 anos à frente da empresa foi sobre a importância da humildade e da necessidade de equilibrar sua identidade profissional com seus papéis pessoais.

Ela admite, no entanto, que raramente conseguiu ser o tipo de mãe, esposa, funcionária e pessoa que desejava ser — tudo ao mesmo tempo.

Esse e outros aprendizados são abordados por Nooyi em seu famoso artigo “Deixe a coroa na garagem: o que aprendi em uma década como CEO da PepsiCo”. Clique aqui para ler na íntegra.

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FEEDBACK

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A Apple quer mais gente no jogo

Por anos, a Apple cresceu focando no premium, mas agora começa a apostar em novos mercados e ampliar o alcance. O lançamento do MacBook Neo mostra exatamente isso: levar a experiência Apple para mais pessoas sem mudar o que a marca representa.

No fim, é sobre escala. Mais gente dentro do ecossistema hoje significa mais valor no longo prazo.

E o lançamento da vez virou o nosso giveaway. O prêmio é um MacBook Neo e, pra participar, é simples: esteja inscrito no the news e indique a newsletter para 1 amigo.

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RODAPÉ

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