26/03/2026

BOA TARDE

Neste mesmo dia, mas em 2018, a gigante Alibaba anunciou uma parceria com a Ford para lançar uma máquina de vendas de carros. Parece loucura, mas é exatamente como uma vending machine de snacks, só que para carros.

O lançamento foi na cidade de Guangzhou, na China, e a ideia era justamente poder comprar um carro em menos de 10 minutos, sem qualquer ajuda humana. Veja como era.

Para hoje… OpenAI decide simplesmente acabar com o Sora; A startup nada tech que está fazendo sucesso por uma proposta de cold call inusitada; A oportunidade que guerra está gerando para montadoras de EVs; Entrevista com o Chef Otto; e mais!

⏱️ Tempo de leitura: 5 minutos e 13 segundos

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QUICK TAKES

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Focus Era: Por que a OpenAI matou o Sora?

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Você provavelmente se lembra dos tweets com os vídeos hiper-realistas feitos por inteligência artificial. Mamutes no gelo, o trailer com um astronauta em um deserto de sal, um take de câmera no Japão, um monstrinho brincando com uma vela

Isso foi em fevereiro de 2024. O mercado foi à loucura na época. Era a empresa mais avançada em inteligência artificial generativa expandindo de texto para vídeos. Ali começava de vez o “temor” de que “a indústria de Hollywood mudaria para sempre”.

Dois anos depois, mesmo com +4 milhões de downloads e +2 milhões de usuários na fila para testar e ter acesso à versão completa, a OpenAI acabou de anunciar a suspensão por tempo indeterminado do desenvolvimento do Sora.

O que está por trás? A decisão marca uma mudança drástica de prioridades, com a empresa agora focando todos os seus recursos na criação de um "superapp", com o objetivo de virar um super assistente pessoal, e na preparação para sua abertura de capital (IPO).

A relevância disso para o mundo tech: Até para uma das maiores empresas no segmento, o custo computacional e os desafios regulatórios da geração de vídeos realistas superaram o potencial de lucro da ferramenta — pelo menos no curto prazo.

Na prática, a OpenAI escolheu a eficiência financeira, o que é um sinal de que a dificuldade de desenvolver uma ferramenta de geração de vídeos rentável está um degrau acima do que se imaginava. Os números não mentem…

  • Gerar um vídeo de 10 segundos, que é a duração padrão de um clipe do Sora, custa à OpenAI aproximadamente US$ 1,3.

  • Com base na quantidade de usuários ativos e vídeos gerados, estima-se que o Sora estivesse queimando cerca de US$ 15 milhões/dia, principalmente em gastos com poder computacional.

Inclusive, esses chips processadores devem ser redirecionados agora para o desenvolvimento do seu novo "superapp" de produtividade.

(Imagens: Vídeos gerados pelo Sora 2)

Além do custo real, o risco era grande… Segundo a Wired, a pressão de Hollywood e o risco de processos por direitos autorais foram determinantes.

A OpenAI enfrentava potenciais disputas que poderiam somar US$ 5 bilhões em danos caso a Sora fosse lançada comercialmente sem acordos de licenciamento definitivos com os grandes estúdios.

(Imagem: OpenAI)

Falando nisso, a empresa de Sam Altman tinha fechado um acordo com a Disney por licenciamento de personagens em vídeos, junto de um investimento de US$ 1 bilhão da companhia do Mickey. Com o fim do Sora, o acordo foi encerrado.

O caminho se abre para concorrentes… Enquanto a OpenAI recua, outras empresas como Runway, Luma AI e até o Google, com o Veo 2, agradecem e devem ganhar mais espaço. Tendo sido uma decisão por conta de “foco” e disciplina financeira pré-IPO, a confiança no segmento continua — ainda que exista a ressalva dos altos custos que ele envolve.

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Um bolo pode converter mais que uma cold call?

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William Lindholm é fundador de uma empresa chamada "Daymaker", basicamente uma assinatura para receber bolos automaticamente no aniversário dos colaboradores e outras datas especiais.

Na prática, ele resolve a dor de muita empresa — alô, turma do RH! — facilitando uma atividade que é manual, mas que vira frequente dependendo do time. Calma, não fique bravo se sua empresa nunca te mandou bolo de aniversário… risos.

Mas o pulo do gato está aqui: Ele simplesmente pivotou o negócio, abrindo o escopo e simplesmente criando uma categoria de "prospecção fria através de bolos".

Explicando… Em vez de fazer um cold call, ou mandar um e-mail chato, ele permite que empresas mandem direto um bolo para a porta do seu potencial cliente. Ele ainda apelidou de coldcaking.

A história virou quase um case da Lovable no X, porque ele usou a ferramenta de vibecoding para construir o site dessa nova ideia.

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Elétricos chineses crescem com alta do petróleo

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A crise histórica de combustíveis, impulsionada pelo conflito entre EUA e Irã, tem causado uma forte volatilidade no barril de petróleo, que chegou a bater US$ 119 na última semana.

Enquanto o mundo teme uma recessão global, o cenário virou o "timing" perfeito para as fabricantes chinesas de veículos elétricos acelerarem sua expansão internacional.

Com o combustível mais caro e os carros elétricos chineses cada vez mais baratos, marcas como BYD e VinFast ganham terreno crítico na Ásia.

O movimento é estratégico: O mercado interno chinês enfrenta excesso de oferta e competição predatória, então as montadoras têm buscado vazão para sua produção em países vizinhos que tentam reduzir a conta de importação de energia.

A China, hoje, é relativamente protegida contra essa volatilidade, já que 50% das suas vendas de carros novos são elétricos, o que cortou o consumo nacional de petróleo em 10% no último ano. Na prática, a liderança em baterias e a energia solar viraram um escudo de segurança nacional. (Aprofunde)

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TOGETHER WITH LITTLE BEAN

O que faz um coworking se destacar em um mercado em expansão

O número de espaços de coworking cresceu mais de 30% entre 2023 e 2024, com projeções de crescimento contínuo até 2026.

  • Acontece que, em um mercado competitivo, não basta investir só em estrutura. Mesas, salas de reunião, estações de trabalho e equipamentos são o básico.

O diferencial está na experiência: um coworking entendeu isso ao incluir o café Little Bean no dia a dia de quem trabalha no espaço. O seu sabor naturalmente doce transforma as pausas em momentos de conexão, e quando os funcionários precisam de uma dose extra de energia, eles mesmos preparam o café.

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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS

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GRÁFICO DO DIA

No segundo semestre de 2025, 16,1% da população mundial em idade ativa utilizou ferramentas de AI. Ainda assim, há uma disparidade relevante: o Norte Global registra 24,7% de adoção, enquanto o Sul Global fica em 14,1%. Mesmo sendo o epicentro tecnológico, os Estados Unidos aparecem apenas na 24ª posição (28,3%).

🇦🇪 Quem lidera o ranking são os Emirados Árabes Unidos, com 64% de adoção, quase 4x a média global. A liderança é fruto de uma estratégia iniciada anos atrás, com forte investimento estatal e integração da AI em serviços públicos.

E o Brasa? (risos.) A gente aparece na 58ª posição, com 17% de adoção, levemente acima da média global (16,3%), com crescimento de 1,5 pp no último semestre. Confira o ranking completo aqui.

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TOGETHER WITH SANTANDER SELECT

Não adianta ter uma vida global e não ter um banco para te acompanhar

Cada vez mais brasileiros estão vivendo uma rotina global. Viajam pra fora, exploram novos destinos, consomem em restaurantes, fazem negócios, investem e compram fora.

Mas e se essas compras internacionais pudessem te levar para mais viagens internacionais? E mais: e se o seu dia a dia também entrasse nesse jogo? O cafezinho, um almoço, um jantar no fim do dia.

Clientes Santander Select transformam esses momentos em pontos que se convertem em novas experiências pelo mundo. E com a campanha Bateu Ganhou, metas mensais personalizadas liberam pontuação turbinada.

No fim, não é só sobre viver uma vida global. É sobre fazer com que cada parte dela te leve ainda mais longe. Conheça aqui o banco global (de verdade).

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ENTREVISTA EXCLUSIVA

 Lembro que, há alguns anos, estávamos no auge dos vídeos curtos, e eu comecei a investir — a gastar sem retorno imediato — para produzir vídeos longos, porque acreditava que era o caminho certo. Prometi a mim mesmo que funcionaria, tinha plena convicção. Observei esse movimento acontecer no restante do mundo e apostei nisso. Deu certo: hoje, somos o maior canal de gastronomia do Brasil por causa dessa decisão.

Otto Vitelleschi começou sua carreira vendendo molhos caseiros de porta em porta para juntar dinheiro e visitar a namorada que tinha se mudado para a Alemanha. Faturava o suficiente para a viagem, mas percebeu que aquilo poderia ir muito além.

Foi quando decidiu aprender marketing digital e começou a postar vídeos de receitas. Seu quinto vídeo, sobre a receita Ratatouille, do filme, viralizou com 5 milhões de visualizações — e deu origem ao Cheff Otto. Hoje, aos 23 anos, ele comanda o maior canal de gastronomia do Brasil, com 18M de seguidores e mais de 100M de views mensais.

Mas Otto não quis ser apenas influenciador… Fundou sua própria marca de molhos, tem planos para lançar uma linha de utensílios domésticos e de criar um braço de franquias em 2026. A meta é clara: em cinco anos, a operação de mídia deve responder por apenas 5% do faturamento da holding — o resto vem de produtos e novos negócios.

É sobre essa transformação de criador em empresário que o the news conversou com ele. Clique no botão abaixo para ver na íntegra.

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