30/06/2026

BOA TARDE

Estamos apenas entrando na segunda metade da Copa do Mundo, mas os primeiros 20 dias de evento já nos trouxeram inúmeras surpresas. Dentro de campo, a mais surpreendente foi a eliminação da Alemanha pelo Paraguai. Fora das quatro linhas, além do burburinho gerado por Levi’s e Gillette, quem chamou a atenção foi o Tinder.

O app registrou um aumento de 47% na atividade nas cidades-sede da Copa do Mundo em comparação com o ano passado, uma cifra relevante, considerando que muitas pessoas têm sentido um certo esgotamento em relação aos aplicativos de relacionamento.

No entanto, esta não é a primeira vez que um evento esportivo internacional impulsiona a atividade no Tinder — que registrou uma alta de 25% durante as Olimpíadas de Paris, em 2024. Inclusive, o Comitê Olímpico Internacional há anos distribui preservativos gratuitamente durante os eventos.

E você, sabe dizer desde quando os países-sede e o Comitê Olímpico Internacional implementaram essa distribuição gratuita de preservativos?

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Para hoje… BIG TECHs intensificam disputa por talentos em AI; Energia limpa pode adicionar até 1,5 ponto ao PIB do Brasil; Starbucks transforma baristas em influenciadores; Empresas que mais geraram riqueza nos últimos 100 anos; e mais.

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 38 segundos

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QUICK TAKES

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Seria esse um novo capítulo da disputa por talentos em AI?

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Um novo conjunto de movimentações no Vale do Silício reacendeu o debate sobre o que realmente faz um pesquisador escolher onde trabalhar. Mais do que salários milionários, o que parece pesar agora é a liberdade para escolher os problemas que querem resolver.

  • O caso mais simbólico recente envolve a saída de nomes ligados ao Google DeepMind, como Noam Shazeer, coautor da arquitetura Transformer, que há quase 2 semanas deixou a empresa para se juntar à OpenAI.

  • Poucos dias depois, John Jumper (foto abaixo), ligado ao AlphaFold e vencedor do Nobel, também anunciou sua saída do Google para a Anthropic.

  • E, na última semana, dois dos principais pesquisadores de AI do Google também trocaram a gigante de buscas pela Anthropic.

(Imagem: Forbes | Getty Images)

Essas movimentações não são isoladas. Elas refletem uma disputa mais ampla entre Google, OpenAI e Anthropic, em que cada contratação de alto nível funciona quase como uma "transferência de estrela" em um campeonato global de inteligência artificial.

Ao mesmo tempo, a fronteira entre hardware e software também entrou na disputa. Nos últimos dias, o principal responsável pelo headset Vision Pro e pelas iniciativas de óculos inteligentes da Apple também anunciou sua saída para a dona do ChatGPT — que vem estruturando sua própria divisão de dispositivos de AI.

Isso muda a dinâmica interna das BIG TECHs. A disputa deixa de ser apenas por contratar talentos e passa a ser também sobre reter autonomia suficiente para que esses pesquisadores queiram permanecer.

  • Em paralelo, empresas como Meta têm intensificado ofertas agressivas e reestruturações de equipes para atrair cientistas de ponta;

  • Já o Google, um dos maiores prejudicados nas últimas semanas, tenta reforçar seu argumento de escala, infraestrutura e profundidade de pesquisa como vantagem competitiva.

O resultado é um mercado em que o "produto" mais valioso tem se tornado quem constrói os modelos de inteligência artificial. Pesquisadores passaram a ser disputados como ativos estratégicos capazes de definir a liderança tecnológica de uma empresa.

Na prática, o setor se aproxima de um cenário em que poucos nomes podem influenciar toda a direção da indústria — e cada troca entre laboratórios aumenta ainda mais a pressão competitiva por inovação acelerada.

Enquanto isso, fora do eixo das BIG TECHs ocidentais...

Na 🇨🇳China, a disputa segue uma lógica parecida, mas com foco ainda mais forte em escala e expansão organizacional. A DeepSeek anunciou um grande plano de contratação para praticamente dobrar as equipes e acelerar sua transformação em empresa de produto.

O movimento acontece em meio a uma guerra local por talentos, com empresas como Xiaomi e ByteDance atraindo profissionais de startups emergentes de AI, pressionando o ecossistema chinês a crescer rapidamente em todas as frentes.

Nesse contexto, a corrida vai além dos modelos mais avançados, passando por infraestrutura e eficiência, com grupos locais trabalhando junto a players como a Huawei para otimizar sistemas em chips domésticos e reduzir a dependência de hardware estrangeiro.

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TOGETHER WITH DOCUSIGN

Saiba como o vale da desilusão da IA é a parte mais perigosa dessa montanha-russa

Toda nova tecnologia passa pelo Gartner Hype Cycle: um ciclo que começa com um boom de expectativas e depois despenca no "Vale da Desilusão" (exatamente onde a IA está agora).

Quem sair do vale primeiro chega antes ao Platô da Produtividade. E amanhã, a Docusign reúne quem já está nessa rampa para mostrar, em um Webinar gratuito, como aplicar IA nos seus processos e aprender a colher os resultados dessa tecnologia, seja revisando contratos em segundos ou escalando operações sem abrir mão da segurança jurídica.

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O Brasil pode ganhar na nova corrida industrial

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Durante décadas, a vantagem competitiva das indústrias era estar perto dos grandes mercados consumidores. Agora, uma nova lógica começa a ganhar força: estar perto da energia limpa e barata.

A explicação está em um conceito chamado powershoring: em vez de transportar energia para as fábricas, empresas passam a levar suas fábricas para onde a energia renovável é abundante, previsível e competitiva.

Nesse cenário, o Brasil reúne ativos raros. Além de uma matriz elétrica majoritariamente renovável, o país combina baixo custo de geração, potencial em biocombustíveis, minerais críticos e uma indústria capaz de capturar parte dessa nova demanda global.

O Nordeste desponta como um dos principais protagonistas dessa transformação. Segundo um estudo da London School of Economics, apenas os investimentos ligados ao powershoring poderiam:

  • Gerar até 350 mil empregos; e 

  • Movimentar até US$ 7 bilhões por ano na região.

Ao todo, o estudo projeta que o Brasil desponte nesse cenário de corrida por energia limpa e adicione entre 1 e 1,5 ponto percentual ao crescimento anual do PIB brasileiro — que foi de R$ 12,7 trilhões em 2025 — no médio prazo.

The Big Picture. Com investimentos de US$ 5,6 trilhões anuais previstos até 2030, países capazes de oferecer eletricidade renovável e barata tendem a concentrar uma parcela crescente da nova indústria. (Aprofunde)

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O Starbucks quer transformar baristas em influenciadores

A gigante de cafés acaba de dar mais um passo para transformar seus próprios funcionários em estratégia de marketing. Em parceria com o TikTok, a rede será a primeira marca a testar uma ferramenta que organiza criadores de conteúdo ligados à empresa e permite que seus vídeos virem anúncios.

Por que isso importa? Desde 2024, o Starbucks tem recorrido aos seus funcionários para divulgar a marca nas redes sociais.

Com a colaboração com o TikTok, a marca praticamente expande o programa Green Apron. Agora, além de receberem briefings de campanhas, os participantes poderão compartilhar a receita gerada pelos anúncios.

A aposta faz sentido. Os funcionários do Starbucks publicam três vezes mais nas redes sociais do que colaboradores redes similares, enquanto 61% da Geração Z dizem descobrir novos produtos por meio de conteúdos feitos por empregados das próprias marcas.

Na prática, o Starbucks está apostando que ninguém vende melhor a experiência da marca do que quem a vive todos os dias. Em vez de depender apenas de influenciadores tradicionais, a empresa quer transformar funcionários em criadores recorrentes — e remunerá-los por isso.

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TOGETHER WITH HOSTINGER

Hostinger anuncia parceria com a artista Aline Bispo

A Hostinger, gigante global de hospedagem de sites, anuncia uma parceria inédita com a artista paulistana Aline Bispo, ilustradora do best-seller Torto Arado.

Inspirada no conceito "Abra suas abas, solte suas ideias", a colaboração transforma a estética da artista em templates exclusivos de sites.

A iniciativa leva a arte brasileira para o mundo e ajuda criadores, empreendedores e artistas a transformar ideias em presença digital, trazendo visibilidade e novas oportunidades.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

US$ 91 trilhões. Esse foi o valor total da riqueza gerada pelo mercado de ações americano nos últimos 100 anos de negociações.

Contextualizando: a riqueza gerada nada mais é do que o lucro líquido retornado aos investidores por uma empresa.

E, apesar de o estudo considerar os retornos desde 1926, a maior parte das empresas do topo — Apple, Nvidia, Amazon e Alphabet — nem sequer existia 50 anos atrás.

A Nvidia, por sinal, talvez represente o caso mais emblemático. Nos últimos anos, a empresa valorizou mais de 800%, gerando boa parte dos seus US$ 4,6 trilhões de riqueza apenas nesta década.

Mas a história que o gráfico não conta é a dos fracassos: 96% das empresas que negociaram ações na bolsa dos EUA nem sequer superaram os títulos do Tesouro dos EUA — tipo o Tesouro Direto do Brasil —, mostrando que o mercado é um jogo de grandes vencedores, mas também de muitos perdedores. Leia mais aqui.

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