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- 06/08/2026
06/08/2026

BOA TARDE
Nos últimos meses, grandes nomes do setor de tecnologia, como OpenAI, Anthropic e Figma, passaram a lançar coleções limitadas de roupas e acessórios, trocando as tradicionais camisetas de conferência por peças premium e colaborações com marcas de moda — esta jaqueta da Palantir deu o que falar.
O objetivo vai além de vender moletons ou bonés. A ideia é transformar funcionários e fãs em embaixadores da marca, reforçar uma identidade cultural e mostrar que, na era da AI, bom gosto também pode ser uma vantagem competitiva. Confira mais alguns exemplos aqui.
E você, além do the news (risos), compraria alguma roupa ou acessório de uma empresa que você admira, seja do setor de tecnologia ou de qualquer outro que não trabalhe com moda e vestuário? |
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Para hoje… As faculdades desistiram de combater a AI; Mercado brasileiro de fusões e aquisições movimenta mais de US$ 30 bilhões no primeiro semestre; O próximo vendedor de carros no Brasil pode ser um robô; e mais.
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🔍 PARA DESCOBRIR: A tendência entre pais que não é especificamente de tecnologia, mas faz muito uso dela. Será que alguém vai identificar?
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A faculdade já aceitou que a AI veio para ficar
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Se há algo que todos observamos nos últimos anos foi o avanço da inteligência artificial — e, com isso, o aumento do uso da tecnologia. No ambiente de trabalho foi assim e, dentro das instituições de ensino, sobretudo nas faculdades, não seria diferente. Os números não mentem.
No Brasil, 7 em cada 10 alunos do ensino médio confirmaram que utilizavam a tecnologia para fazer trabalhos escolares em 2025;
Nos EUA, mais de 80% dos universitários americanos usaram AI em atividades acadêmicas nos últimos seis meses, segundo a Kogod School of Business;
Quase 1 em cada 3 já utiliza ferramentas como ChatGPT 11 vezes ou mais por semana para estudar ou trabalhar.

(Imagem: Kogod School of Business)
Há casos, inclusive, em que o uso da AI causou espanto. Um professor universitário americano, por exemplo, viralizou após reprovar 32 de 35 alunos usando um comando oculto para identificar trabalhos feitos por inteligência artificial.
Para muitos, entretanto, a preocupação já não é mais proibir, mas ensinar a usar, com muitas instituições abandonando a ideia de criar atividades "à prova de ChatGPT" e passando a ensinar como utilizá-lo de forma crítica e responsável.
A mudança acontece porque o mercado já esperava esse aumento no uso da tecnologia. Não é à toa que, nas entrevistas de emprego, perguntas sobre inteligência artificial saltaram de 11,6% para 42,6% em apenas três anos nos EUA, segundo a Kogod School of Business.

(Imagem: Kogod School of Business)
Agora, em vez de perguntar se um candidato usa AI, os recrutadores avaliam como ele a utiliza para trabalhar melhor.
Em paralelo, em vez de tentar impedir o uso da tecnologia, professores universitários passaram a pedir que os estudantes revisem, critiquem e aprimorem as respostas produzidas pela tecnologia — tratando o chatbot como um ponto de partida, e não como a resposta final.
Mas a adaptação ainda está longe de ser simples
Nas escolas brasileiras, por exemplo, o uso de inteligência artificial é liberado em apenas 37% delas. Já nos EUA, pesquisas mostram que quase metade dos estudantes teme que a AI prejudique a integridade acadêmica, enquanto outros demonstram receio de perder a capacidade de pensar de forma independente.
Não por acaso, cresce o número de alunos que pedem regras mais claras sobre quando, como e até onde essas ferramentas devem ser usadas.
Enquanto isso, alguns grupos vão ainda mais longe. Também na terra do Tio Sam, instituições como a Alpha Schools já substituíram parte das aulas tradicionais por tutores de inteligência artificial, reduzindo o tempo de ensino convencional para priorizar projetos, comunicação e desenvolvimento de habilidades humanas.
No fim das contas, a discussão deixou de ser se a AI terá espaço na educação. A questão agora é quais competências continuarão sendo exclusivamente humanas quando qualquer aluno puder consultar uma AI em poucos segundos.
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O mercado brasileiro ficou mais seletivo… mas os cheques aumentaram
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No primeiro semestre de 2026, o mercado brasileiro de fusões e aquisições registrou 593 transações, uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o capital movimentado cresceu 15%, alcançando US$ 32,6 bilhões.
Na prática, os investidores passaram a concentrar recursos em operações maiores e ativos considerados estratégicos, em vez de espalhar capital por um número maior de negócios.
Entre as maiores operações estão a venda da mineradora Serra Verde para a americana USA Rare Earth, por US$ 2,8 bilhões, e a aquisição de ativos da Raízen na Argentina, avaliada em US$ 1,4 bilhão.
Já falando sobre venture capital, a startup Enter teve a maior captação do semestre, levantando US$ 100 milhões em uma rodada liderada por Sequoia e Kaszek.
A seletividade também aparece nos setores mais disputados. Tecnologia liderou em número de transações, seguida pelo mercado imobiliário, enquanto áreas ligadas à transição energética, infraestrutura e minerais estratégicos concentraram algumas das maiores negociações dos primeiros seis meses de 2026.
Mas, apesar do apetite por grandes ativos, o cenário eleitoral brasileiro segue no radar dos investidores. Ao que tudo indica, o país continua atraindo interesse, mas a incerteza política tende a aumentar a cautela, especialmente entre compradores internacionais.
🔍 Zoom out. Na América Latina como um todo, também prevaleceu a seletividade no primeiro semestre, com uma queda de 30% no número total de transações em relação ao mesmo período de 2025. Mas, diferentemente do Brasil, o valor agregado caiu 6%. (Aprofunde)
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Os robôs humanoides vão virar CLT?
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Após conquistar espaço no mercado automobilístico brasileiro com seus SUVs, a chinesa Chery anunciou que sua divisão de robótica começará a vender robôs no Brasil ainda neste ano, incluindo:
A humanoide Mornine, desenhada para concessionárias, interage por voz com clientes, apresentando as funcionalidades dos veículos e, quando necessário, encaminhando o atendimento a um consultor;
O cachorro-robô Argos, que executa comandos como correr, sentar e dar a pata.
A novidade chega em meio à corrida global pelos robôs humanoides, impulsionada pelos avanços da inteligência artificial. Segundo o Morgan Stanley, esse mercado pode movimentar até US$ 5 trilhões até 2050, enquanto as entregas globais devem saltar de cerca de 15 mil unidades em 2025 para mais de 50 mil em 2026.
Quem lidera essa disputa é a 🇨🇳China. O país concentra cerca de 85% das implantações de robôs humanoides e abriga mais de 150 fabricantes. Enquanto isso, o 🇧🇷Brasil ainda não possui uma fabricante nacional do segmento e opera com uma densidade de robôs industriais quase três vezes menor do que a média mundial.
O movimento também acontece em meio a uma disputa geopolítica. No fim de julho, os EUA passaram a restringir a entrada de robôs humanoides estrangeiros por razões de segurança nacional. Já no Brasil, os equipamentos da Chery receberam autorização da Anatel e desembarcam no país ainda neste ano.
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
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GRÁFICO DO DIA
![]() | Você ainda dá um Google? Aparentemente, o Google não morreu após o lançamento do ChatGPT. Isso porque a receita de busca subiu em todos os 14 trimestres desde que a OpenAI lançou seu chatbot, com alta acumulada de 48,5% — de US$ 42,6 bi para US$ 63,3 bi por trimestre. |
O que está por trás disso? Segundo o próprio Google, a AI ajuda a busca em duas pontas. Recursos como o AI Mode fazem as pessoas pesquisarem mais, enquanto o Gemini melhora a monetização de buscas longas e detalhadas, historicamente difíceis de converter em anúncios. Leia mais nessa thread.
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